2 de junho de 2015
por Esmael Morais
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“Está difícil o fim da greve”

Fervilha os bastidores políticos no Centro Cívico. Desde a manhã desta terça-feira (2), são intensas as negociações que “podem” pôr fim à greve de professores e servidores públicos.

Os grevistas reivindicam reposição inflacionária de 8,17%, mas o secretário da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, interventor nacional do PSDB nas finanças do Paraná, como governador de facto, joga duro.

“Está difícil o fim da greve”, reconheceu o deputado Professor Lemos (PT) ao ser questionado esta manhã pelo Blog do Esmael sobre as negociações da data-base com o Palácio Iguaçu.

O líder do governo na Assembleia, deputado Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), às 11h45, afirmou que tinha acabado de sair de uma reunião com o governador Beto Richa (PSDB). No entanto, o peemedebista não quis antecipar o resultado da conversa.

Há ceticismo entre os educadores em greve há 36 dias, que anseiam voltar às salas de aula. Eles rejeitam o retorno à escola humilhados, desconfiam de calote no parcelamento da reposição e da intransigência do tucano que estaria fazendo “cortina de fumaça” sobre os escândalos de corrupção envolvendo o governo Beto Richa.

Romanelli levou ao Palácio Iguaçu a seguinte proposta: o salário dos servidores teria um reajuste de 3,45% em outubro e outro de 4,56% em dezembro, sem alterações na data base de 2016. Isto traria um impacto adicional ao orçamento de 2015 da ordem de quase R$ 1 bilhão.

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2 de junho de 2015
por Esmael Morais
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Beto Richa prolonga a greve dos professores e servidores para encobrir escândalos de corrupção no governo?

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Nos últimos dias, não foram nem uma nem duas vezes que leitores do Blog do Esmael levantaram suspeitas sobre o prolongamento da greve dos educadores, que hoje entrou no 36º dia, deixando mais de 2 mil escolas fechadas e 1 milhão de alunos sem aula.

Para os mais incrédulos, o governador Beto Richa (PSDB) utiliza a justa reivindicação de 8,17% na data-base como “cortina de fumaça” para algo de muito mais podre no reino do tucanada: a roubalheira na Receita Estadual e outros escândalos cujo núcleo central disso tudo estaria no Palácio Iguaçu.

Não é segredo para ninguém que o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), braço policial do Ministério Público, investiga corrupção a partir de auditores fiscais da Receita Estadual; pedofilia; fraude em licitações; etc. Os promotores chegaram ao gabinete no tucano, ou melhor, à primeira-dama Fernanda Richa, secretária da Família e comandante-em-chefe do Provopar (Programa do Voluntariado Paranaense). Leia mais

30 de maio de 2015
por Esmael Morais
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Coluna do Jorge Bernardi: A falência do governo do Paraná e o massacre dos professores

Jorge Bernardi*

Qual a receita para se quebrar uma empresa? Gastar mais do que fatura. E para quebrar um Estado? Simples, gastar mais do que arrecadar. Foi o que fez o Governo Beto Richa nos últimos quatro anos. Arrecadou, arrecadou, tornou-se o campeão nacional de arrecadação de tributos, mas gastou tudo e mais um pouco deixando um déficit nas contas públicas de 4,6 bilhões de reais.

A arrecadação do Paraná demonstra que o aparelho de fiscalização tem sido eficiente, apesar da quadrilha de fiscais que agia na região de Londrina, O Estado aumentou no período (2011/14) a receita corrente liquida de R$ 16,97 bilhões para R$ 26,46 bilhões, acréscimo de R$ 9,46 bilhões, crescimento de 56%, o dobro da inflação acumulada que foi de 24%.

Mas por que o estado quebrou? Por que o governo Beto Richa decidiu apropriar-se dos recursos do fundo de aposentadoria dos servidores gerando a revolta santa de professores e servidores, que foi debelada pela polícia com cassetetes, bombas, balas de borracha e cães ferozes?

O Governo Beto Richa gastou mais do que arrecadou. No que gastou? Ninguém sabe. Não se tem notícia de que tenha asfaltado estradas, construídos escolas, universidade, edifícios públicos, melhorado a segurança, equipado a polícia, com os recursos do estado. Esbanjou o dinheiro do contribuinte, como fez o filho pródigo da parábola bíblica. Entre as gastanças, alugou helicóptero, sem licitação, por 2 milhões de reais.

Quando Jaime Canet Junior governou o Paraná há 40 anos, construiu 4 mil km de estradas, dezenas de escolas, prédios públicos, mesmo tendo enfrentando a geada negra que destruiu os cafezais do Paraná que expulsou 1 milhão de pessoas da agricultura. E o que fez Beto Richa? Nenhuma obra de vulto, nestes quatro anos, em que a arrecadação foi abundante.

Não bastasse a farra desenfreada com os recursos públicos, o Governo Beto Richa, em dezembro de 2014, lançou com a anuência da Assembleia Legislativa uma série de maldades contra a paranaense. Aumentou a alíquota do IPVA em 40%, o ICMS da energia de 28% para 29%, e acabou com a isenção da cesta básica (feijão, arroz e carne e etc). E ainda majorou a alíquota de material escolar, eletrodomésticos e mais de 100 mil itens. Até o imposto do giz, ele aumentou, menos o da bala.

Infelizmente o Governo Beto Richa será lembrado pelo pouco giz e muita bala. Somos todos professores.

*Jorge Bernardi, vereador de Curitiba pelo PDT, é advogado e jornalista. Mestre e doutorando em gestão urbana, ele escreve Leia mais

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