7 de junho de 2014
por Esmael Morais
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Eleitores “órfãos” de Vargas e Cheida estão na mira dos políticos

via Folha de Londrina

Contrariando as perspectivas iniciais do ano eleitoral, o deputado federal André Vargas (sem partido) e o deputado estadual Luiz Eduardo Cheida (PMDB), ambos londrinenses e na lista dos principais nomes da política paranaense, podem ficar impedidos de disputar as urnas em outubro. Nesse cenário, o potencial de votos deles é cobiçado por políticos que pretendem ocupar esse espaço junto ao eleitorado “órfão”.

Pressionado por correligionários, Vargas saiu do PT após revelada sua ligação com o doleiro preso Alberto Youssef e não tem mais como participar das eleições. Pela legislação eleitoral, o candidato já deve ter, na data do pleito, pelo menos um ano de filiação a algum partido.

Já Cheida sofreu condenação no mês passado, já em segunda instância, por improbidade administrativa. Mas sua participação ou não na eleição ainda depende de desdobramentos. A condenação por colegiado pode o enquadrar na Lei da Ficha Limpa, mas o PMDB considera que a candidatura poderá ser efetivada, com o argumento de que não houve “dolo ou má fé”. Segundo o pré-candidato a deputado estadual Gilberto Martin (PMDB), “caso Cheida não consiga, será uma grande perda para a composição da legenda”. Peemedebistas calculam que o ex-prefeito de Londrina poderia alcançar 50 mil votos.

Martin, que a exemplo de Cheida também é médico, aposta na conquista de parte dos votos do correligionário, mas reconhece ser muito difícil manter todos esses votos no partido. “A região pode perder em representatividade.”

No PT, a avaliação é de que parte dos votos de Cheida pode migrar para a vereadora londrinense Lenir de Assis (PT), pré-candidata à  Assembleia Legislativa. O presidente estadual do PT, Enio Verri, acredita também em Tercílio Turini (PPS) e Martin. “Londrina tem uma classe média exigente, que vota no Cheida, e que pode sim votar na Lenir.” Para Verri, Cheida sempre teve uma postura mais à  esquerda.

Pré-candidato a deputado federal, Verri já começou a busca pelo capital eleitoral de Vargas, calculado em 200 mil votos, ao contratar parte da equipe do ex-petista. “Os votos do Vargas não devem ir para o Hauly (PSDB), nem para o Canziani (PTB), que têm o ele Leia mais