20 de novembro de 2018
por Esmael Morais
Comentários desativados em Segunda Turma do STF volta com inquérito sobre Aécio Neves

Segunda Turma do STF volta com inquérito sobre Aécio Neves

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira (20) desarquivar o inquérito que trata das investigações sobre o senador Aécio Neves (PSDB-MG), suspeito de participar de irregularidades em Furnas, subsidiária da Eletrobras em Minas Gerais. A decisão foi tomada por 3 votos a 2. Com a decisão, a Procuradoria-Geral da República (PGR) terá 60 dias para concluir diligências pendentes e também deverá se manifestar sobre o arquivamento da investigação. ... 

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5 de março de 2015
por Esmael Morais
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O que exatamente Youssef disse sobre a propina de Furnas para Aécio

do Brasil 247
O teor da delação premiada do doleiro Alberto Youssef sobre o senador Aécio Neves (PSDB-MG), que disputou a eleição presidencial de 2014, foi obtido pelo jornal Estado de S. Paulo. Segundo Youssef, por intermédio de uma de suas irmãs, Aécio teria recebido valores desviados de Furnas Centrais Elétricas. Os pagamentos seriam feitos por uma empresa chamada Bauruense, que recebeu mais de R$ 800 milhões em serviços terceirizados por Furnas. Youssef disse ainda que ele próprio recolhia propinas na Bauruense, a mando do ex-deputado federal José Janene, do Paraná.

Eis um trecho da reportagem do Estado de S. Paulo:

Em delação premiada à  qual o Estado de S. Paulo teve acesso, o delator Roberto Yousseff afirmou que Aécio Neves teria recebido dinheiro fruto de propina de Furnas, estatal do setor elétrico, por meio de sua irmã!, sem citar nomes ou detalhes. Aécio tem duas irmãs, Angela e Andrea !“ a última trabalhou no governo mineiro e na campanha eleitoral de 2014.

O termo de colaboração número 20, que registra confissão do doleiro feita no fim do ano passado, tem como tema principal: Furnas e o recebimento de propina pelo Partido Progressista e pelo PSDB!. Além de Aécio, são citados o ex-deputado do PP José Janene, morto em 2009, e um executivo da empresa Bauruense.

O pedido de arquivamento é um dos sete feitos na terça-feira pelo procurador-geral. No mesmo dia, Janot solicitou ao Supremo autorização para investigar 54 pessoas em 28 inquéritos. Os pedidos estão sob relatoria do ministro Teori Zavascki.

Youssef relatou aos investigadores que recolheu dinheiro de propina na Bauruense, prestadora de serviços para Furnas, cerca de dez vezes. Em uma delas, foi informado que o repasse não seria feito integralmente !“ faltariam R$ 4 milhões porque alguém do PSDB! havia coletado essa quantia antes.

Indagado pelos procuradores, Youssef declarou não ter informação de quem havia retirado parte da comissão, mas afirmou ter conhecimento! de que o então deputado federal Aécio Neves teria influência sobre a diretoria de Furnas e que o mineiro estaria recebendo o recurso através de sua irmã!, segundo o texto literal da delação. O delator disse não saber como teria sido implementado o “comissionamento” de Aécio Neves!.

Na delação, o doleiro descreve que de 1994 a 2001 o PSDB era responsável pela diretoria de Furnas!. Youssef declarou que recebia o dinheiro destinado a Janene em Bauru (SP) e na capital paulista e o enviava a Londrina (PR) ou Brasília. No depoimento, ele afirmou que os diretores da Bauruense poderiam fornecer mais informações sobre Furnas e que a empresa já responde a inquérito no STF.

A Bauruense é uma empresa que está sob investigação porque concentrava nada menos que 80% dos serviços terceirizados por Furnas. Em 2006, uma reportagem da Folha de S. Paulo, apontou que teriam sido desviados mais de R$ 800 milhões, desde 2000. Leia mais