23 de março de 2015
por Esmael Morais
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CPIs para investigar endividamento e corrupção no governo Richa poderão ter 19 assinaturas, diz Nereu Moura

O deputado estadual Nereu Moura, líder do PMDB na Assembleia, ao Blog do Esmael, afirmou nesta segunda-feira (23) que a instalação das comissões para investigar o endividamento do Paraná e a corrupção na Receita Estadual de Londrina poderá contar, cada uma delas, com pelo menos 19 assinaturas.

Pelos cálculos do líder peemedebista, os 19 parlamentares que se recusaram a entrar no camburão, naquela fatídica tarde do dia 12 fevereiro, que votaram a favor da educação e contra o tratoraço, quando se pretendia acabar com direitos de professores e servidores públicos a toque de caixa.

“Esses 19 têm o dever moral de assinar as duas CPIs. Há uma intensa campanha nas redes sociais pela criação dessas comissões. Quem travar a investigação, submetendo-se às CPIs laranjas, será marcado para sempre como traidor. Todos estão nos vigiando pelas internet”, alertou.

Moura afirma que são vários fatos novos que surgiram nas últimas horas que ensejariam a instalação das comissões de investigação do governo Beto Richa (PSDB).

O líder do PMDB refere-se à revelação de que uma empresa ligada ao primo do governador Luiz Abi Antoun, preso e identificado pelo Gaeco como chefe da quadrilha, ter doado R$ 100 mil para a campanha de reeleição de Beto Richa.

A segundo fato tem a ver com o helicóptero que fez pouso forçado, em maio de 2011, no Campo de Marte, em São Paulo, depois de decolar do famoso Banco BTG Pactual, investigado agora na Operação Lava Jato cujo presidente, André Esteves, encontra-se preso no Rio.

O deputado Nereu Moura relembra o caso fazendo alguns questionamentos:

1) Beto Richa cumpria agenda oficial em São Paulo?
2) Quem pagou o helicóptero?
3) Qual a necessidade de deslocamento de helicóptero, saindo de um banco privado?
4) Por que o governador estava com duas pessoas, Luiz Abi e outro, que não têm cargo no governo do Paraná?

Com a palavra, o Governador.

A seguir, leia o nome dos 19 deputados que votaram a favor da educação:

Adelino Ribeiro (PSL)
Ademir Bier (PMDB)
Anibelli Neto (PMDB)
Chico Brasileiro (PSD)
Evandro Araújo (PSC)
Gilberto Ribeiro (PSB)
Márcio Pacheco (PPL)
Márcio Pauliki (PDT)
Nelson Luersen (PDT)
Nereu Moura (PMDB)
Ney Leprevost (PSD)
Paranhos (PSC)
Pastor Edson Praczyk (PRB)
Péricles de Mello (PT)
Professor Lemos (PT)
Rasca Rodrigues (PV)
Requião Filho (PMDB)
Tadeu Veneri (PT)
Tercílio Turini (PPS)

Matéria atualizada em 29/11/2015 às 18h.

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20 de março de 2015
por Esmael Morais
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Depois de Richa negar parentesco, primo Luiz Abi deverá voltar à Penitenciária de Londrina

richa_abi_gaeco.jpgO governador Beto Richa (PSDB), ao que parece, atirou ao mar hoje o próprio primo, Luiz Abi Antoun, preso na última segunda-feira (16) pelo Grupo de Atuação de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Segundo o promotor Cláudio Esteves, do Gaeco londrinense, os casos de corrupção nas licitações de oficinas mecânicas, de fraude na Receita Estadual e de pedofilia se entrelaçam porque algumas mesmas pessoas estariam envolvidas em crimes diferentes.

Em entrevista à Rádio CBN Londrina, o tucano negou que tenha parentesco próximo com o primo preso sob a acusação de liderar uma quadrilha dentro do governo do Paraná. “Até pelo Código Civil, é um parentesco tão distante que não é nem considerado parente. Mas, enfim. Está lá (detido), se deve tem que pagar e está sendo investigado”, disse.

O curioso é que o juiz da Vara de Execuções Penais (VEP) de Londrina, Katsujo Nakadomari, na quarta (18), transferiu Luiz Abi da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL II) para uma sala do Corpo de Bombeiros, alegando justamente que a transferência se deu pelo parentesco do preso com o governador do estado.

Logo, se Richa abandonou o primo Luiz Abi, negando o parentesco, cai por terra a decisão do juiz que apontou “medida de segurança do detento” devido ligação consanguínea com o governador do PSDB.

“Tenho relação social com ele como com várias outras pessoas. Todos sabem que eu tenho muitos amigos, um grande círculo de relação social. Agora, jamais posso responder por erros de qualquer uma dessas pessoas”, lavou as mãos Beto Richa. Leia mais