6 de fevereiro de 2019
por Esmael Morais
Comentários desativados em Bolsonaro vai encerrar ‘Mais Médicos’ e deixar milhões sem acesso à saúde

Bolsonaro vai encerrar ‘Mais Médicos’ e deixar milhões sem acesso à saúde

O governo de Jair Bolsonaro (PSL), após uma campanha difamatória contra os médicos cubanos, anunciou que vai acabar com o programa Mais Médicos. Com isso, cerca de 4 mil municípios perderão profissionais que fazem o atendimento pelo Sistema Único de Saúde. ... 

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20 de dezembro de 2018
por Esmael Morais
Comentários desativados em Mais Médicos: Quase três mil vagas ainda não foram preenchidas

Mais Médicos: Quase três mil vagas ainda não foram preenchidas


O Ministério da Saúde divulgou balanço nesta quinta-feira (20) que 5.846 médicos que se inscreveram no Programa Mais Médicos se apresentaram nas cidades escolhidas ou iniciaram as atividades. Restam 2.448 vagas em 1.177 municípios e 28 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) que não foram ocupadas. Os interessados em participar da seleção para as vagas que não foram preenchidas têm até amanhã (21) para se inscrever no site do programa.

Esses profissionais vão substituir os médicos cubanos que começaram a deixar o país no mês passado. Podem participar da nova chamada apenas os médicos que possuem registro no Brasil (CRM).

O Ministério da Saúde diz que atualizará o sistema ainda nesta quinta-feira com as vagas disponíveis. Os médicos que decidirem não comparecer mais às atividades devem informar ao município alocado, que comunicará a desistência ao Ministério da Saúde. Aqueles que desistiram ficam impossibilitados de escolher outro município.

O Programa Mais Médicos foi criado em 2013, no governo da presidente Dilma Rousseff, para ampliar a assistência na Atenção Básica fixando médicos nas regiões com carência de profissionais. O programa conta com 18.240 vagas em mais de 4 mil municípios e 34 DSEIs levando assistência para cerca de 63 milhões de brasileiros.

*Com informações da Agência Brasil Leia mais

29 de novembro de 2018
por Esmael Morais
Comentários desativados em Mais Médicos com menos de 3% dos selecionados nos locais de trabalho

Mais Médicos com menos de 3% dos selecionados nos locais de trabalho


Menos de 3% dos mais de oitos mil profissionais selecionados para o Programa Mais Médicos começaram efetivamente a trabalhar, são 230 médicos já “homologados” que se apresentaram nas cidades ou fizeram contatos com as prefeituras para acertar as condições de trabalho, segundo balanço do Ministério da Saúde divulgado nesta quinta-feira (29).

O Ministério da Saúde vai realizar um mutirão de ligações telefônicas para evitar desistências em massa. O objetivo é pedir que os médicos antecipem a ida ao município ou que avisem da desistência. O prazo final estipulado para início do trabalho no Mais Médicos é no dia 14 de dezembro.

O quadro está sendo agravado pela saída de médicos integrantes de equipes do Programa Saúde da Família (PSF) da rede municipal básica para o Mais Médicos, atraídos por vantagens salariais, o que deixará os postos de saúde sem atendimento. O número de profissionais migrando do PSF para o Mais Médicos representa 34% dos 8,3 mil médicos já selecionados, segundo informou o ministério. Leia mais

17 de novembro de 2018
por Esmael Morais
Comentários desativados em Caos: Mais de 3 mil ‘intercambistas’ podem também deixar o Mais Médicos

Caos: Mais de 3 mil ‘intercambistas’ podem também deixar o Mais Médicos


A decisão do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), de acabar com o Mais Médicos, com o fim da participação dos mais de oito mil médicos cubanos no programa até o final do ano, poderá ser agravada caso seja exigido também a revalidação do diploma dos chamados “médicos intercambistas”, que são profissionais brasileiros formados no exterior ou estrangeiros de outras nacionalidades que também foram dispensados da revalidação do diploma para atuar no País.

A saída de mais esse contingente de médicos implicaria praticamente no colapso do Mais Médicos, ampliando o caos instalado nas cidades brasileiras pela falta de atendimento médico. Sem os intercambistas, continuarão pouco mais de 4 mil médicos brasileiros no programa.

Nesta sexta-feira(16), a Defensoria Pública da União (DPU) protocolou, junto à Justiça Federal, ação civil pública em que pede ao governo federal a manutenção das atuais regras do Mais Médicos e a abertura do programa a estrangeiros de qualquer nacionalidade. Segundo a DPU, o objetivo é evitar que a população seja prejudicada.

Bolsonaro não deixou claro, porém, se esses profissionais já seriam suspensos do programa assim que o novo governo tomar posse ou se poderiam continuar trabalhando até passar pela prova, que costuma ocorrer uma vez por ano.

A edição de 2018 já teve inscrições encerradas, portanto, os profissionais interessados em fazer o exame só poderiam prestá-lo no fim de 2019.

*Com Informações do Estadão Conteúdo Leia mais

14 de novembro de 2018
por Esmael Morais
Comentários desativados em Após ameaças de Bolsonaro, Cuba vai se retirar do Mais Médicos

Após ameaças de Bolsonaro, Cuba vai se retirar do Mais Médicos

O ministério da Saúde Pública de Cuba publicou nesta quarta-feira (14) uma nota em que comunica a retirada dos médicos cubanos do programa Mais Médicos no Brasil. Os motivos alegados pelos cubanos são as declarações ameaçadoras e unilaterais do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL).

O documento analisa o programa Mais Médicos desde seu inicio com a presidenta Dilma Rousseff em 2013. Informa também que o programa foi realizado através da Organização Panamericana de Saúde.

Nos cinco anos de Mais Médicos, cerca de 20 mil profissionais cubanos atenderam a mais de 100 milhões de pacientes brasileiros, com aprovação de cerca de 95% da população. Mais de 700 municípios brasileiros tiveram nos cubanos o atendimento médico pela primeira vez.

Mesmo com o golpe de 2016, a cooperação entre os países prosseguiu sem maiores problemas.

Mas o presidente eleito, Jair Bolsonaro, fez declarações consideradas inaceitáveis pelos cubanos. O documento cita o questionamento desrespeitoso da qualidade e do profissionalismo dos médicos de Cuba.

Segundo os cubanos, Bolsonaro quer fazer alterações unilaterais no projeto para contratar os médicos de maneira individual, à revelia de Cuba e da Organização Panamericana de Saúde.

O documento afirma ainda que é inaceitável o questionamento da dignidade e do altruísmo dos profissionais cubanos, que já cumpriram 600 mil missões em 164 países.

Leia aqui a íntegra da declaração do ministério da Saúde Pública de Cuba.  ... 

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