6 de abril de 2016
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Coluna do Rafael Greca: Omissão, tragédia e os moradores de rua

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Rafael Greca*

É fato estranho, muito estranho que a prefeitura fique contra a sociedade na questão do morador de rua. Muito estranho. Haverá algum interesse particular contra a vontade geral da sociedade?

Estará a prefeitura contra a vontade geral da sociedade curitibana para atender algum interesse particular?

O prefeito deve decidir a favor da vontade geral, da vontade social; ou deve decidir a favor vontade particular ou do interesse egoista?

Estou lendo inclusive o Diário Oficial do Município — o maior jornal de oposição a atual administração oficial — para saber mais sobre os convênios celebrados onde os moradores de rua, enquanto pessoas humanas descartadas, são objetos de contratos, de acordos, de parcerias ou outros acertos.

É fato estranho a contradição do discurso da prefeitura. Que gasta dinheiro público para anunciar o aumento de abrigos, sem explicar o fechamento da FAS SOS na rua Conselheiro Laurindo; que gasta dinheiro público para anunciar que aumentou o valor de passagens para o retorno dos moradores de rua; e que mesmo assim (com tanto dinheiro gasto) sustenta que o número de moradores de rua só cresceu, seriam 5 mil, nunca diminuiu.

Tem alguma coisa muito errada aí. E essa coisa muito errada há de aparecer.

O prefeito — récem-citado no listão da Odebrecht — recentemente disse que queria uma lava-jato na pref Leia mais

16 de março de 2016
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Coluna do Rafael Greca: Fruet ataca inimigos imaginários

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Rafael Greca*

A última do Gustavo Fruet (PDT), depois que a Sereia do PT caiu no buraco da Lava Jato. Em discurso extemporâneo, dentro de escola pública, falando para uma plateia formada por inocentes crianças, o prefs Fruet deixou escapar o desânimo de sua equipe com as chances de sua reeleição e atacou o que podemos chamar de inimigos imaginários.

Foi um discurso acentuadamente eleitoral. A quadra coberta de uma escola pública virou palanque  para o mais tacanho proselitismo político. Conduta vedada pela legislação. Deu-se na última quinta-feira, dia 10 de março, durante inauguração de minúsculas melhorias na Escola Municipal Leonor Castellano, no Boqueirão.

O evento abriu a programação de aniversário dos 323 anos de Curitiba, segundo informou, pomposa, a áulica e caríssima assessoria da Prefs sem feitos.

O prefeito disse que o ano eleitoral será de “ofensas e mentiras”. Da nossa parte, não! Cremos firmemente que só a Verdade nos libertará. Só a Realidade bem observada pode gerar a verdadeira consciência.

Fruet prometeu manter “serenidade e a responsabilidade”, e ao mesmo tempo des Leia mais

17 de fevereiro de 2016
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Coluna do Rafael Greca: Fruet fecha até comércio ao deixar gente na rua da miséria

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Rafael Greca*

A atual gestão da Prefeitura de Curitiba, sob direção de Gustavo Fruet (PDT), tem fechado portas e cortado sonhos. Abandona, larga, descarta seres humanos na rua da miséria. A omissão do nosso primeiro mandatário e seu secretariado é corrosiva. Clama providências. Curitiba inspira cuidados.

O que fizeram da nossa Casa?

Como conseguiram, em tão pouco tempo, destruir a qualidade de vida de uma Cidade que já mereceu da ONU o Prêmio Mundial do Habitat 1996. Foi um reconhecimento mundial pela qualidade humanitária de nossas políticas públicas de desenvolvimento sustentável, ecologia, transportes, cidadania, saúde, segurança, cultura, educação e promoção social dos excluídos.

Fruet fechou a integração do Transporte Coletivo. Fechou portas dentro dos terminais, dividindo o público como se gado fosse, cada rebanho na sua baia, sem possibilidade de ir e vir com liberdade. Benefícios que todos os cidadãos metropolitanos já usufruíam desde 1993-1996 quando fui o Prefeito implantou a grande Rede Integrada Metropolitana de Transportes, com uma única tarifa social. Avanço social sem precedentes.

Fruet fechou a UPA da Fazendinha. Era para ter aberto ontem, mas, as obras não ficaram prontas. O material atrasou, a tinta não secou, o dinheiro não deu, a RPC noticiou ontem no jornal das 19:00 horas. O que não contaram é que – depois que Fruet entregou a Saúde Pública de Curitiba ao seu PT – uma UPA custa R$ 2 milhões por mês. Fechada, já durante três meses, e prometida só para daqui um mês, a UPA da Fazendinha pode “render” R$ 8 milhões à sanha arrecadadora desta ‘Prefs’ sem nenhum feito.

Fruet fechou o Farol do Saber da Praça Espanha. Pintado de preto, dizem que por obra da Copa, R$ 5 milhões depois, o Farol Miguel de Cervantes está transformado em cenário de abandono e cracolândia. Privado dos seus 15 mil livros, 10 mil deles em espanhol, síntese da literatura na língua de Dom Quixote, presente que consegui para Curitiba junto ao Instituto Cervantes , através do detentor do Prêmio Nobel de Literatura Mário Vargas Llosa que, ao meu tempo de prefeito, nos visitou. E deixou seu encantamento por escrito num artigo publicado no jornal El País. Naquela praça, transformada em cenário de repetidos homicídios, até a estátua de Cervantes, em bronze, presente do Rei da Espanha, sumiu, substituída po Leia mais

8 de fevereiro de 2016
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Coluna do Luiz Cláudio Romanelli: Os moradores de rua de Curitiba e o “constrangimento” da classe média

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Luiz Cláudio Romanelli*

A liberal Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas (Abrabar) e a conservadora Associação Comercial do Paraná (ACP), quem diria, uniram forças para  “exigir providências” contra os moradores de rua de Curitiba.

A Abrabar, via Facebook, foi radical: pediu a remoção à força dos moradores de rua. Suspeito que o autor do texto estivesse alguns graus etílicos acima do tolerável. A ACP também  resolveu se manifestar. Mais comedida, a entidade reclamou que  o grande número de moradores de rua em Curitiba causa constrangimento social e  problemas de higiene e pediu providências ao poder público.

As duas entidades verbalizaram o que pensa parte da elite curitibana: a saída para os moradores de rua é se livrar deles, ainda que à força, ou escondê-los para evitar o tal “constrangimento social”.

Mais do que depressa, a presidente da Fundação de Ação Social marcou uma reunião com as entidades para falar sobre as políticas públicas para o atendimento da população em situação de rua. Revelou que a Prefeitura de Curitiba  aumentou  de 615 para 1115 as vagas de acolhimento e pagou 8.670 passagens para que moradores de rua voltassem a suas cidades de origem e garantiu que a Prefeitura vai instalar um guarda-volumes próximo ao terminal Guadalupe, para armazenagem de utensílios de uso pessoal dos moradores de rua. Outra medida:  o cadastro de moradores de rua para uso de banheiros da Urbs em vários locais do Centro.

Como diz a sabedoria popular: seria cômico, não fosse trágico.

Pelas declarações da presidente da FAS, depreende-se que a cidade não tem uma política consequente de atendimento aos moradores de rua e pessoas em situação de vulnerabilidade social.  A Prefeitura não sabe sequer quantas pessoas moram nas ruas e tudo o que pretende fazer é permitir que os sem teto cadastrados usem banheiros da Urbs e guardem seus pertences em guarda-volumes.

Das declarações da presidente da FAS, apenas duas guardam bom senso:  “a questão dos moradores de rua é um problema social que atinge cidades do mundo todo e nenhum lugar até agora conseguiu resolver efetivamente a questão” e “se existe uma coisa que podemos afirmar com toda a certeza é que não é a retirada à força dessas pessoas das ruas que irá resolver este problema social” (frases que constam de material jornalístico publicado no site da Prefeitura de Curitiba).

Se não há solução definitiva, há pelo menos medidas que o poder público pode adotar. A primeira é ter um levantamento atualizado sobre quem são os moradores de rua, quantos são e por que estão na rua. Pelo visto, a FAS não tem esses dados. E se os tem, parece que titubeia em adotar ações concretas que melhorem a vida dessas pessoas.

É público e notório que muitos estão na rua por vontade própria, seja por dependência química ou por desagregação familiar, mas quantos dos moradores de ru Leia mais

30 de dezembro de 2015
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Coluna do Rafael Greca: 2016, Ano Novo ou tudo de novo?

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Rafael Greca*

Proponho aos curitibanos como resolução de Ano Novo seguir a lição das Araucárias, as árvores cujas sementes dão nome a cidade de Curitiba, “muito pinhão” em tupi.

Poucos sabem que os pinhões que frutificarão no próximo ano, a partir de abril, começaram a se formar há três anos, gestados nas ramas altas das araucárias. Assim também é o processo de Consciência política.

Cada geração carrega consigo a experiência, as alegrias e as dores da geração anterior. Cada ano precisamos aprender com as lições – mesmo as mais amargas – do ano que passou.

E assim também acontece com as eleições. Cada eleição se faz com a Consciência, ou a Inconsciência, da última eleição. É imperioso cultivarmos a boa Consciência, o senso de Justiça.

Curitiba é a capital da Operação Lava Jato, que espantou o Brasil este ano, derrubando os poderosos de seus tronos, colocando no presídio de Pinhais, empresários e políticos, notórios corruptos — ainda que não todos.

2015 foi um ano duro e difícil. Em Curitiba, 2015 começou com a desintegração da RIT, Rede Integrada de Transporte Metropolitano, desmanche da obra urbanística que permitia às pessoas irem e virem, entre a capital e a Região Metropolitana, pagando uma só passagem em múltiplos trajetos.

Espantou, em véspera de Carnaval, com os Deputados Estaduais, pró Beto Richa, seguindo para votação em camburão policial, sob vexaminosa vaia da multidão de funcionários públicos tungados.

2015 prosseguiu com o fechamento da FAS-SOS, o espaço da Prefeitura para resgate social, Socorro aos Necessitados, na rua Conselheiro Laurindo.

Fato que promoveu a caótica situação de 4 mil moradores de rua, pernoitando dentro das estações tubo, sob marquises, ou abandonados na umidade das calçadas desta chuvosa Curitiba.

Explodiu, a 29 de abril, com inédito bombardeio aéreo do Centro Cívico Curitiba, estrepolia inaceitável. Nem na Leia mais

16 de dezembro de 2015
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Coluna do Rafael Greca: As alianças do casamento Fruet-PT foram compradas na joalheria OAS?

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Rafael Greca*

O prefeito Gustavo Fruet (PDT) está uma onça com sede. Mas não com sede de água. Uma onça com sede de outras onças. Das onças que ornamentam a nota de 50 reais.

Na contramão da economia popular, sem justificativa técnica, a toque de caixa, sem a devida audiência pública, Fruet criou e aprovou na Câmara dos vereadores mais nove novas taxas na cidade: 1.Taxa de Bloqueio de Estacionamento para Obras e Mudanças; 2.Taxa de Bloqueio Parcial de Calçada; 3. Taxa de Bloqueio em Faixa de Via Pública; 4. Taxa de Trânsito Especial; 5.Taxa de Caçamba; 6.Taxa Valet Park; 7. Taxa Operação Escola; 8. Taxa de Operação de Igreja; 9. Taxa de Eventos.

E, como se já não bastasse, no dia de fúria arrecadadora Fruet aumentou em 18% a Taxa de Iluminação Pública, no segundo aumento deste ano. Voracidade espantosa.

Taxas e multas de R$47,65, R$ 68,73, de R$ 68,73, R$ 99,23, de R$ 120,31, de R$ 164,80, de R$ 193,89, multiplicadas por Vagas de Estar que se cancelam temporáriamente, ou por horas trabalhadas de agentes públicos.

Taxas e multas que dificultarão a congregação religiosa; levantarão barreiras burocráticas contra a participação social; e encarecerão o preço dos serviços de logística, do embarque e desembarque, e que assim vão impactar no já combalido bolso dos consumidores, no seu bolso, por consequência.

Da taxa de eventos, nem procissão escapa. Seja Corpus Christi, seja Marcha para Jesus, seja Lavagem do Rosário em dia de Consciência Negra.

Pelo visto, lido e escutado, Fruet ainda não pensou na criação da Taxa para Ocupação de Calçadas e Marquises e Estações-tubo do morador abandonado pela abandonada F.A.S. fechada; nem a Taxa para Traficante de Crack e Drogas Sintéticas nas dezenas de centenas territórios liberados entregues ao descaso; nem a Taxa do Churrasquinho e das Batas Fritas nas Praças que enc Leia mais

18 de junho de 2015
por Esmael Morais
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Habeas corpus suspende audiência de ‘braço direito’ da primeira-dama do Estado Fernanda Richa

gaeco_provopar_richaNunca antes na história do Paraná se expediu tantos habeas corpus em tão pouco tempo. Em tempos de atuação forte do Gaeco, praticamente todos os integrantes do primeiro escalão do governo do estado têm um “salvo conduto” judicial pronto para usar a qualquer momento.

A faz-tudo da primeira-dama do Estado, Fernanda Richa, Carlise Kwiatkowski, é a mais nova beneficiária de um habeas corpus concedido pelo desembargador Luiz Fernando Tomais Keppen, do Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Nunca é demais recordar que o presidente do IAP (Instituto Ambiental do Paraná), Luiz Tarcísio Mossato Pinto, manteve-se no cargo graças a um desses habeas corpus concedido pela Justiça.

Carlise, que é do Provopar, se negou três vezes a comparecer em audiência no TRE como testemunha em processo sobre a distribuição de cobertores em comícios eleitorais em favor de Beto Richa (PSDB). Então, a Corregedoria Regional Eleitoral determinou que a Polícia Federal a conduzisse coercitivamente ao juízo.

A insistente fuga da mulher que é braço direito de Fernanda Richa na ONG Provopar, aliás, desde a época de FAS (Fundação de Ação Social) da Prefeitura de Curitiba, intrigou e chamou a atenção dos promotores do Gaeco — o combativo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado. Leia mais

6 de abril de 2015
por Esmael Morais
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Coluna do Marcelo Araújo: “Faltam abrigos para moradores de rua em Curitiba, que usem flats”

marcelo_fas_fruetMarcelo Araújo* ... 

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31 de julho de 2014
por Esmael Morais
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Viagem de helicóptero custa mais caro do que cobertores distribuídos pela primeira-dama do Paraná

Primeira-dama do estado, Fernanda Richa, usa helicóptero para distribuir cobertores em ritmo acelerado; agenda da esposa do governador Beto Richa, candidato à  reeleição, nesta quinta (31), por exemplo, incluiu visitas aos municípios de Roncador, Nova Cantu, Campina da Lagoa e Altamira do Paraná; segundo contas do site "SOS Roncador", a viagem com o avião de rosca! custou mais caro que o total de cobertores entregues no município; na eleição de 2010, a primeira-dama foi condenada a multa pelo Tribunal Regional Eleitoral por fazer campanha para o marido, em Curitiba, durante distribuição de cobertores em evento da Fundação de Ação Social (FAS).

Primeira-dama do estado, Fernanda Richa, usa helicóptero para distribuir cobertores em ritmo acelerado; agenda da esposa do governador Beto Richa, candidato à  reeleição, nesta quinta (31), por exemplo, incluiu visitas aos municípios de Roncador, Nova Cantu, Campina da Lagoa e Altamira do Paraná; segundo contas do site “SOS Roncador”, a viagem com o avião de rosca! custou mais caro que o total de cobertores entregues no município; na eleição de 2010, a primeira-dama foi condenada a multa pelo Tribunal Regional Eleitoral por fazer campanha para o marido, em Curitiba, durante distribuição de cobertores em evento da Fundação de Ação Social (FAS).

O site de notícias “SOS Roncador” registrou nesta quinta-feira (31) que a chegada da primeira-dama do Paraná, Fernanda Richa, em um helicóptero, no município de Roncador, foi um evento à  parte que chamou a atenção dos moradores locais. ... 

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