4 de maio de 2016
por admin
14 Comentários

Temer poderia prorrogar pedágio mais caro do mundo no Paraná; Alep monta trincheira contra

Faltando cinco anos para o fim dos contratos do pedágio mais caro do mundo, o futuro da concessão das rodovias no Paraná continua incerto.

Se por um lado o governador Beto Richa (PSDB) tenta adiantar a prorrogação dos contratos, sabe-se lá com quais interesses; o setor produtivo e a população torcem para que esse assalto constante termine, e uma nova realidade se estabeleça com preços menos abusivos e melhor qualidade nos serviços.

Medida corajosa mesmo seria a encampação pelo poder público das rodovias paranaenses e o fim do pedágio — “principalmente aos políticos”.

No mês de março, o juiz Rogério Cangussu Dantas Cachichi, da 1ª Vara Federal de Jacarezinho, concedeu liminar proibindo a renovação dos contratos de pedágio sem licitação. Mas o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) derrubou a liminar por entender que não há iniciativa concreta de renovação.

O duro é que o recurso pela derrubada da liminar partiu da Advocacia-Geral da União (AGU), que recorreu por entender que ainda falta muito tempo para o fim dos contratos. Até agora, o Ministério dos Transportes do governo da presidenta Dilma vinha se posicionando de maneira contrária à renovação antecipada e sem licitação.

Com a possível troca na presidência da república por meio do golpe de Michel Temer (PMDB) e do PSDB de Richa, o j

23 de setembro de 2013
por esmael
4 Comentários

Público x privado: Estado pode ampliar capacidade das rodovias, diz Gleisi

do Brasil 247
Alvo de críticas desde que um dos primeiros leilões de estradas do governo Dilma não atraiu interessados, a ministra Gleisi Hoffmann, da Casa Civil, falou ao jornal Valor Econômico para tentar rebatê-las. Segundo ela, é “besteira dizer que não gostamos do setor privado” (leia aqui a íntegra).

De acordo com a ministra, o que se busca é um modelo intermediário entre as concessões dos governos FHC e Lula. No primeiro, segundo ela, o foco era a arrecadação e os pedágios saíram caros demais. No segundo, buscou-se a menor tarifa, mas os investimentos na recuperação e ampliação das estradas não foram satisfatórios.

“O modelo é adequado. à‰ resultado de uma análise dos processos de concessões de rodovias que tivemos até agora. As primeiras concessões, no governo Fernando Henrique, tinham foco na arrecadação. Vendia-se o direito de explorar uma rodovia, sem necessariamente uma preocupação com o investimento e o nível de serviço. Temos hoje pedágios caros. A segunda fase de licitações de rodovias, para se contrapor a esse modelo, adotou o critério de menor tarifa. Conseguimos pedágios baratos, mas não necessariamente retorno em termos de investimentos necessários para melhorar algumas rodovias”, disse a ministra aos jornalistas Daniel Rittner e Leandra Peres.

Segundo ela, nessa nova fase, haverá um modelo equilibrado, numa equação que permita ganhos ao investidor, pedágios moderados para os usuários e boa manutenção das estradas. Quando isso não for possível, ela avisa que os investimentos serão realizados pelo governo, como será o caso, por exemplo, da BR-101, na Bahia. “O que deixa uma concessão de pé é a capacidade e a concordância do usuário em pagar aquela tarifa”, diz Gleisi. Não sendo possível, existe “a opção será ampliar a capacidade das rodovias por meio de obra pública”.