13 de novembro de 2015
por admin
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SindiUrbano: ‘Máfia chantageia por tarifaço no ônibus em Curitiba; de que lado está Gustavo Fruet?’

A máfia do transporte coletivo continua chantageando o prefeito Gustavo Fruet (PDT) para reajustar a tarifa técnica de R$ 3,21 para até R$ 4. Segundo as empresas, o sistema está a beira do colapso e se o valor repassado pelo poder público não aumentar, os ônibus não terão mais como circular.

Por outro lado, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) determinou que itens que “engordam” a tarifa técnica sejam retirados do cálculo, pois não fariam parte da composição direta dos custos. Se a decisão fosse acatada, não só a tarifa técnica, como também o preço da passagem poderia ser reduzido.

Só para citar o exemplo mais óbvio, o combustível entra com preço médio de mercado na planilha. Mas, pelo volume utilizado, as empresas compram direto das distribuidoras a preço de atacado, muito menor que o de mercado.

O diabo é que a Urbs, a empresa que deveria zelar pelos interesses dos curitibanos na área do transporte público, recorreu da decisão. Ou seja, a Prefeitura de Curitiba além de aceitar a chantagem, age como se fosse “advogada” da máfia do transporte.

Segundo o presidente do SindiUrbano, Valdir Mestriner, o Tribunal de Contas determina uma série de ações no seu relatório que já são obrigação da Urbs, mas que não são cumpridas. Isso faz com que a tarifa atual seja estabelecida por suposições e não por dados concretos.

O que as empresas querem é receber cada vez mais pelo serviço que prestam. Se a Urbs não cumpre seu papel de gerenciar e fiscalizar o sistema, as empresas apresentam os números que lhes forem favoráveis.

“O prefeito Gustavo Fruet (PDT) tem todos os elementos para anular os contratos com as empresas de ônibus. Exitem inúmeras irregularidades apontadas em relatórios da própria Urbs, do TCE, da OAB, da CPI da Câmara, do Sindiurbano, etc. Mas ele falou que anularia os contratos se houvesse decisão judicial, e agora que há decisão judicial, ele recorre”, completou Valdir.

Enquanto isso, o pequeno município de Tijucas do Sul, a 50 km de Curitiba, decidiu municipalizar o transporte público a partir do próximo dia 4 de dezembro quando vence a concessão de 25 anos.

A Prefeitura vai oferecer ‘tarifa zero’ para os 15 mil potenciais usuários tijucanos-do-sul. Atualmente, o serviço concessionado tem tarifa que custa entre R$ 3,50 e R$ 5.

11 de julho de 2015
por esmael
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Coluna do Jorge Bernardi: “A herança maldita de Beto Richa para Curitiba vai até 2035”

herancaJorge Bernardi*

Quando Prefeito de Curitiba Beto Richa fez a licitação do transporte coletivo de Curitiba. Uma reivindicação antiga da população que, em tese, deveria diminuir o preço da tarifa, já que permitiria a disputa entre interessados pela prestação do serviço.

Infelizmente a licitação se transformou num jogo de cartas marcadas em que, as mesmas empresas que operavam o sistema a décadas, dividiram os lotes entre si. A passagem de ônibus da capital paranaense, que sempre foi uma das mais baratas das capitais, após a concorrência, ficou entre as três mais do Brasil, e continua no preço atual de R$ 3,30.

A licitação garantiu contrato por 25 anos, para as empresas que formaram um cartel, no valor de R$ 1 bilhão por ano, ou seja R$ 25 bilhões no período. Dinheiro este que está sendo sugado do bolso dos trabalhadores e da economia de Curitiba, pois a metade deste custo é arcado por toda a sociedade através do vale transporte.

Ao assumir a Prefeitura de Curitiba, em 2013, Gustavo Fruet afirmou que iria abrir a CPI da URBS, empresa de economia mista de controle municipal que gerencia o transporte coletivo. Todos acreditaram na promessa do prefeito e passaram a trabalhar neste sentido.

Foram constituídas várias comissões entre elas a CPI do Transporte Coletivo da Câmara Municipal e a Auditoria do Tribunal de Contas. Os resultados do trabalho convergiram as mesmas conclusões: a licitação foi fraudada e a tarifa esta superfaturada.