5 de outubro de 2015
por esmael
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Deputados contrários à democracia na escola cavam a própria cova eleitoral

Os deputados de primeiro mandato ainda não sentiram o gosto de “parlamentar” no sentido lato sensu desde que assumiram em 1º de fevereiro deste ano. A primeira providência da maioria deles foi embarcar num camburão para votar retirada de direitos dos professores e servidores públicos, por isso são chamados como integrantes da “bancada do camburão”.

Sem entrar no mérito da ambulância ou carguinho comissionado para o companheirinho, mas a realidade é que esses deputados governistas estão cavando a própria cova (os primeiros palmos serão percebidos já nas eleições de 2016). Muito provavelmente, a maioria deles, inclusive os mais experimentados, não deverão voltar na legislatura seguinte.

Os deputados podem ser governistas, não há pecado nisso, mas perdem a legitimidade quando mancomunado a um governo corrupto, autoritário e antipopular, atacam conquistas sociais e políticas de todos os paranaenses.

Quem bate pode até esquecer, mas quem apanha não esquece jamais! Esse ditado popular é verdadeiro porque reforça na memória da sociedade paranaense o massacre de 29 de abril, no Centro Cívico, que teve como cúmplices os deputados governistas.

Dito isto, sobre o consenso de que os parlamentares cavam a própria cova, o governo Beto Richa (PSDB) continua empurrando-os para o fundo do buraco sem volta. Agora com o planejamento da retirada de direitos políticos da comunidade escolar. Trata-se do ‘pacote de maldades’ número 4.

O governador do PSDB quer cassar o voto direto na eleição para a eleição de diretor de escolar. O argumento do tucano é de que a função é de confiança, portanto, tem que se somar ao exército de comissionados do estado.

Richa dá uma marcha à ré de 30 anos nessa conquista, pois a comunidade escolar é quem tem prerrogativa de eleger ou destituir um gestor. O governador quer o poder de revogar o mandato do diretor de escola, se assim de desejar, caso o mesmo não dance conforme da música do Palácio Iguaçu e do chefe político regional.

Hoje à tarde, na Assembleia Legislativa, volta à discussão na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).