11 de outubro de 2013
por Esmael Morais
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Dilma: “Se eu ficar pensando na eleição, não governo”

do Brasil 247A presidente Dilma Rousseff disse nesta sexta-feira 11 não estar pensando na próxima eleição. A afirmação foi dada durante entrevista a jornalistas de três emissoras de rádio do Rio Grande do Sul, onde a presidente cumpre agenda nesta tarde, na cidade de Novo Hamburgo. Questionada sobre o que pensa da aliança entre a ex-senadora Marina Silva e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), Dilma afirmou que sua agenda cheia não permite que ela fique pensando na próxima eleição e que tem “obrigação de cuidar 24 horas do governo”.

“Tenho obrigação de cuidar do governo, fui eleita para isso. A minha principal estratégia nesses quatro anos é cuidar do governo. Tenho obrigação política, ética e com o meu povo. Se eu ficar pensando na próxima eleição… acordo, almoço, janto pensando na próxima eleição, eu não governo”, declarou Dilma. A presidente citou dois exemplos de como sua agenda é cheia, o que não permitiria que ela ficasse analisando o cenário eleitoral de 2014: a preocupação com a vigilância na internet e a prisão na Rússia da ativista brasileira do Greenpeace.

Diante da pergunta sobre se pensava que teria outra candidata mulher à  presidência da República, Dilma afirmou que “respeita” todos os candidatos e lembrou que, quando foi eleita, prometeu “honrar todas as mulheres desses País”. “Eu respeito todas as pessoas que forem concorrer à  presidência porque eu acho que todas elas, como cidadãos ou cidadãs brasileiras, têm absoluta legitimidade para pleitear isso”, disse. “Mas eu ganhei um mandato, que tem quatro anos, e nesse momento a minha prioridade é exercer isso 24 horas por dia”.

Sobre a reunião que teve ontem com o ex-presidente Lula, Dilma contou ter sido uma conversa “muito simpática”, mas desconversou se, no encontro, foi debatida a eleição do próximo ano. “A conversa com o Lula foi muito simpática, sempre que ele for a Brasília eu o receberei”, disse. Segundo ela, o ex-presidente ressaltou, na reunião, que o Brasil tem números “fantásticos, fundamentais” sobre o combate ao trabalho infantil, e reclamou que os dados foram pouco divulgados no momento em que o País recebeu a 3!ª Conferência Global sobre Trabalho Infantil, da OIT (Organização Internacional do Trabalho).

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