3 de dezembro de 2015
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Nordeste em peso contra o golpe; Sul sobe no muro; que feio!

Os governadores do Nordeste contestaram de forma unânime a tese de impeachment acolhida por Eduardo Cunha, réu por corrupção e lavagem de dinheiro, com apoio do tucano Aécio Neves, derrotado nas últimas eleições.

Em nota, os governadores Rui Costa (PT–BA), Ricardo Coutinho (PSB–PB), Flávio Dino (PCdoB–MA), Paulo Câmara (PSB–PE), Robinson Farias (PSD–RN), Camilo Santana (PT–CE), Wellington Dias (PT–PI), Jackson Barreto (PMDB–SE) e Renan Filho (PMDB–AL) manifestam repúdio ao que chamam de “absurda tentativa de jogar a Nação em tumultos derivados de um indesejado retrocesso institucional”.

Já no Sul, os governadores de Santa Catarina (Raimundo Colombo PSD), do Paraná (Beto Richa, do PSDB) e do Rio Grande do Sul (José Ivo Sartori, do PMDB) ainda não se pronunciaram e estão em cima do muro.

Seria de se esperar que Beto Richa, pelo alinhamento e solidariedade a Aécio neves, também apoiasse o golpe do impeachment. Mas o Ministério Público de Contas do Paraná aponta irregularidades nas contas do governo estadual que são bem piores das que sustentam o pedido contra Dilma. Isso sem falar nas denúncias de corrupção cada vez mais perto do Palácio Iguaçu.

Raimundo Colombo (SC) tende a ser simpático a Dilma. Sartori (RS) deve ficar em cima do muro mesmo.

Em Curitiba, o prefeito Gustavo Fruet (PDT), que tem o PT na vice, da mesma forma ficou mudo e calado e assim deve se manter. Aliás, a omissão tem sido seu traço mais forte de personalidade desde que sentou na cadeira de prefeito.

Com informações do Brasil 247

28 de outubro de 2015
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Coluna do Alvaro Dias: Acordo de preservação não pode parar o País

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Alvaro Dias*

A sociedade brasileira reclama a mudança imediata e propõe o impeachment da Presidente da República diante de fatos escabrosos que estão sendo investigados na operação Lava Jato, na Justiça Eleitoral do País e no Tribunal de Contas da União.

Há um fato posto. Há um pleito popular, mas há também indefinição por parte das autoridades que têm o poder de decidir, nesse caso o presidente da Câmara dos Deputados.

Existem razões de natureza jurídica que consubstanciariam um pedido de impeachment. Seria mais adequado para o nosso País a definição desse impasse. Se o presidente da Câmara acolhesse o pedido, os deputados teriam que votar. Dois terços dos votos seriam necessários para a aceitação do processo. Teremos o impeachment ou não teremos o impeachment? Só deliberando a respeito. A indefinição é o pior dos mundos.

Causa-me surpresa o comportamento do presidente da Câmara, que tem prerrogativas constitucionais para acolher ou negar o pedido, mas vem protelando decisões. Eduardo Cunha (PMDB) mantém sobre a mesa pedidos de impeachment sem decidir sobre o destino deles. E esse vácuo paralisa o País.

O que fica visível – creio ter o direito de concluir dessa forma – é que há um acordo de procedimentos entre o governo, a presidência da República e a presidência da Câmara dos Deputados. Um acordo cuja estratégia é ganhar tempo, de um lado e do outro, em razão das denúncias que atingem o presidente da Câmara, e também a recíproca em relação àquilo que atinge à presidência da República e pode culminar com a instauração de um processo de impeachment.

Fica claro que medidas são adotadas para adiar a decisão e tornar o assunto cansativo. Essa morosidade trabalha contra a eficiência, e isso só atende ao interesse dos que são alcançados pelas irregularidades denunciadas, mas não atende ao interesse do País, que é sair da crise e caminhar para o desenvolvimento econômico.

A oposição vem, nos últimos 13 anos, denunciando esse governo, e não pode agora se aliar aos dissidentes, mesmo que seja como parte de uma estratégia política. Sou defensor da tese que o presidente da Câmara e a presidente da República estejam de um lado do balcão, e a oposição do outro.

Cabe à oposição, neste momento, cobrar das autoridades a rapidez na investigação das denúncias e o fim das manobras protelatórias. A nossa ética não pode ser seletiva.

*Alvaro Dias é senador pelo PSDB e líder da Oposição no Senado Federal. Ele escreve nas quartas-feiras pa