17 de fevereiro de 2016
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Aliado do governo, Picciani é reeleito líder do PMDB na Câmara

Com 37 votos, o deputado Leonardo Picciani (RJ) foi reconduzido ao cargo de líder da bancada do PMDB na Câmara dos Deputados. Mais próximo ao Palácio do Planalto, Picciani venceu Hugo Motta, que obteve 30 votos. Motta era o candidato do presidente da Casa, o também peemedebista Eduardo Cunha (RJ).

A escolha da liderança da bancada do partido é uma das mais esperadas neste início de ano em função dos reflexos que o nome terá sobre as decisões na Câmara, entre elas a pauta de votações do governo e o processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

A eleição de Picciani é entendida como favorável ao Planalto e enfraquece uma parcela do PMDB que defende o rompimento com o governo. A escolha também pode ter impacto no destino de Cunha, que enfrenta um processo de cassação de mandato no Conselho de Ética. 

Maior bancada na Câmara, o PMDB tem força sobre a tramitação de projetos importantes para o governo. Além disso, também compete ao líder a indicação dos oito integrantes do partido na comissão especial que analisará o pedido de impedimento da presidenta.

Via Agência Brasil, editado. 

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30 de outubro de 2015
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Coluna do Bruno Meirinho: Os “paus-mandados” de Eduardo Cunha

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Bruno Meirinho*

O que falta para o Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), cair? As denúncias são graves, as provas, exaustivas. Não pode um parlamentar acusado de prática continuada de corrupção e chantagem permanecer no comando da Câmara dos Deputados. Essa permanência depõe contra a imagem dessa casa, já tão desgastada.

A manutenção de Cunha prejudica o bom funcionamento da Câmara. Conhecido pelas chantagens, como a que foi narrada pelo lobista Júlio Camargo, Cunha segue livre para manobrar procedimentos e constranger pessoas.

Segundo relatos, Cunha teria o comando da própria Comissão de Ética, onde sua conduta de mentir em uma sessão da CPI da Petrobrás e tantas outras falcatruas ainda serão analisadas.

Relembrando: em 5 de março, Cunha compareceu voluntariamente – sequer havia sido chamado para prestar esclarecimentos – à sessão da CPI da Petrobrás. Naquela oportunidade, disse que não possuía nenhuma outra conta bancária além daquelas declaradas à Receita Federal.

Mas as contas não declaradas apareceram. Na suíça, mais de uma, e em todas elas constam as assinaturas e documentos de Cunha e sua família.

Mesmo com as evidências desses e de outros episódios de corrupção, Cunha permanece irremovível de sua função. Um cordão de proteção se forma. Paulinho da Força (SD-SP), um dos paus-mandados de Cunha, lidera a defesa do presidente da Câmara: em uma manifestação de solidariedade da sua central sindical em Brasília, os bajuladores gritaram “Cunha, guerreiro, do povo brasileiro”.

Não se sabe o que de tão relevante Cunha teria feito ao povo brasileiro. Sabe-se, por outro lado, que sua conduta de chantagem permanece. Nessa semana, Paulinho da Força apresentou um pedido de cassação do Deputado Federal Chico Alencar (PSOL-RJ).

A conduta é mera provocação, já que não existem investigações ou denúncias contra Chico Alencar que, por outro lado, lidera junto com deputados de outros partidos a campanha para que Cunha saia da presidência da Câmara.

É comovente a subordinação de Paulinho da Força a Eduardo Cunha. Pau-mandado, foi perguntado sobre o que mais Cunha o mandaria fazer. No time dos paus-mandados, está também o Deputado Federal Celso Pansera (PMDB-RJ), que protagonizou vários episódios de chantagem na CPI da Petrobrás, feitos claramente a mando de Cunha. Em recompensa, conquistou um ministério.

O time de paus-mandados é grande, e causa pena que pessoas que conquistaram um mandato tão importante Leia mais