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24 de fevereiro de 2016
por admin
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Coluna do Alvaro Dias: A luz não pode ser apagada

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Alvaro Dias*

Diante do turbilhão provocado pela crise que se abateu sobre a Petrobras e do anúncio de cortes, o Paraná pode vir a sofrer consequências. A Usina do Xisto, de São Mateus do Sul, estaria sendo incluída entre as economias propostas pela direção da Petrobras. A decisão seria lamentável.

A Usina do Xisto é vital para a economia local. Apesar dos problemas de gerenciamento, a usina não é deficitária; pelo contrário, ela pode se constituir em importante instrumento de superávit para a Petrobras.

A unidade tem mil funcionários e gera mais de três mil empregos indiretos. Inúmeras empresas se instalaram na região após a construção da usina, que recolhe aproximadamente R$98 milhões em impostos e royalties por ano. Esse montante representa 48% da renda do município; R$60 milhões são repassados ao governo do Paraná.

As atividades da usina têm impacto sobre a vida de 16 mil pessoas, mais de um terço da população de São Mateus do Sul.

É importante ressaltar a dimensão estratégica dessa usina, sediada sobre as maiores reservas mundiais de xisto. Sua produção atende aos mercados do Paraná, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Na cadeia de problemas que o fechamento da usina provocaria, há ainda a questão da interrupção do fornecimento de calcário e o lixo urbano depositado nas cavas da usina.

Quando eu era governador do Paraná, travamos uma batalha com a Petrobras, pa