17 de dezembro de 2015
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Coluna do Requião Filho: Eduardo Cunha e Beto Richa, desmandos e trapaças

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Requião Filho*

Em um momento histórico em que o Brasil deve escolher pela permanência ou pelo afastamento  dos Presidentes do Executivo e da Câmara dos Deputados, a democracia mostra sinais de fragilidade. A crise política e a estagnação econômica  pós-eleitoral revelam inúmeros problemas, dentre eles a dificuldade dos brasileiros em se sentirem representados. Culpa do distanciamento dos partidos e dos políticos perante a sociedade.

Falar o assunto “política” é como tocar na ferida, é como falar daquilo que ninguém aguenta mais ouvir. Nas redes sociais, o ódio tomou conta do senso comum. Motivos não faltam!

O “Malvado Favorito dos Coxinhas” – Eduardo Cunha, por exemplo, enxergou na crise do Executivo, oportunidade perfeita de barganha e chantagem. Situação esta que ficou clara com o pedido de Impeachment da presidente transformado em processo.

Pedido de Impeachment que não possui base legal! Se assim tivesse, o governador Beto Richa já teria sido sumariamente cassado aqui no Paraná, no início deste ano, por conta de suas pedaladas fiscais realizadas após o exercício fiscal. Isto tudo sem contar as estranhas ligações com os auditores fiscais suspeitos de fraude na Receita Estadual, os escândalos pela falta de pagamento de precatórios, apropriação indevida dos fundos previdenciários dos servidores e da Criança e Adolescentes, além da violência contra os professores estaduais no massacre de 29 de abril.

O descontentamento é enorme. As denúncias de corrupção são inúmeras e aparecem estampadas nos telejornais a todo momento. É uma avalanche! Não tem como evitar o surgimento dos “haters” – pessoas que odeiam algo e se utilizam das redes sociais para dissipar este sentimento, puro e simples, sem dó nem piedade, instalando uma rede de ódio que preocupa e coloca em cheque a própria segurança da sociedade.

As forças políticas se esvaem, assim como a crise institucional que cresce e toma conta do país. E falar sobre isso é como caminhar sobre areia movediça o tempo todo! Sim, porque os interesses particulares dos representantes eleitos, na luta pelo poder a qualquer custo, estão se sobrepondo descaradamente aos interesses da Nação, insegura e desprotegida.

A verdade é que a política econômica está absolutamente equivocada e fazendo um arrocho em cima dos mais pobres. É preciso criar um pacto para a retomada do crescimento do Brasil. Se a economia vai mal, não há porque se voltar contra a democracia, mas sim pressionar o governo para mudar a política econômica que está acabando com o país. É preciso lutar pela manutenção do Estado Democrático de Direito, sob pena de passarmos a reviver os anos sombrios da história do Brasil. Há de se prezar pelo cumprimento da Lei, acima de qualquer coisa, e não perder a esperança de se fazer justiça!

Entrei para a política porque acredito que é possível SIM fazer a diferença. E recomendo que mais gente faça isso e se candidate, ao invés de ficar apenas compartilhando suas ideias nas redes sociais.

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10 de dezembro de 2015
por admin
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Coluna do Requião Filho: Beto Richa deixa Defensoria Pública sem recursos para cumprir seu papel

Requião Filho*

A Defensoria Pública do Paraná teve uma guerra judicial para garantir seus recursos. Mais uma vez o discurso do governador Beto Richa (PSDB) no ano passado foi apenas isso, um discurso usado para angariar votos em ano eleitoral. O Orçamento foi votado na Comissão e será votado em plenário na semana que vem.

Na questão da Defensoria vale ressaltar que os deputados Rasca Rodrigues (PV) e Nelson Luersen (PDT) votaram pelos 140 milhões, os demais membros ficaram em 54 milhões e até mais 30 milhões em caso de superávit. Segue o texto da ANADEP para que você leitor tenha uma real noção de toda esta confusão:

ANADEP critica corte de 70% no orçamento da Defensoria Pública do PR e descumprimento de decisão do STF

A Defensoria Pública do Paraná mais uma vez enfrenta dificuldades para ampliar seu atendimento no estado. Nesta semana, o órgão enviou para a Assembleia Legislativa proposta orçamentária no valor de R$140 milhões para 2016, no entanto, os deputados da Casa entendem que o valor é superior às necessidades da Defensoria. Para a Associação Nacional dos Defensores Públicos, a Instituição tem recebido tratamento diferenciado em relação às outras carreiras do sistema de Justiça mesmo com decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que, através de liminar, obriga o governo a colocar mais R$ 100 milhões no orçamento da Defensoria Pública do estado para o ano que vem. A previsão do Governo do Paraná é destinar somente R$ 45 milhões ao órgão.

O presidente da ANADEP, Joaquim Neto, informa que a Associação Nacional e a Associação dos Defensores Públicos do Paraná (ADEPAR) trabalharão intensamente para que não haja retrocessos no fortalecimento da Instituição. Segundo ele, as Associações já estud Leia mais

26 de novembro de 2015
por admin
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Coluna do Requião Filho: Assembleia Legislativa entende Regimento Interno como quer

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Requião Filho*

Na última terça-feira a Sessão Plenária da Assembleia Legislativa deixou marcado em sua história que as decisões tomadas em Plenário sempre, ou quase sempre, atenderão os interesses do Governo.

Como é de conhecimento notório, o Estado do Paraná, pensa que a Polícia Militar é exército, como ocorreu no dia 29 de abril de 2015, dia no qual o Centro Cívico se tornou um campo de guerra. Mas ele está errado! Pelo contrário, a PM existe para proteger o cidadão e preservar a ordem, e não causar animosidade e enfrentamento.

Visando o aperfeiçoamento da Polícia Militar, a aproximando do que se almeja em um Estado Democrático de Direito, apresentei um simples Requerimento à Casa, pedindo a instalação de Comissão Especial Temporária. Essa Comissão iria auxiliar os trabalhos de reformulação do Regimento Disciplinar da Polícia Militar do Paraná; mas, acreditem, não foi aprovado.

O Regimento Disciplinar da PMPR, atualmente, está vinculado ao Regimento Disciplinar do Exército, no entanto, o policiamento é atividade específica e que merece um regulamento próprio, além do que alguns dispositivos do RDE são arcaicos e já não mais se coadunam com a realidade atual.

Os estudos da Comissão Especial seriam relevantes tanto para a instituição Polícia Militar quanto para a própria segurança pública.

Estes eram os únicos e legítimos intuitos do Requerimento de formação da Comissão Especial Temporária: fazer um estudo para atualizar a legislação tornando-a contemporânea e constitucionalmente adequada, valorizando o funcionamento interno da Polícia e contribuindo para o aperfeiçoamento da instituição.

Ocorre que, diferente do que se poderia esperar dos deputados, a Assembleia Legislativa do Paraná, através do voto de minerva de seu Presidente, rejeitou o requerimento apresentado, seguindo o raciocínio exposto pelo Líder do Governo, de que o assunto poderia ser tratado em Comissão Permanente, acabou por adotar uma interpretação totalmente desregulada do Regimento Interno da Casa.

Frise-se: durante a sessão o Presidente da ALEP reconheceu a falha do Regimento e entre atender a população, parte mais fraca, ou o Governo, parte dominante, optou, evidentemente, por abaixar a cabeça e seguir os interesses do Poder Executivo.

Na verdade, a interpretação do regimento, exposta pelo Presidente, pende “pra cá” ou “pra lá”, dependendo se o deputado é da situação ou da oposi Leia mais

10 de setembro de 2015
por admin
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Coluna do Requião Filho: O exemplo de Júlia na batalha pela vida

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Requião Filho*

Quando nos deparamos com tamanha força de um ser tão pequeno, logo a gente se pergunta: como isto é possível? Só quem já passou por uma UTI sabe a provação que é.

Estou falando da pequena Júlia, uma paranaense que nasceu prematura, em agosto de 2014. Desde o primeiro instante, ela convive com inúmeros desafios para se manter viva e tem surpreendido médicos, enfermeiros, amigos e até mesmo sua mãe e sua avó.

Nasceu de seis meses, com pouco mais de meio quilo e, hoje, um ano depois, com quase três quilos e meio, após inúmeras cirurgias e internações, Julinha está quase tendo alta. Deve ir para casa, pela primeira vez, nesta sexta-feira (11), embora seu caso continue exigindo cuidados tais como um aparelho complicado chamado de homecare que monitorará tudo. Sua mãe Ângela e sua avó Lenilde são duas guerreiras, são duas pessoas que os antigos diriam serem pessoas de luz. A dupla é o que se pode chamar de pessoas de bem, pessoas de uma força e fé inigualável.

Poucos sabem, mas sou pai de dois meninos, Marcelo e Matheus. Meus filhos são gêmeos e também nasceram prematuros. Porém, por causa dessa pressa em nascer, eles passaram um mês na UTI do Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba. E foi naqueles dias que conheci a menina/mãe, Ângela Dal Santos, e ela com seus 20 e poucos anos acolheu a mim e a minha esposa, e nos explicou tudo sobre aquele que seria nosso périplo.

Ângela estava lá com a Julinha, lutando pela vida. Antes de nossa chegada, Julinha teve uma complicação e após inúmeros procedimentos perdeu todo o intestino delgado e metade do grosso, e sua única chance de viver normalmente é fazer um transplante, somente realizado com sucesso em Miami, nos Estados Unidos. Entretanto, esta cirurgia custa mais de um milhão de dólares!

Meus meninos logo tiveram alta, mas elas, Julia, Ângela e Lenilde continuaram lá, naquela batalha diária. A Angela explica que “Ninguém tem muita informação sobre o transplante de intestino no Brasil”. O que ela busca é levar a Julinha para o exterior onde a cirurgia necessária já é mais difundida, apesar de extremamente complicada. No Brasil a cirurgia ainda é pouco estudada e realizada. “Apenas seis casos foram tentados aqui e, em todos eles, as crianças morreram durante ou depois da cirurgia.”

Outro caso semelhante é o da menina paulista Sofia Gonçalves de Lacerda, de um ano e meio. Desde o dia 10 de abril ela se recupera de um transplante de cinco órgãos do aparelho digestivo (inclusive o de intestino), realizado com sucesso no mesmo hospital em Miami ao qual queremos levar a Julinha. Através de uma campanha na internet que mobilizou 1,5 milhão de pessoas, a família conseguiu arrecadar parte do valor e, o restante, foi bancado pela União por determinação da Justiça brasileira. Esta é a esperança também da pequena Júlia.

Nos Estados Unidos, a cirurgia é mais comum e com uma taxa bem maior de sucesso. O difícil é conseguir a cirurgia e mais difícil ainda é bancar o seu custo. A família vai lutar na Justiça para que o Governo Federal pague a cirurgia, mas sabemos como é moroso este processo e a J Leia mais

14 de agosto de 2015
por Esmael Morais
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Michel Temer em Curitiba neste sábado para o lançamento de Requião Filho à prefeitura da Capital

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Esmael Morais 2009-2018. O Blog do Esmael é liberto das excludentes convenções mercantis Copyright ©. O site não cobra pelos direitos autorais, portanto, pode e deve ser reproduzido no todo ou em parte, além de ser liberado para distribuição desde que preservado seu conteúdo e o nome do autor. | A política como ela é em tempo real.

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