19 de novembro de 2013
por Esmael Morais
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Filha do líder do PPS, Rubens Bueno, lidera “caçada” a Pizzolato na Itália

A deputada ítalo-brasileira do Parlamento italiano, Renata Bueno, filha do deputado federal Rubens Bueno, líder do PPS, vai pedir oficialmente ao Ministério do Interior daquele país que informe se há ou não registro da suposta entrada de Henrique Pizzolato na Itália. Ela também vai solicitar ao órgão qual é o consulado competente e qual é o atual passaporte válido expedido em nome dele.

A ideia de Bueno é confirmar a presença de Pizzolato na Itália e descobrir qual foi o consulado que eventualmente lhe concedeu uma segunda via do passaporte (já que a primeira foi entregue ao STF). O requerimento também tem por objetivo conferir se o passaporte entregue ao Supremo era um documento válido.

A deputada afirmou que a comunidade italiana no Brasil rejeita a indevida utilização da dupla cidadania por qualquer condenado, especialmente em uma caso grave de corrupção. “à‰ preciso evitar que este direito dado aos descendentes italianos seja usado em favor da impunidade”, afirmou. Para ela, a dupla cidadania não pode ser instrumento de burla à  execução da pena imposta pelo STF.

Ex-diretor de Marketing e Comunicação do Banco do Brasil, Pizzolato foi condenado a 12 anos e sete meses de prisão no processo do mensalão. Seu nome está desde ontem (18) na lista de procurados da Interpol. Segundo revelou o jornal O Estado de S. Paulo, ele teria chegado à  Itália depois de percorrer 1.600 km de carro até a Argentina.

Ao Globo, Renata Bueno afirmou que o foragido não poderia retirar um novo passaporte italiano no Paraguai, país pelo qual teria passado em sua fuga. Como o ex-diretor de marketing do Banco do Brasil é brasileiro, o documento só poderia ser expedido no Brasil e não poderia ser emitido num terceiro país.

Quem é Renata Bueno

Filha do deputado Rubens Bueno, líder do PPS na Câmara, Renata foi vereadora de Curitiba (2009-2013), mas não se reelegeu em 2012. Sua passagem pelo legislativo curitibano foi bastante polêmica. Ela chegou a classificar os colegas vereadores de “gentalha” e isso lhe rendeu isolamento na Casa durante a maior parte do mandato. Em fevereiro deste ano, disputou cadeira no parlamento italiano pela Argentina e Brasil. Venceu. Agora mora em Roma.

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