12 de Fevereiro de 2014
por esmael
3 Comentários

Veja essa: em artigo, Delfim Netto elogia privatizações de Gleisi

Em sua coluna semanal no jornal Folha de S. Paulo, o economista Delfim Netto, conhecido pela célebre frase segunda qual “é preciso crescer o bolo para depois repartir”, quando ministro da ditadura militar, rasgou elogios à  atuação de Gleisi Hoffmann na Casa Civil.

Delfim destacou hoje a alegria do setor privado com as privatizações conduzidas pela ex-ministra e ainda cutucou a cultura do estatismo do PT, que, na opinião do colunista, Gleisi combateu em nome da “entrega de resultado” das organizações.

A seguir, leia a íntegra da coluna de Delfim Netto publicada nesta quarta no jornal Folha de S. Paulo:

ANTONIO DELFIM NETTO

Gleisi

Gleisi Hoffmann reassumiu sua cadeira no Senado depois de ter se desincumbido muito bem de suas funções na espinhosa Casa Civil. Testemunhos de importantes interlocutores do setor privado são a prova de que sua inteligência e seu comportamento foram importantes para melhorar suas relações com o governo.

O sucesso dos recentes processos de concessões deve muito à  sua ação e à  dos ministros Mantega e César Borges, no convencimento dos potenciais concorrentes de que a defesa da “mocidade tarifária”, na transferência de monopólios públicos para o setor privado, estava longe de ser o desejo ideológico de construir um “capitalismo sem lucro”.

Numa entrevista concedida à  competente jornalista Débora Bergamasco, publicada no domingo pelo jornal “O Estado de S. Paulo”, Gleisi revela, por um lado, humildade e coragem e, por outro, que captou as dificuldades da administração pública que o PT ainda não entendeu. Por conta da humildade, temos sua réplica à  pergunta “por que as respostas do governo são lentas?” Diz ela: “porque dependem da articulação das três esferas da Federação e de vários órgãos”.

E acrescenta sem rebuços: “Claro que eu gostaria que tivesse maior celeridade. Claro que se eu tivesse, no início, a experiência e o conhecimento que tenho agora, acho que eu teria conseguido fazer isso”.

Mais importante é a sua corajosa reflexão em resposta à  pertinente, mas incômoda, pergunta da arguta jornalista: “Qual é a maior dificuldade do governo em fazer o Brasil andar?” Vale a pena transcrever, para iluminar alguns ideólogos das virtudes do estatismo. Ela responde: “Ainda é a falta de cultura da máquina pública de agir por resultado. Temos uma baixa cultura de comprometimento de entregas. O serviço público não está acostumado a isso, então quando nós cobramos resultados muitas vezes tem reação. Quando cobramos metas, or