16 de março de 2015
por Esmael Morais
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Prestes a confiscar R$ 8 bi da Previdência, Richa pede em artigo “cota de sacrifício” dos servidores públicos

O governador Beto Richa (PSDB) continua com a ideia-fixa de confiscar os R$ 8 bilhões da poupança previdenciária. O dinheiro é para a aposentadoria e pensões futuras de 200 mil funcionários do Paraná. O tucano quer abocanhar o numerário para bancar o rombo no caixa.

Em artigo publicado nesta segunda-feira (16) no jornal Folha de S. Paulo, o tucano avisou que os paranaenses !“ e em especial os servidores públicos !“ precisam dar sua “cota de sacrifício” para sanar as finanças do estado.

Richa abre o artigo falando que está restabelecendo a verdade! depois da greve dos professores. Ele repete a inverdade de que a categoria recebeu 60% de aumento nos salários nos últimos 4 anos, bem como registra que contratou 23 mil profissionais da educação, quando, na verdade, houve demissões dos educadores contratados em regime PSS e consequente diminuição de professores e a superlotação das salas de aula.

Abaixo, leia a íntegra do artigo de Beto Richa defendendo seu pacotaço de maldades! !“ inclusive o confisco dos R$ 8 bilhões da Paranáprevidência:

Beto Richa: Restabelecendo a verdade

Encerrada a greve dos professores da rede pública, é hora de restabelecer a verdade dos fatos sobre a situação econômica do Paraná e expor as medidas que estamos tomando para assegurar o equilíbrio das finanças do Estado.

Tenho certeza de que o leitor, isento de paixões, concordará comigo que o Paraná, apesar das dificuldades conjunturais, goza de uma condição estrutural muito mais sólida que a pregada por opositores.

Ao assumir o governo, em janeiro de 2011, herdei uma dívida de curto prazo de R$ 4,5 bilhões (R$ 1 bilhão só de recolhimentos ao Pasep, não realizados na gestão anterior).

Promovemos um ajuste fiscal, com o corte de mil cargos comissionados, a eliminação de cinco secretarias e a redução de quase 20% das despesas de custeio.

Tudo para sanear as finanças do Estado, engessadas por vinculações obrigatórias de receitas.

Em primeiro lugar, considerando apenas tributos arrecadados pelo Estado, devem ir para os municípios 25% do ICMS e 50% do IPVA.

O restante da receita — composta da porcentagem remanescente de ICMS e IPVA, somada aos repasses federais para cada área — deve ser executado da seguinte forma: 20% para o Fundeb, 30% para a educação, 12% para a saúde, 18,6% para os demais Poderes, 2% para ciência e tecnologia, 2% para precatórios (compromisso que não havia na gestão anterior) e 1% para o Pasep.

Embora esses repasses comprometam cerca de 80% da arrecadação do ICMS e do IPVA, investi em educação e saúde m Leia mais

26 de fevereiro de 2015
por Esmael Morais
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Deputados governistas sugerem demissão do secretário da Educação

richa_secretariado_xavier.jpgNa busca de culpados e solução para a greve dos educadores, que já dura 18 dias, deputados governistas estão sugerindo ao Palácio Iguaçu a demissão do secretário da Educação, Fernando Xavier, no cargo há menos de dois meses. O titular da pasta é ligado ao grupo educacional privado Positivo e homem identificado com as privatizações do país na década de 90. ... 

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23 de fevereiro de 2015
por Esmael Morais
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Requião Filho pede informações sobre ‘supersalários’ no secretariado de Richa

requiao_supersalarios.jpgO deputado estadual Requião Filho (PMDB), nesta segunda-feira (23), no plenário da Assembleia Legislativa, vai apresentar um pedido de informações sobre os ‘supersalários’ dos secretários da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, e da Educação, Fernando Xavier.

Segundo o parlamentar peemedebista, há suspeita que o titular da Educação, cuja origem é o grupo educacional privado Positivo, tem assento em dez conselhos administrativos em empresas públicas do Paraná, o que lhe garantiria salário superior a R$ 110 mil ao mês.

Xavier foi alçado em fevereiro à  presidência do Conselho de Administração da Copel (Companhia Paranaense de Energia), um dos penduricalhos que reforçam o salário de R$ 23,6 mil como secretário da Educação.

Na mesma toada, o secretário da Fazenda, que defende com unhas e dentes o corte de salários e benefícios [dos outros], também conseguiu uma teta no Conselho de Administração da estatal de energia. Requião Filho acredita que ele, Mauro Ricardo, e o secretário da Educação, cada, estejam pendurados em pelo menos mais 9 cabides. Leia mais