Blog do Esmael

A política como ela é em tempo real.

12 de março de 2018
por Eugênio Aragão
Comentários desativados em Paraná é o Estado com menos delegados por habitante no Brasil

Paraná é o Estado com menos delegados por habitante no Brasil


O Paraná é o Estado que possui menos delegados de polícia por habitante para atender a população. Dos 780 cargos de delegado de Polícia Civil do Estado, somente cerca 410 estão preenchidos. Há defasagem de mais de 370 delegados. Por outro lado, há 150 aprovados em concurso público que aguardam nomeação desde 2014. Leia mais

9 de setembro de 2015
por esmael
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Em nota oficial, governo Richa jura que não falta comida para a Polícia Civil

richa_pc_criseA Secretaria de Estado da Segurança Pública do Paraná (SESP), em nota, contesta informação publicada pelo Blog do Esmael na última sexta-feira (4) sobre corte de almoço para os investigadores da Polícia Civil (Menos de 24h após anunciar programa de combate à fome, Richa corta almoço de investigadores da Polícia Civil).

“O modelo referido vigia quando os alunos ao realizarem o Curso de Formação não estavam nomeados e nada recebiam”, justifica o governo Beto Richa (PSDB).

O diabo é que o comunicado oficial do dia 3 de setembro último, publicado no site da Escola Superior da Polícia Civil (ESPC), dizia exatamente como registrou o Blog do Esmael, que, além da alimentação, os investigadores devem arcar com os materiais para o curso, que são o uniforme composto por calça preta (tática ou sarja), camiseta branca, calçado preto, calção preto, legging preta e jaqueta ou blusa preta; além de cinto, coldre universal, porta carregador, óculos de proteção, protetor auricular e colete balístico.

Na propaganda milionária de Beto Richa, bancada pelos recursos cortados da merenda escolar e da educação como um todo, “o melhor está por vir” já chegou para a velha mídia — que vendeu sua consciência crítica e a capacidade de discutir um projeto para o Paraná.

Entretanto, o Blog do Esmael é democrático e amante do contraditório. Por isso mesmo, abaixo, publica a íntegra da posição do governo tucano acerca da “crise da marmita” na Polícia Civil.

4 de setembro de 2015
por esmael
12 Comentários

Menos de 24h após anunciar programa de combate à fome, Richa corta almoço de investigadores da Polícia Civil

espcMenos de 24 horas depois de o governador Beto Richa (PSDB) anunciar um “pacote anticrise” — ou de maldades, parte 3, para os mais céticos — chega a informação ao Blog do Esmael que falta comida para os policiais civis em curso na Escola Superior da Polícia Civil (ESPC). Leia mais

22 de abril de 2015
por esmael
35 Comentários

Coluna do Reinaldo Almeida César: Governo Richa dá calote até em concursos para contratar policiais

Reinaldo Almeida César*

Nada é mais importante, em gestão de segurança pública, do que o material humano de que se possa dispor.

Nenhuma tecnologia de ponta, equipamentos e armamentos de última geração, nada supera o investimento que se faça em efetivos e em quadros funcionais das forças de polícia.

Nem mesmo o lugar comum – dito pelos que não tem o que dizer – do chamado investimento em “inteligência policial” substitui o que realmente faz a diferença no cinturão de proteção da sociedade, representado pelos órgãos de segurança.

Estados nacionais ou federados que enfrentam pra valer o fenômeno da criminalidade violenta e urbana, incrementam seus efetivos policiais, promovem contratações com regularidade e oferecem carreiras com remunerações dignas e promoções que sejam realmente asseguradas.

Ao lado disso, assistência médica e psicológica ao policial e seus familiares e a perspectiva de uma merecida e segura aposentadoria, ao fim do período legal de trabalho, durante toda uma vida de dedicação.

Em contraparte, cuida-se da boa formação dos policiais no ingresso na carreira e ao longo dela, com oportunidades de aperfeiçoamento e capacitação, tudo isso sempre permeado pelos inflexíveis princípios da ética e da deontologia.

O servidor da área de segurança pública não é melhor, nem mais importante que os demais servidores públicos civis.

Porém, é o único que no ato de sua posse jura solenemente oferecer a própria vida no desempenho da função. Familiares despedem-se no café da manhã sem ter a certeza do regresso do policial com integridade, ao final do dia.

Estamos com uma triste estatística. O Paraná é o quarto estado em morte de policiais militares, perdendo apenas para São Paulo, Rio de Janeiro e Pará, a se confirmarem os dados apresentados pelo insuspeito 8. Anuário Brasileiro de Segurança Pública, apresentado em 2014.

Enquanto isso, o governo queima energia no controle de tatuagens e no uso do WhatsApp pelos policiais.

O Paraná tem um gravíssimo quadro de carência de policiais e quase inexistentes políticas de incentivo na carreira policial.

Fazemos divisa com três estados.

Em números aproximados, Mato Grosso do Sul tem 1/4 da população do Paraná e metade do nosso efetivo policial. Santa Catarina, tem quase metade da população do nosso estado e o mesmo efetivo policial.

Logo, matemática simples, precisaríamos ter o dobro do efetivo policial atual, apenas para ficar na comparação com estes dois estados vizinhos.

Porém, no cotejo com o último Estado que tem limite de território conosco, São Paulo, o cenário é ainda mais dramático. São Paulo tem 4 vezes mais habitantes que o Paraná e, respirem, 10 vezes mais policiais que nosso estado.

Para onde os prezados leitores acham que o crime organizado irá migrar?

Só existe um caminho para reforçar efetivos.

Investir pesado, abrir concursos, recrutar com seriedade e rigor, convocar e nomear.

Desde a apresentação e lançamento do programa PARANÁ SEGURO, em agosto de 2011, o governo diz ter feito um enorme esforço nesta linha.

Com caudalosa insistência, a palavra oficial do governo repete o número de 10.000 novos policiais contratados, ao longo deste período de gestão.

No entanto, tenho cá com meus botões que há uma enorme diferença entre incrementar efetivos policiais e meramente repor efetivo policial.

Nos últimos tempos, na PM, foram admitidos 655 (2011), 2581 (2012), 2577 (2013), 215 (2014) e 11 (2015) novos policiais e bombeiros militares.

Na via oposta, deixaram a corporação 787 (2011), 1198 (2012), 856 (2013), 800 (2014) e 216 (2015).

Isso resulta dizer que, na atual gestão, 6093 policiais militares ingressaram e 3857 deixaram a corporação.

Toquem-se as trombetas pelo e para o governo, o saldo é de 2236 novos policiais militares.

Entretanto, está muito, muito longe dos 10.000 policiais militares do discurso oficial que, repetido à exaustão, passa a falsa sensação de que este é um número de incremento no efetivo da PM, pois desconsidera o que sejam apenas reposições.

Na Polícia Civil, o quadro não é diferente.

Anunciou-se no lançamento do programa PARANÁ SEGURO, em agosto de 2011, que o governo contrataria 400 novos delegados de polícia.

O concurso ocorreu em 2013 e, de lá para cá, foram empossados apenas 62 delegados de polícia.

Somando-se estas seis dezenas de novos delegados e subtraindo-se os que foram deixando a corporação ao longo do tempo, especialmente pela aposentadoria, hoje