19 de maio de 2014
por Esmael Morais
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Trabalhadores na duplicação da rodovia Londrina-Cambé iniciam greve e o prejuízo vai para…

As obras da PR-445 foram paralisadas na manhã desta segunda-feira (19) por aproximadamente 500 trabalhadores da construtora Triunfo, responsável por dois trechos da duplicação da rodovia estadual no trecho urbano entre Londrina e Cambé. Os operários reivindicam melhores condições de trabalho, reajuste de 12% e retorno das horas extras, que foram suspensas pela empresa.

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada do Estado do Paraná (Sintrav-PR) afirmou que os operários podem iniciar uma greve a partir da manhã de terça-feira (20) caso as negociações não avancem nesta segunda-feira.

Os operários também reclamam da “péssima qualidade das refeições” fornecidas pela construtora e da ausência do serviço de limpeza nos alojamentos e nos banheiros químicos.

Cerca de 80% dos operários que trabalham nessa obra são de fora de Londrina. Eles reclamam ainda que a empresa só paga passagens de ônibus para visitar a família a cada dois meses. Já os que moram em Londrina reclamam que têm R$ 81 descontados dos salários para custear o vale-transporte. Eles poderiam pagar a passagem inteira!, reclamou João Camargo, um dos grevistas.

Há quem veja indício de trabalho análogo ao escravo na obra. Com a palavra a Superintendência Regional do Trabalho e o Ministério Público do Trabalho.

Com informações do Portal Bonde e do Jornal de Londrina

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23 de setembro de 2013
por Esmael Morais
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Público x privado: Estado pode ampliar capacidade das rodovias, diz Gleisi

do Brasil 247
Alvo de críticas desde que um dos primeiros leilões de estradas do governo Dilma não atraiu interessados, a ministra Gleisi Hoffmann, da Casa Civil, falou ao jornal Valor Econômico para tentar rebatê-las. Segundo ela, é “besteira dizer que não gostamos do setor privado” (leia aqui a íntegra).

De acordo com a ministra, o que se busca é um modelo intermediário entre as concessões dos governos FHC e Lula. No primeiro, segundo ela, o foco era a arrecadação e os pedágios saíram caros demais. No segundo, buscou-se a menor tarifa, mas os investimentos na recuperação e ampliação das estradas não foram satisfatórios.

“O modelo é adequado. à‰ resultado de uma análise dos processos de concessões de rodovias que tivemos até agora. As primeiras concessões, no governo Fernando Henrique, tinham foco na arrecadação. Vendia-se o direito de explorar uma rodovia, sem necessariamente uma preocupação com o investimento e o nível de serviço. Temos hoje pedágios caros. A segunda fase de licitações de rodovias, para se contrapor a esse modelo, adotou o critério de menor tarifa. Conseguimos pedágios baratos, mas não necessariamente retorno em termos de investimentos necessários para melhorar algumas rodovias”, disse a ministra aos jornalistas Daniel Rittner e Leandra Peres.

Segundo ela, nessa nova fase, haverá um modelo equilibrado, numa equação que permita ganhos ao investidor, pedágios moderados para os usuários e boa manutenção das estradas. Quando isso não for possível, ela avisa que os investimentos serão realizados pelo governo, como será o caso, por exemplo, da BR-101, na Bahia. “O que deixa uma concessão de pé é a capacidade e a concordância do usuário em pagar aquela tarifa”, diz Gleisi. Não sendo possível, existe “a opção será ampliar a capacidade das rodovias por meio de obra pública”.

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