13 de maio de 2015
por Esmael Morais
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Após 2 semanas de massacre a professores, Anistia Internacional e sociedade civil exigem punição a Richa

richa_massacreContinuam surgindo manifestações de repúdio contra o massacre dos professores e servidores do Estado protagonizado pelo governador Beto Richa (PSDB) no último dia 29 de abril. A reprovação à violência não arrefece e há, inclusive, movimentos na Assembleia Legislativa pela constituição de um fórum contra a corrupção — origem de todo o imbróglio na gestão tucana.

As câmaras de vereadores de Cascavel e Marechal Cândido Rondon, no Oeste, publicaram cartas de repúdio ao massacre a exemplo de diversos municípios já noticiados pelo Blog do Esmael. Segundo o documento emitido pelos vereadores cascavelenses, “o dia 29 de abril ficou marcado como uma data que manchou de forma deplorável a história de nosso Estado. O governo ultrapassou todos os limites da civilidade, da moralidade e da humanidade.”

Os professores da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), em greve, também aprovaram moção de repúdio contra o governador Beto Richa e estenderam seu protesto ao presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ademar Traiano (PSDB); ao secretário de Ciência Tecnologia e Ensino Superior, João Carlos Gomes; e ao ex-secretário de Segurança Pública, Fernando Francischini (SSD).

A Anistia Internacional, entidade de defesa dos direitos humanos com sede em Londres, emitiu uma Ação Urgente endereçada ao governador do Paraná Beto Richa e ao ex-Secretário de Segurança do Paraná Fernando Francischini. A entidade já havia se manifestado no último dia 30 criticando a ação policial, caracterizando-a como “um atentado à liberdade de expressão”. Deste então o episódio vem ganhando repercussão global e a organização agora mobiliza-se para garantir o direito dos paranaenses a manifestações pacíficas. Leia mais