11 de Abril de 2016
por esmael
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Com sabor de derrota, relatório do golpe passa por 38 a 27 votos

A oposição golpista conseguiu aprovar nesta noite, dentro da previsão, com sabor de derrota, o relatório do golpe por 38 votos favoráveis a 27 contrários. O placar foi apertadíssimo: 58%.

A surpresa ficou por conta da REDE, da ex-senadora Marina Silva, que votou contra o impeachment da presidente Dilma pelas mãos do deputado Aliel Machado (PR) — único representante do partido na comissão.

Agora, o relatório vai ao plenário da Câmara que tem a prerrogativa de autorizar ou rejeitar que o Senado abra o processo de impeachment do presidente da República.

Entretanto, são necessários 342 votos dos parlamentares — ou dois terços de 513 — um quórum praticamente impossível de a oposição conquistar.

11 de Abril de 2016
por esmael
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Cardozo ironiza: “É de receber dinheiro de Furnas que Dilma é acusada?”

Brasil 247

O advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, comparou as acusações contra a presidente Dilma Rousseff com as feitas contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ao apresentar a defesa do governo na comissão especial que analisa o pedido de impeachment na Câmara dos Deputados nesta segunda-feira 11.

Um dos principais defensores do golpe, Aécio e acusado de coordenar um esquema de corrupção em Furnas e citado várias vezes por delatores diferentes na Operação Lava Jato. Cunha é réu no Supremo Tribunal Federal por corrupção e lavagem de dinheiro e dono de contas bancárias não declaradas na Suíça, por onde recebeu ao menos US$ 5 milhões em propina.

“É de receber dinheiro de Furnas que Dilma é acusada? É de ter contas no exterior?”, questionou Cardozo. “Sobre o que ela tem que responder? Vossa excelência não disse”, acrescentou, em referência ao relator da comissão, deputado Jovair Arantes (PTB-GO), que defendeu o afastamento da presidente em seu relatório.

Cardozo lembrou ainda que Cunha teve direito a vários recursos em seu julgamento, diferente da presidente, e lembrou que as chamadas ‘pedaladas fiscais’ já eram prática conhecida e aprovada por tribunais de contas e pelo Congresso em governos anteriores. “Por que a nossa é de má-fé e a outra é correta?”, perguntou o ministro.

Segundo o chefe da AGU, o processo de impeachment é nulo por vícios de origem. “A história não perdoa a violência da democracia. E um próximo governo fruto dessa situação não terá legitimidade. Se consumado, deve ser chamado golpe. Golpe de abril de 2016”, finalizou Cardozo.

11 de Abril de 2016
por esmael
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‘Comissão da vingança’ tenta aprovar hoje relatório pró-golpe

Daqui a pouco, a partir das 10 horas, com transmissão ao vivo aqui no Blog do Esmael, o Brasil e o mundo assistirão a reinstalação da ‘comissão da vingança’ na Câmara, que tentará aprovar hoje o relatório pró-golpe contra a democracia.

É chover no molhado dizer que a presidente Dilma Rousseff, uma mulher honesta, está sendo julgada por um bando de achacadores. A imprensa norte-americana tipificou a maioria dos parlamentares da comissão da vingança como sendo integrantes do “Sindicato dos Ladrões”.

A comissão da vingança, também conhecida como comissão do impeachment, foi denunciada pela primeira vez pelo ministro José Eduardo Cardozo, advogado de defesa de Dilma.

Segundo o ministro da Advocacia Geral da União (AGU), o colegiado fora instalado como vingança do presidente da Câmara contra Dilma porque ela — revelou Cardozo — não garantiu a Eduardo Cunha (PMDB-RJ) os votos dos deputados petistas na comissão de ética que o investiga por corrupção.

Pelo sim pelo não, os contendores na ‘guerra parlamentar’ que será retomada logo mais terá aliados externos. Do lado de Cunha, por exemplo, além do PSDB, a velha mídia golpista. Do lado da democracia, os movimentos sociais, os trabalhadores, o povo, e intelectuais.

O roteiro desta segunda-feira (11) promete ser bastante cansativo, pois 27 líderes partidários estão inscritos para fazer o uso da palavra, bem como o relator da comissão da vingança, deputado Jovair Arantes (PTB-GO), e o próprio ministro Cardozo.

A comissão da vingança tem 65 membros. Entretanto, quem esperar condenação ou absolvição unânime da presidente sairá frustrado. O resultado será apertado de um lado ou de outro.

Caso a comissão da vingança decida pelo acolhimento do relatório feito sob encomenda de Cunha, o mesmo seguirá para votação em plenário. É aí é que são elas, pois o quórum qualificado na Câmara para impedir a presidente da República – dois terços ou 342 votos de parlamentares – põe o golpe tão distante da realidade quanto o é a Terra do Céu, ou seja, matematicamente impossível, segundo a própria velha mídia golpista.