11 de Maio de 2016
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Um dia normal em Curitiba

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Enquanto a Capital Federal vive dias atribulados em função do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, Curitiba segue sua vida normal no descaso e na paralisia da administração do prefeito Gustavo Fruet (PDT). Essa é a análise de Rafael Greca (PMN), em sua coluna semanal. Greca descreve um dia comum em uma Curitiba abandonada, carente de cuidados. Leia e ouça a seguir. 

4 de Maio de 2016
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Acenda o Farol: Fruet pagou reforma mais cara do que a construção

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A atual administração municipal de Curitiba considera os Faróis do Saber “caros e pouco funcionais”. Gastou-se com a reforma desses equipamentos várias vezes o valor que custou a sua construção. As informações são do engenheiro Rafael Greca (PMN), na sua coluna semanal. Greca, em seu mandato de prefeito, foi o responsável pela construção dessas bibliotecas públicas que já nos anos 90 proporcionavam acesso à internet, absoluta novidade na época. Leia, ouça e assista a um vídeo com os detalhes, a seguir. 

27 de Abril de 2016
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“Abram os portões para a Educação”

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O dia 29 de abril de 2015 ficou marcado na história de Curitiba como o primeiro bombardeio que a cidade sofreu, com bombas sendo lançadas de helicópteros contra os professores. Foi um dia triste que agora completará um ano e está sendo relembrado para que não se repita. Parte desta memória está na coluna do ex-prefeito Rafael Greca (PMN). Greca lembra também de outra data triste para a Educação, o 30 de agosto de 1988. Na época ele era deputado estadual e abriu os portões da Assembleia para acolher feridos. Leia e ouça a seguir. 

20 de Abril de 2016
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Os Negros de Curitiba

greca2A importância dos povos africanos na construção e na formação sócio-cultural de Curitiba; dos escravos, passando pelos irmãos Rebouças, até a fundação da Universidade do Paraná. Tudo contado com riqueza de detalhes históricos na coluna de Rafael Greca (PMN). Leia e ouça a seguir.

13 de Abril de 2016
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Coluna do Rafael Greca: Curitiba não se resume à desventura, Curitiba é Luz dos Pinhais

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Rafael Greca*

Terminei meu novo livro. “Luz dos Pinhais, História e Estórias de Curitiba“. Será publicado, ainda este ano, pela editora Solar do Rosário. São 99 capítulos, aproximadamente 600 páginas, onde reúno apontamentos para o estudo da mentalidade curitibana. Alegria pelo dever cumprido para com minha terra e minha gente.

Nas palavras deste livro, a Luz dos Pinhais vai revogando a escuridão e o silêncio da noite dos tempos em que jaziam imersas as terras que servem de berço ao rio Iguaçu. Acredito em Dante Alighieri quando diz que a “escuridão é o silêncio da luz”.

Invocamos a mesma Luz dos Pinhais para resgatar das névoas do esquecimento a memória coletiva de um povo singular: os curitibanos.

Aqui nascidos, ou que aqui escolheram viver. É extensa a bibliografia sobre a cidade de Curitiba, o povoamento da região da capital do Paraná, no vale do rio Iguaçu.

Ponto de passagem do Caminho do Peabirú, trilha indígena pré-cabralina, Curitiba fez-se marco da ocupação portuguesa do Brasil Meridional.

Já em 1639, o governador ibérico de São Paulo, autoriza a “posse dos Campos do rio Mbyrigüi” (o nosso atual rio Barigüi) em favor de Matheus Luiz Grou.

A “entrada” em território até então espanhol, favoreceria após a restauração do Reino de Portugal (em 1640)*, a revogação do Tratad

6 de Abril de 2016
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Coluna do Rafael Greca: Omissão, tragédia e os moradores de rua

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Rafael Greca*

É fato estranho, muito estranho que a prefeitura fique contra a sociedade na questão do morador de rua. Muito estranho. Haverá algum interesse particular contra a vontade geral da sociedade?

Estará a prefeitura contra a vontade geral da sociedade curitibana para atender algum interesse particular?

O prefeito deve decidir a favor da vontade geral, da vontade social; ou deve decidir a favor vontade particular ou do interesse egoista?

Estou lendo inclusive o Diário Oficial do Município — o maior jornal de oposição a atual administração oficial — para saber mais sobre os convênios celebrados onde os moradores de rua, enquanto pessoas humanas descartadas, são objetos de contratos, de acordos, de parcerias ou outros acertos.

É fato estranho a contradição do discurso da prefeitura. Que gasta dinheiro público para anunciar o aumento de abrigos, sem explicar o fechamento da FAS SOS na rua Conselheiro Laurindo; que gasta dinheiro público para anunciar que aumentou o valor de passagens para o retorno dos moradores de rua; e que mesmo assim (com tanto dinheiro gasto) sustenta que o número de moradores de rua só cresceu, seriam 5 mil, nunca diminuiu.

Tem alguma coisa muito errada aí. E essa coisa muito errada há de aparecer.

O prefeito — ré

23 de Março de 2016
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Coluna do Rafael Greca: Basta de xepa; Curitiba merece muito mais

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Rafael Greca*

O atual prefeito Gustavo Fruet (PDT) é prova viva da contradição. Dizem que estaria deprimido com a recente proclamação, pelo ex-presidente Lula, da “República de Curitiba”! E que isto estaria se refletindo na sua caótica desprefeitura. Fruet já teria vislumbrado que suas escolhas de 2012 inviabilizaram 2016.

O que precisa de reparos, não repara. E o que não precisa, repara. O que precisa de conserto, não conserta. E o que não precisa, desconserta. O que precisa de conservação, não conserva. O que precisa de finalização, não termina.

Os serviços públicos da nossa Prefeitura, outrora modelo, hoje parecem xepa.

O dicionário diz que “xepa” é sobra. Coisa pouca, coisa ruim. O nome dado às últimas mercadorias das feiras livres, produtos de menor qualidade, por isso oferecidos a pouco valor.

Xepa é também o nome dado àquela comida que sobrou do almoço, e será servida no jantar, requentada, sem o mesmo sabor.É gíria de jornalheiros a referir folha lida e desgastada, que foi colocada novamente a venda.

Xepa, no sentido de sobra de propinas, foi o nome dado pela Polícia Federaç à 26ª fase da Operação Lava Jato. Flagrou o marqueteiro de Gustavo Fru

16 de Março de 2016
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Coluna do Rafael Greca: Fruet ataca inimigos imaginários

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Rafael Greca*

A última do Gustavo Fruet (PDT), depois que a Sereia do PT caiu no buraco da Lava Jato. Em discurso extemporâneo, dentro de escola pública, falando para uma plateia formada por inocentes crianças, o prefs Fruet deixou escapar o desânimo de sua equipe com as chances de sua reeleição e atacou o que podemos chamar de inimigos imaginários.

Foi um discurso acentuadamente eleitoral. A quadra coberta de uma escola pública virou palanque  para o mais tacanho proselitismo político. Conduta vedada pela legislação. Deu-se na última quinta-feira, dia 10 de março, durante inauguração de minúsculas melhorias na Escola Municipal Leonor Castellano, no Boqueirão.

O evento abriu a programação de aniversário dos 323 anos de Curitiba, segundo informou, pomposa, a áulica e caríssima assessoria da Prefs sem feitos.

O prefeito disse que o ano eleitoral será de “ofensas e mentiras”. Da nossa parte, não! Cremos firmemente que só a Verdade nos libertará. Só a Realidade bem observada pode gerar a verdadeira consciência.

9 de Março de 2016
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Coluna do Rafael Greca: Curitiba vira sapolândia punk; fada madrinha de Fruet cai no buraco da Lava Jato

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Rafael Greca*

Visitei uma Curitiba sobre palafitas que Fruet, ao tentar enganar a torcida, chama de novo “Parque do Bugio”. Nada mais do que um segmento, não urbanizado, do Parque do Iguaçu dos mapas dos prefeitos Jaime Lerner e Saul Raiz.

Descubro que esta parte da cidade precisa mais do que um prefeito. Precisa de um Moisés que salve o povo das águas e do lamaçal da omissão e da corrupção. Fica além do Campo de Santana, pra lá do Bairro dos Cruz, ao sudoeste da Caximba, onde o rio Barigui desagua no rio Iguaçu.

O aterro criminoso com lixo e resíduos de construção civil. Há algo de podre no ar. Nos aguapés, que fedem a esgoto, o chorume mistura-se às águas. Uma sapolândia punk, podem crer, caros leitores.

Fruet é um sapo que agora não vira mais príncipe. Condenado à mentira publicitária, à propaganda enganosa, agora que sua “fada Madrinha de 2012”, a senadora Gleisi caiu no buraco enlamaçado do processo Lava Jato.

O prefeito Fruet mudou pra pior o transporte público de Curitiba. E “fez” o curitibano perder

2 de Março de 2016
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Coluna do Rafael Greca: À sombra de árvores mortas, assassinadas pelo prefeito, espero cerejeiras em flor

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Rafael Greca*

Começou março, o mês do último signo do zodíaco, peixes. O mês do dia Internacional da Mulher, 8 de março, dia muito lembrado apenas no dia, esquecido no resto do ano. O do dia Internacional contra a Discriminação Racial, 21 de março, pouco comemorado, apesar de fundamento para a convivência social. O do dia mundial da Água, pouco comemorado ou com muito pouco a comemorar. O do aniversário de Curitiba, dia 29. E o do meu, dia 17 — também dia de São Patrício. Todos de verde.

Houve um tempo em que os prefeitos de Curitiba gostavam das expressões do verde que brotam da Terra e da Gente do Paraná. Gostavam tanto, mas tanto, que o seu amor pela Natureza desta terra verde fez brotar símbolos que duram até hoje, através de desenhos inspiradores de pinhas e pinhões estilizados — traço de Lange de Morretes e de artistas neoparanistas — espalhados em mosaicos de pedra nas calçadas para brilhar nas luzes da cidade.

Curitiba sempre amou e amará o  verde, exigência para que a emocionante explosão de cores e aromas da floração, ornamente e perfume a ventura que é a seiva.

Com

24 de Fevereiro de 2016
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Coluna do Rafael Greca: Fruet na lanterna dos afogados

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Rafael Greca*

Anteontem, durante o temporal de 50mm, ocupando o cargo de prefeito, nós não estaríamos debaixo da mesa ou da cama, como ficou o Fruet — pois ninguém mais uma vez o viu, como sempre ninguém o vê, é ausente. Também não colocaríamos o terceiro escalão da prefeitura para falar — não usaríamos funcionários públicos de escudo, esperando a chuva passar.

Estaríamos na linha de frente, na rua; desentupindo bueiros; salvando gente; resgatando a cidade; e, sobretudo, aprendendo as lições para que a surra que a intensa chuva localizada nos deu, não mais se repetisse.

Nós sabemos fazer, porque já fizemos antes. Foi assim que vencemos a enchente em janeiro de 1995, quando estava em curso a canalização do rio Ivo, obra de nossa administração, pouco lembrada, porque subterrânea, mas de útil até hoje.

Imagine como teriam ficado Vicente Machado, Rua XV, Praça Zacarias, Praça Carlos Gomes, Pedro Ivo, anteontem sem o canal de vazão construído por nós? Só imagine.

Naquele janeiro de 1995 tivemos uma cheia do Iguaçu. Choveu muito mais do que 50mm. Deixei de ir à China. Voltei do aeroporto. Decretei a emergência. Chamei o Engenheiro sênior Nicolau Kluppel.

Cavamos com urgência urgentíssima dois canais extravasores, um de cada uma das margens – a direita e a esquerda do rio Iguaçu. Retiramos os moradores nas áreas de risco do vale entre Uberaba, e deixamos livres o vale onde depois surgiram o Parque Japonês – ainda inacabado e não usado – e a Vila Icaraí.

Em tempo recorde, rebaixamos o leito dos rios. E canalizamos e dragamos dez rios: 1) o Ivo; 2) o Boqueirão; 3) o Ribeirão dos Padilha; 4) o Henry Ford; 5) o Atuba; 6) o Tarumã; 7) o Juvevê;8) o rio Ponta Grossa; 9) o rio Uvú; 10) o rio Passaúna;11) o Bacacheri;12) o Belém, próximo de sua foz.

O trabalho não parou por aí. Revisando o mapa de nossas 6600 obras em Curitiba, na sede do Instituto Farol do Saber, relembrei que refizemos 200 pontes, em apenas quatro anos.

Destaco “em apenas quatro anos” para deixar claro que a obra acontece quando existe vontade de fazer; que a obra acontece quando o prefeito sabe como fazer — vontade que atualmente não há; capacidade de realizar que atualmente não existe.

Nós sabemos como fazer. E nós viemos de longe. Da luta pela libertação dos escravos, ideal do meu bisavô, Comendador Macedo, junto com o Barão do Sêrro Azul, na

17 de Fevereiro de 2016
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Coluna do Rafael Greca: Fruet fecha até comércio ao deixar gente na rua da miséria

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Rafael Greca*

A atual gestão da Prefeitura de Curitiba, sob direção de Gustavo Fruet (PDT), tem fechado portas e cortado sonhos. Abandona, larga, descarta seres humanos na rua da miséria. A omissão do nosso primeiro mandatário e seu secretariado é corrosiva. Clama providências. Curitiba inspira cuidados.

O que fizeram da nossa Casa?

Como conseguiram, em tão pouco tempo, destruir a qualidade de vida de uma Cidade que já mereceu da ONU o Prêmio Mundial do Habitat 1996. Foi um reconhecimento mundial pela qualidade humanitária de nossas políticas públicas de desenvolvimento sustentável, ecologia, transportes, cidadania, saúde, segurança, cultura, educação e promoção social dos excluídos.

Fruet fechou a integração do Transporte Coletivo. Fechou portas dentro dos terminais, dividindo o público como se gado fosse, cada rebanho na sua baia, sem possibilidade de ir e vir com liberdade. Benefícios que todos os cidadãos metropolitanos já usufruíam desde 1993-1996 quando fui o Prefeito implantou a grande Rede Integrada Metropolitana de Transportes, com uma única tarifa social. Avanço social sem precedentes.

Fruet fechou a UPA da Fazendinha. Era para ter aberto ontem, mas, as obras não ficaram prontas. O material atrasou, a tinta não secou, o dinheiro não deu, a RPC noticiou ontem no jornal das 19:00 horas. O que não contaram é que – depois que Fruet entregou a Saúde Pública de Curitiba ao seu PT – uma UPA custa R$ 2 milhões por mês. Fechada, já durante três meses, e prometida só para daqui um mês, a UPA da Fazendinha pode “render” R$ 8 milhões à sanha arrecadadora desta ‘Prefs’ sem nenhum feito.

Fruet fechou o Farol do Saber da Praça Espanha. Pintado de preto, dizem que por obra da Copa, R$ 5 milhões depois, o Farol Miguel de Cervantes está transformado em cenário de abandono e cracolândia. Privado dos seus 15 mil livros, 10 mil deles em espanhol, síntese da literatura na língua de Dom Quixote, presente que consegui para Curitiba junto ao Instituto Cervantes , através do detentor do Prêmio Nobel de Literatura Mário Vargas Llosa que, ao meu tempo de prefeito, nos visitou. E deixou seu encantamento por escrito num artigo publicado no jornal El País. Naquela praça, transformada em cenário de repetidos homicídios, até a e

10 de Fevereiro de 2016
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Coluna do Rafael Greca: #InventeUmaDesculpaProFruet

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Rafael Greca*

O que fizeram com a nossa casa? O que foi feito da qualidade de vida da nossa Curitiba? Como Fruet conseguiu aniquilar uma Prefeitura que já foi modelo de serviço público?

São perguntas que não calam. E como estamos no último ano desta desprefeitura, cabe a pergunta das perguntas: o que foi feito prefeito?

É dever de um prefeito entregar ao sucessor uma Cidade melhor, mais justa e mais bela do que a recebeu. O que foi feito prefeito?

Silêncio nos tribunais das calçadas, onde quem cala consente. Jogar a culpa em Brasília, não cola. Jogar a culpa nos protestos curitibanos, não cola. Acabou o milho, acabou a pipoca. A fábrica de desculpas faliu, por isso o movimento #voltacuritiba lançou a tag #InventeUmaDesculpaProFruet.

A cidade nunca esteve tão maltratada. O desprefeito não cuida da cidade, nem olha para as pessoas. Não há obras, não há ação social, nem coragem política. Falta presença e a marca até agora só a molecagem no Facebook, que seria cômico, se não fosse trágico. Há sangue nas calçadas, muita violência. Há moradores de rua, há ratos, há buracos, há pichações. Por sorte ainda existe o prédio da prefeitura, só não há prefeito, mas um colegiado nepotista ávido por aumentar taxas, tarifas e impostos.

Sem resposta para a pergunta o que foi feito prefeito, a ausência de Gustavo Fruet na sabatina da Gazeta do Povo foi uma confissão de desonestidade e de desrespeito ao povo de Curitiba. Não prestar contas não combina com Curitiba e muito menos combina com a autoproclamada “honestidade”, da qual Fruet tanto se gaba.

Não é honesto Fruet ter duplicado a dívida da Prefeitura em 4 anos. Não é. A desculpa “culpa do Ducci”, perdeu o prazo de validade. FRUET passou quatro anos montado na desculpa que herdou do dívidas do Ducci, mas não denunciou o Ducci. Por que? Poderia e deveria ter encaminhado uma denúncia séria contra o antecessor, mas não denunciou. Deixou quieto.

Até os paralepípedos desta cidade sabem que vários cargos ficaram na mão dos mesmos, assim como foram renovados todos os contratos, da Consilux ao ICI. Ficou tudo como era antes. Foi eleito para mudar, e não mudou.

Ou Fruet é duas vezes incompetente, ou é duas vezes conivente.

O que foi feito, Prefeito? Prefeito é um substantivo que tem “feito” no nome. Fruet não tem nenhum feito. Será por isso que Fruet é só Prefs?

Perdi a eleição de 2012 para uma fotografia b

30 de dezembro de 2015
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Coluna do Rafael Greca: 2016, Ano Novo ou tudo de novo?

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Rafael Greca*

Proponho aos curitibanos como resolução de Ano Novo seguir a lição das Araucárias, as árvores cujas sementes dão nome a cidade de Curitiba, “muito pinhão” em tupi.

Poucos sabem que os pinhões que frutificarão no próximo ano, a partir de abril, começaram a se formar há três anos, gestados nas ramas altas das araucárias. Assim também é o processo de Consciência política.

Cada geração carrega consigo a experiência, as alegrias e as dores da geração anterior. Cada ano precisamos aprender com as lições – mesmo as mais amargas – do ano que passou.

E assim também acontece com as eleições. Cada eleição se faz com a Consciência, ou a Inconsciência, da última eleição. É imperioso cultivarmos a boa Consciência, o senso de Justiça.

Curitiba é a capital da Operação Lava Jato, que espantou o Brasil este ano, derrubando os poderosos de seus tronos, colocando no presídio de Pinhais, empresários e políticos, notórios corruptos — ainda que não todos.

2015 foi um ano duro e difícil. Em Curitiba, 2015 começou com a desintegração da RIT, Rede Integrada de Transporte Metropolitano, desmanche da obra urbanística que permitia às pessoas irem e virem, entre a capital e a Região Metropolitana, pagando uma só passagem em múltiplos trajetos.

Espantou, em véspera de Carnaval, com os Deputados Estaduais, pró Beto Richa, seguindo para votação em camburão policial, sob vexaminosa vaia da multidão de funcionários públicos tungados.

2015 prosseguiu com o fechamento da FAS-SOS, o espaço da Prefeitura para resgate social, Socorro aos Necessitados, na rua Conselheiro Laurindo.

Fato que promoveu a caótica situação de 4 mil moradores de rua, pernoitando dentro das estações tubo, sob marquises, ou abandonados na umidade das calçadas desta chuvosa Curitiba.

Explodiu, a 29 de abril, com i

23 de dezembro de 2015
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Coluna do Rafael Greca: Como é bonito o Natal do Brasil

Rafael Greca*

No final da Primavera, às portas do verão, a chuva benfazeja derrama-se sobre as matas nativas e torna tudo mais verde e mais novo.

O Natal do Brasil tem o travo verde da folha madura. Da folha nova que trás a esperança e a renovação.

Não dá para invejar o “White Christma’s” do hemisfério norte, imersos no verde absoluto das florestas do Brasil. O Paraná, neste ano de tantas chuvas, está com o verde musgo tão profundo quando o que aninhava os druidas de Avalon na longínqua Inglaterra.

O Natal do Brasil, percebo no jardim sob as araucárias em São Rafael das Laranjeiras, é pra espantar todo mau olhado, toda desesperança, toda tristeza.

É a verdadeira festa deste Jesus que diz a seus filhos: + Vinde a Mim vós todos que estais sobrecarregados que Eu vos aliviarei. Eu vos darei o Poder de serem chamados “Filhos de Deus”.

Com fé, vamos largar para trás tudo de ruim que passou, olhar pra frente:alegria e novas energias.

“És precária e veloz Felicidade. Custas a vir e, quando vens, pouco demoras. Pra te medir os homens inventaram o tempo, pra tentar te aproveitar eles criaram as horas”…recordo o soneto da imortal Cecília Meireles.

É genial esta ideia de dividir em frações o tempo, criar portais que sinalizem os anos de vida, as nossas voltas dadas em torno do sol.

A Sabedoria dos egípcios e dos gregos já definiu assim a liturgia da festa do Solis I

16 de dezembro de 2015
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Coluna do Rafael Greca: As alianças do casamento Fruet-PT foram compradas na joalheria OAS?

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Rafael Greca*

O prefeito Gustavo Fruet (PDT) está uma onça com sede. Mas não com sede de água. Uma onça com sede de outras onças. Das onças que ornamentam a nota de 50 reais.

Na contramão da economia popular, sem justificativa técnica, a toque de caixa, sem a devida audiência pública, Fruet criou e aprovou na Câmara dos vereadores mais nove novas taxas na cidade: 1.Taxa de Bloqueio de Estacionamento para Obras e Mudanças; 2.Taxa de Bloqueio Parcial de Calçada; 3. Taxa de Bloqueio em Faixa de Via Pública; 4. Taxa de Trânsito Especial; 5.Taxa de Caçamba; 6.Taxa Valet Park; 7. Taxa Operação Escola; 8. Taxa de Operação de Igreja; 9. Taxa de Eventos.

E, como se já não bastasse, no dia de fúria arrecadadora Fruet aumentou em 18% a Taxa de Iluminação Pública, no segundo aumento deste ano. Voracidade espantosa.

Taxas e multas de R$47,65, R$ 68,73, de R$ 68,73, R$ 99,23, de R$ 120,31, de R$ 164,80, de R$ 193,89, multiplicadas por Vagas de Estar que se cancelam temporáriamente, ou por horas trabalhadas de agentes públicos.

Taxas e multas que dificultarão a congregação religiosa; levantarão barreiras burocráticas contra a participação social; e encarecerão o preço dos serviços de logística, do embarque e desembarque, e que assim vão impactar no já combalido bolso dos consumidores, no seu bolso, por consequência.

Da taxa de eventos, nem procissão escapa. Seja Corpus Christi, seja Marcha para Jesus, seja Lavagem do Rosário em dia de Consciência Negra.

Pelo visto, lido e escutado, Fruet ainda não pensou na criação da Taxa para Ocupação de Calçadas e Marquises e Estações-tubo do morador abandonado pela abandonada F.A.S. fechada; nem a Taxa para Traficante de Crack e Drogas Sintéticas nas dezenas de centenas territórios liberados entregues ao descaso; nem a Taxa do Churrasquinho e das Batas Fritas nas Praças que enc

9 de dezembro de 2015
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Coluna do Rafael Greca: “Fruet, se está difícil, deixa que eu faço”

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Rafael Greca*

Não existe tempo ruim pra ser prefeito de Curitiba. Quem diz que “administrar Curitiba é receber uma herança maldita”, não merece administrar Curitiba. Nossa cidade não pode ser resumida a medida da frustração e do infortúnio. Não aceito ver tudo encolher em Curitiba.

Acostumado à grandeza generosa de nossa amada Cidade e da minha boa gente curitibana; conhecedor da gloriosa trajetória de Curitiba em seus mais de 300 anos de existência; e tendo conseguido boa resposta a todos os desafios da minha gestão de prefeito (1993-1996) — quando devolvi uma Curitiba maior, melhor e mais bela do que recebi — não aceito ver tudo encolher em Curitiba.

Encolheu a oferta de vagas para pessoas em situação de risco de rua. Fecharam sem justificativa a FAS-SOS, a Fazenda Solidariedade, a Casa da Acolhida e do Regresso, o Linhão Sopão, o Vale Vovó, nossos Restaurantes de R$ 1. Resultado: hordas de desvalidos arrastam-se pelas marquises, acampam nos gramados das praças.

Encolheu a limpeza pública. Já não se fazem mutirões Tudo Limpo. E cortaram o serviço de desratização. Resultado: os desmanches e terrenos baldios cheios de lixo proliferam nos 75 bairros; e a cidade foi tomada por roedores de todas as estirpes.

A prefeitura deve estar esperando a importação de algum flautista de Hamelin, para nos livrar da maldição dos ratos; ou de algum guitarrista de Medellín, para nos livrar dos crackeiros.

Bueiros fedem a esgoto sanitário. Os calçadões a mijo seco. E até o mosquito Aedes Egypt já nos manda lembranças, trazendo nas suas asas o mal da Dengue, da Xincungunha e da microcefalia.

Pra combinar com o Brasil do PT, será que vamos mudar o nome do Conjunto Oswaldo Cruz para Conjunto do Mosquito? Devemos trocar a antiga glória do sanitarista por um problema de saúde pública que não conseguimos resolver?

Encolheu também a autonomia municipal, quem controla tudo é o ICI; controla até os códigos fonte de lançamento de impostos, enquanto a Prefeitura aceita passivamente tamanha irregularidade chumbada pelo TCE — a organização particular prestadora de servi

2 de dezembro de 2015
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Coluna do Rafael Greca: Não existe área calma onde ronca a motosserra

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Rafael Greca*

Três imagens recentes traduzem bem a desorientação do atual prefeito de Curitiba.

A primeira, o massacre das magnólias da Inácio Lustoza, derrubadas cruelmente pela prefeitura.

A segunda, o outdoor-pegadinha dos deficientes, narcisismo da infrutífera gestão publicitária municipal — que chamou mais atenção para a campanha que para o problema, feriu o CONAR, recebeu nota negativa da OAB-PR e foi rejeitado, como “brincadeira de mau gosto”, pelas sérias entidades que lutam com o devido respeito e cuidado pela inclusão dos nossos irmãos deficientes.

defic

E a terceira, a mal ensaiada jogada de rompimento do prefeito com o queimado PT na véspera da eleição, para escapar da ira de uma Cidade capital da Lava-Jato.

Sobre a primeira, disse o seguinte: não existe área calma onde ronca a motosserra. Foi o pensamento que saltou-me diante da cena terrível das perfumadas magnólias massacradas na rua onde fui menino, rua da casas de meus pais e meus avós,a rua Inácio Lustoza.

A troca do perfume de magnólias centenária pelos abusivos radares Consilux — máquinas mortas da indústria da multa, metálicas, sem folhas, sem perfume, sem viva natureza — desencadeou na consciência curitibana uma revolta e um processo de reflexão: a que ponto chegamos?

Que inconsciência é esta que desadministra Curitiba, capital que consagrou a área verde como princípio urbano?

arvores

Que tipo de gente co

25 de novembro de 2015
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Coluna do Rafael Greca: Curitiba, a Luz e o apagão

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Rafael Greca*

Na mesma semana que a Prefeitura anunciou “melhorias” na iluminação pública, por ironia denunciadora, Curitiba ficou sem luz nas ruas centrais.

Apagou, por exemplo, a rua de São Francisco, no Centro Histórico, uma das ruas mais antigas da cidade, uma das primeiras, senão a primeira, a receber o essencial serviço de iluminação pública.

Foram cinco dias sem luz e um com a iluminação oscilando: terça,17, no escuro; quarta,18, no breu; sexta, 20, no escuro ; sábado, 21, no breu; domingo, 22, no escuro; na quinta,19, no pisca-pisca, a luz piscava, ia-se e voltava.

Não venha a Prefeitura anunciar, no festim de desculpas esfarrapadas e debochadas que financia nas redes sociais, que o apagão-pisca-pisca na rua de São Francisco foi algum tipo de decoração natalina. Paciência tem limites.

Assim como a comunicação social de uma prefeitura, iluminação pública é coisa muito séria para ser levada no deboche, na galhofa, em tom descompromissado de quem força a risada para fugir da responsabilidade.

Lá na São Francisco, o comércio local fechou em desalento. Bares, restaurantes, pizzarias, teatros e lojas fecharam mais cedo, perderam movimento, perderam clientes, ficaram sem faturar. Os moradores viveram noites de medo. E os agentes da insegurança pública imediatamente ocuparam o território liberado.

Se a rua às claras já inspira cuidados, sem o devido policiamento; às escuras, no breu, ficou como o diabo gosta: embriagados e drogados multiplicaram-se. Paisagem de pane e pânico.

Quem se aventurou a ligar para o telefone 156 — telefone de reclamações da Prefeitura — ouvia: “a culpa é da Copel”. A boa notícia: ninguém engoliu mais essa mentira. Dentro das casas havia luz. Só faltava energia na rua.

A iluminação pública é atribuição da Prefeitura Municipal, que cobra para tal uma taxa lançada junto ao talão de IPTU. Seria culpa da Copel se a rede elétrica de todo o centro histórico tivesse caído. Mas, como já falamos, havia luz nas residências.

Esta cena de luminárias e postes apagados, nos remete à indesejável memória da sexta-feira, 9 de outubro, quando a curitibana Maria Ferreira Ribas, de 59 anos, ficou gravemente ferida, com traumatismo craniano, depois de ser atingida por um poste enferrujado da esquina da Rua 15 com João Negrão.

Os postes enferrujados ainda estão em corrosão, 152 ao todo, feitos por mim quando prefeito em 1993, para iluminar no

18 de novembro de 2015
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Coluna do Rafael Greca: O rio Iguaçu pede o seu voto e a sua luta

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Rafael Greca*

No começo da povoação de Curitiba, entre 1693 e 1721, ficou definido, por postura da Câmara Municipal, que o abastecimento de água pura seria por nascentes e junto ao vale do rio Ivo. E no rio Belém, pobrezinho, acabariam despejadas as águas servidas. Começava a contaminação do rio Iguaçu.

Até 1870, o abastecimento de água potável da cidade dava-se por quatro fontes, então chamadas “Cariocas”.

Foi quando a Câmara Municipal decidiu instalar um chafariz em ferro lavrado, no então chamado Largo da Carioca da Cruz, ou Largo da Ponte do rio Ivo. Equipamento utilíssimo abençoado pelo padre Agostinho Machado Lima no dia 8 de setembro de 1871, durante a festa da padroeira da cidade, Nossa Senhora da Luz dos Pinhais.

Em 1883, postura municipal proibiu fossas abertas para receber efluente de esgoto. Começavam as preocupações com a higiene e o correto saneamento.

Em 1888 foi contratada  empresa sanitária para remover dejetos das fossas. Surgiu o carroção limpa fossas, dirigido por posudo italiano, “il signore Casagrande”, que o povo logo apelidou de “Barão da Merda”. Isto porque vestia fraque e cartola nas rédeas de seu carroção de barricas de madeira repletas de dejetos.

A água encanada só chegou a Curitiba em 1909, com o reservatório do Alto de São Francisco, a partir do encanamento, com canos de ferro belga — desde Piraquara — dos chamados “Mananciais da Serra”. Em um ano da companhia de águas e esgotos já somava ligações em 1.148 casas de família com o serviço.

Em 1917 a companhia de saneamento foi encampada pelo Governo do Estado, que faz vultuoso empréstimo em libras esterlinas para melhoramentos.

Em janeiro de 1963, o governador Ney Braga criou a Sanepar, Companhia de Saneamento do Paraná, que recebeu outorga de exploração dos serviços na capital, do então prefeito Ivo Arzua Pereira.

A grande Curitiba, a capital e sua região metropolitana cresceu e espraiou-se no planalto, esplêndido berço do rio Iguaçu. O “Y Guaçu”, Rio Grande, na linguagem dos índios.

A região tem perto de 5 mil nascentes, córregos, arroios. Não vale xingá-los de valetões. Todos alimentam os rios que formam o Iguaçu: Piraquara, Iraí, Palmital, Atuba, Tarumã, Bacacheri, Juvevê, Belém, Ivo, Barigui, Passaúna, Miringuava, rio Verde, entre outros cursos d’água.

Chuvas intensas localizadas sempre provocam grandes e inesperadas cheias. Na falta de células e c