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14 de maio de 2014
por esmael
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Lula defende nova Lei de Mídia no Brasil: “Código é de 1962”

do Brasil 247
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva avançou na defesa de uma nova legislação para regular o funcionamento dos meios de comunicação de massa, a chamada Lei de Mídia, ou de Meios. Até o discurso feito ontem na abertura do 2!º Encontro Nacional de Diários do Interior, em Brasília, o ex-presidente sempre fora um crítico do noticiário dos veículos da mídia nacional, de perfil tradicional e familiar, mas não havia deixado tão claro o quanto considera importante mudar a legislação do setor.

– O Código de Telecomunicações é de 1962, quando não havia nem televisores no Brasil, mas televizinhos, como diz o Franklin Martins, divertiu-se o ex-presidente diante da plateia. Além do ex-ministro da Secretaria de Comunicação, principal incentivador de uma Lei de Mídia dentro do governo e do PT, Lula também citou o ex-secretário-geral da Presidência Luiz Dulci, defensor da mesma posição.

– Uma das mudanças mais importantes que fizemos nestes 11 anos foi democratizar o critério de programação da publicidade oficial, afirmou Lula. Em seguida, fez uma comparação de causar impacto:

– Quando chegamos ao governo, a publicidade oficial era veiculada em anunciava em 249 rádios e jornais. Em 2009, o governo federal já estava anunciando em 4.692 rádios e jornais de todo o país, cotejou.

Lula frisou que considera completamente distorcidas as coberturas jornalísticas feitas pela “mídia nacional” sobre, sem exceção, todos os programas de inclusão social de sua gestão e da presidente Dilma Rousseff. Iniciando pela história da implantação do Fome Zero, Lula assinalou que viu os jornais de maior circulação e as principais emissoras de televisão !“ sem citar o nome de nenhum veículo, empresa ou família detentora !“ atacarem, desdenharem, criticarem, encobrirem e não reconhecerem os resultados das seguintes ações de governo: Luz Para Todos, Mais Alimentos, Mais Médicos, Minha Casa, Minha Vida, ProUni, Reuni, Fies, o Samu e, ainda, o BNDES. Ufa!

Para cada programa, citou lembranças de como vem sendo a cobertura nos jornalões e resgatou que as maiores agências de publicidade criticam o governo quando verbas foram redivididas:

– Reclamaram quando o Luiz Dulci incluiu a imprensa regional na programação de publicidade do governo federal.

E reclamaram ainda mais quando o Franklin Martins aprofundou a política de democratização da publicidade, abrangendo as empresas estatais, sublinhou.

Lula prosseguiu:

– Diziam (as agências) que para falar com o Brasil bastava anunciar nos jornais de circulação nacional e nas redes de rádio e TV. Hoje é fácil ver como estavam errados, pois a imprensa regional está cada vez mais forte. São 380 diários que circulam 4 milhões de exemplares por dia, de acordo com os dados da ADI-Brasil.

Antes da íntegra do pronunciamento de Lula, que já reacendeu o debate sobre uma Lei de Mídia, um dos pontos altos do discurso ao 2!º Encontro dos Diários do Interior:

– Os grandes jornais nunca deram valor ao Luz Pra Todos, mas quando o programa supe