4 de junho de 2016
por Esmael Morais
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Tucano relator do impeachment de Dilma recebeu propina em Minas

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Jorge Bernardi (REDE), em sua coluna deste sábado (4), observa que as delações em crimes do colarinho branco são demais seletivas. Ele lembra que o primeiro grande delator da Lava Jato, Alberto Youssef, protegeu alguns políticos do Paraná. Segundo o colunista, até mesmo as gravações do ex-senador Sérgio Machado (PSDB), bem como os executivos da Odebrecht e OAS, foram seletiva porque também protegem políticos em suas delações. Dentre as delações mais graves, que não prosperaram, ainda de acordo com Bernardi, é aquela contra o ex-governador e Minas e atual senador Antonio Anastasia (PSDB). “O doleiro Alberto Youssef chegou a entregar o senador Anastasia, relator do processo de impeachment da Presidenta Dilma, como beneficiário de uma propina de R$ 1 milhão de reais. A denúncia não foi em frente”, registra. Abaixo, leia, ouça, comente e compartilhe o texto: Leia mais

29 de agosto de 2015
por Esmael Morais
7 Comentários

Coluna do Jorge Bernardi: “Ligações perigosas” – Governo Aécio, construtoras da Lava Jato e o Paraná

Jorge Bernardi*

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Tudo começou em Minas e é para Minas que tudo vai voltar. Foi assim com o mensalão, inventado pelo governador tucano Eduardo Azeredo (PSDB), operado pelo publicitário Marco Valério. O “Mensalão Mineiro” ainda não deu em nada. Os acusados estão livres, leves e soltos. Já pelo Mensalão do PT, Valério cumpre 37 anos, 5 meses e 6 dias de prisão.

Em 2007, segundo governo de Aécio Neves (PSDB), teve início a construção Centro Administrativo de Minas, projeto de Oscar Niemayer. A época, Aécio andava próximo de Lula e chegou a ser acusado de ter feito corpo mole na campanha presidencial de Geraldo Alckmin (PSDB) de 2006.

O empreendimento foi apontado pelo governador tucano como “a maior obra de engenharia civil em execução na América Latina”. O custo previsto de R$ 900 milhões de reais no final dobrou chegando a R$ 1,7 bilhão (R$ 2,4 bilhões atualizados em 2015 pelo IGP-M).

Denominado de “Cidade Administrativa de Minas”, a obra foi dividida em três lotes, e executada por três consórcios.

LOTE 1 (Consórcio)

LOTE 2 (Consórcio)

LOTE 3 (Consórcio)

Camargo Correa

Odebrecht

Andrade Gutierrez

Santa Barbara

OAS

Via Engenharia

Mendes Júnior

Queiroz Galvão

Barbosa Mello

Das nove empreiteiras que compunham os consórcios seis (em negrito) estão sendo processadas no Lava Jato. O Ministério Público de Minas chegou a investigar a formação de cartel e fraude a licitação, sem resultado algum.

Se estas construtoras corromperam na Petrobras, será que também não houve corrupção em Minas? O sucessor de Aécio, atual senador Antônio Anastasia, está sendo acusado de ter recebido, de um operador de Youssef, R$ 1 milhão.

Estranho nesta história envolvendo empresas do Lava Jato é que a então secretária de Administração da Prefeitura de Curitiba, Dinorah Nogara (gestão Ducci), atual secretária Estadual de Administração de Beto Richa (PSDB), coordenou projeto para construir o Centro Administrativo de Curitiba, aos moldes do de Minas, projeto de Niemayer.

Dinorah foi citada na Operação Voldemort, que investiga fraudes em licitações de oficinas mecânicas tendo como pivô Luiz Abi, primo do governador do Paraná. Ela conseguiu, no Tribunal de Justiça do Paraná, anular o processo alegando foro privilegiado.

A esperança dos brasileiros é que a Policia Federal e os Procuradores da República, comandados por Delton Dallagnol, consigam encontrar o fio de Ariadne para desvendar o mistério e as ligações perigosas do Governo Aécio com as Construtoras da Lava Jato e a tentativa da construção do Centro Administrativo de Curitiba.

Se foi em Minas onde tudo começou, é aqui no Paraná que o enigma está sendo decifrado.

*Jorge Bernardi, vereador de Curitiba pelo PDT, é advogado e jornalista. Mestre e douto Leia mais