13 de novembro de 2015
por admin
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Indústria da multa atua sem contrato na “área calma” de Gustavo Fruet

A novela da área calma de Curitiba teve mais um capítulo surreal nesta semana. Não pela restrição da velocidade em si, mas pelo ímpeto da administração municipal em implantar o programa mesmo sem ter condições e infraestrutura para isso.

Como todos sabem, a Prefeitura de Curitiba não tem contrato com a empresa Consilux, que é dona dos radares utilizados no trânsito da cidade.

A confusão começou em 2011, quando o programa Fantástico da Rede Globo veiculou reportagem apontando a existência de uma máfia da indústria da multa em diversos pontos do País, que manipularia licitações, pagando propina para obter contratos com prefeituras para a operação de radares e lombadas eletrônicas. Entre as envolvidas estaria a Consilux, que desde 1998 mantém contratos com a Prefeitura de Curitiba.

Devido à divulgação das denúncias e à repercussão nacional do caso, o então prefeito Luciano Ducci (PSB) havia determinado a suspensão do contrato com a Consilux, anunciando a “estatização” de radares e lombadas, o que de fato não se concretizou.

Para resumir a história, a Prefeitura paga até hoje mensalmente, em caráter emergencial, para a tal Consilux pela utilização dos radares. E são 16 desses aparelhos da Consilux que estão sendo instalados na dita “área calma”.

A primeira pergunta que surge é por que a Prefeitura simplesmente não faz uma nova licitação? Já se passaram quatro anos desde o rompimento e a Consilux continua atuando e faturando às custas das multas aplicadas nos curitibanos.

O advogado especialista em trânsito, Marcelo Araújo, chama atenção para um outro detalhe bizarro: quem está fazendo a mudança desses aparelhos? Não se trata de uma operação simples.

O jornal Gazeta do Povo publicou ontem (12) foto de um trabalhador, identificado na legenda como funcionário da Prefeitura de Curitiba,  instalando um dos radares. Mas é difícil acreditar que o poder público municipal tenha servidores com conhecimento téc

22 de setembro de 2015
por admin
19 Comentários

Coluna do Marcelo Araújo: ‘Área Calma’ em Curitiba, novidade ou engodo?

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Marcelo Araújo*

Hoje não poderia ser outro o assunto: Área Calma de Curitiba. E ao final do texto haverá duas conclusões possíveis: ou nosso prefeito é extremamente inteligente, perspicaz e manipulador ou é um retardado.

Se ele de fato acredita piamente que inventou uma coisa nova ele é retardado, por pensar que está retardando a velocidade. Se ele sabe que não inventou nada e mesmo assim conseguiu uma manchete na Gazetona de sábado com metade da primeira página, mais um artigo na página 2 do mesmo periódico e colocou uma população inteira discutindo a invenção da roda, o cara é esperto.

Vamos analisar friamente: todas as vias do polígono chamado de Área Calma é de vias coletoras ou vias locais, conforme definição do anexo I do Código Brasileiro de Trânsito (CTB) por sua característica de distribuição numa região da cidade. Pelo artigo 61 do CTB, quando não há sinalização regulamentadora de velocidade, nas vias coletoras a velocidade será 40Km/h e nas locais 30Km/h. A via local é aquela destinada apenas ao acesso local ou áreas restritas, como o caso da Rua Monsenhor Celso embaixo do focinho da Gazeta, e que não tem saída para a Pedro Ivo. Portanto, em vias como essa a velocidade não reduziu nem se manteve, ela aumentou!

O substrato para implantação da Área Calma seria o número de acidentes com pedestres, atropelamentos que resultam l