4 de maio de 2018
por Esmael Morais
Comentários desativados em Gleisi: ‘Veja ou mente ou comete crime’

Gleisi: ‘Veja ou mente ou comete crime’

A presidenta nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, foi benevolente ao deixar duas opções acerca da matéria de capa da Veja, detalhando a cela do ex-presidente Lula: “se não é mentirosa é, no mínimo, criminosa”. São as duas coisas juntas, maximizadas, cara parlamentar. ... 

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6 de setembro de 2014
por Esmael Morais
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Capa da Veja é a “bala de prata” das eleições de 2014?

via Brasil 247

A capa da revista Veja deste fim de semana, que traz a delação premiada do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, tem a mesma estratégia !“ e até a estética, com fundo vermelho !“ já usada com Marcos Valério, em setembro de 2012. O objetivo da “edição memorável”, como chama a própria publicação em carta ao leitor, é fazer com que o escândalo atual tenha, no imaginário nacional, o mesmo peso do chamado mensalão e mude o rumo das eleições de 2014.

Costa, que foi preso duas vezes durante investigação da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, começou a falar na sexta-feira 29, depois de um acordo de delação premiada com a Justiça para diminuir sua pena. Os depoimentos têm sido longos, os primeiros de cerca de quatro horas, relatou ontem o serviço Broadcast da Agência Estado. De um homem eficiente a todos na diretoria de Abastecimento e refino da petroleira entre 2004 e 2012, Costa contou temer, quando soube que a delação estava sendo noticiada na imprensa, ser uma espécie de ‘arquivo vivo’.

O esquema partia de grandes empresas !“ a maior citada por ele é a Camargo Corrêa !“ que, para fechar contratos milionários com a Petrobras, transferiam parte do lucro a funcionários da estatal, a partidos da base do governo e a políticos. Estes, antes de receber, tinham o dinheiro lavado por doleiros. Por envolver nomes que, na Justiça, teriam foro privilegiado, o assunto passou a ser acompanhado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Nas mais de 40 horas de depoimento à  Polícia Federal, Paulo Roberto Costa menciona, segundo a revista, governadores, como Sergio Cabral (PMDB), ex-governador do Rio, Roseana Sarney (PMDB), atual governadora do Maranhão, e o falecido Eduardo Campos (PSB), ex-governador de Pernambuco; seis senadores, o ministro Edison Lobão, de Minas e Energia, e pelo menos 25 deputados federais como parte do esquema. Nesta sexta-feira 5, a imprensa divulgou que o número de deputados poderia chegar a 62.

Entre os deputados estão Cândido Vanccarezza (PT-SP) e João Pizzolatti (PP-SC); entre os senadores, Ciro Nogueira (PP-PI) e Romero Jucá (PMDB-RR). O ex-ministro das Cidades e ex-deputado federal Mário Negromonte, do PP, é citado como destinatário da propina.

O texto de Veja compara o esquema atual com o chamado mensalão !“ “lembrará em muito outro grande escândalo recente da política” !“ e envolve o ex-presidente Lula, que teria conversas diretas com Paulo Roberto Costa. A verdade é que, como um diretor importante da maior estatal do País, nada há de anormal em tratar com o presidente da República. E apesar dos depoimentos, nenhuma prova do envolvimento dos políticos mencionados foi apresentada até aqui.

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22 de fevereiro de 2014
por Esmael Morais
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Veja descobre que Brasil em tempos de PT não acabou e pede: Sorria!

do Brasil 247
A capa deste fim de semana da revista Veja surpreende um leitor acostumado a receber da publicação, quase sempre, uma imagem negativa do País. Veja pede ao leitor que sorria. E mais: afirma que existem bons empregos à  frente. Num país em pleno emprego, que fechou janeiro com a menor taxa de desocupação da história, com apenas 4,8% das pessoas em idade ativa fora do mercado do trabalho, Veja se curva ao óbvio: o Brasil vai bem, obrigado.

O que não significa, porém, que a Editora Abril, que edita Veja, esteja em boa saúde. Ao contrário. Mergulhada em profunda crise financeira, a empresa da família Civita colocou à  venda sua “galinha dos ovos de ouro”, a Abril Educação, que reúne sistemas de ensino e escolas de inglês como o Red Balloon e a Wise Up – esta última, comprada por valores exorbitantes, é uma das causas da crise. Com esses recursos, a Abril pretende socorrer suas divisão de revistas, que sofre com a migração da publicidade de meios impressos para publicações digitais.

Com a capa desta semana, Veja transmite uma mensagem ao poder. Talvez, uma bandeira branca, ao reconhecer que a situação econômica do País não é desastrosa como foi pintado em capas recentes da revista – quem não se lembra, por exemplo, da célebre “Dilma pisou no tomate”?

O esforço de diplomacia é uma das estratégias de Fábio Barbosa, executivo que comanda a gestão da empresa. Recentemente, ele foi a Brasília e pediu ajuda de bancos oficiais para uma operação que ajudaria a recuperar a saúde financeira da companhia. A resposta foi negativa. Ao que tudo indica, a Abril terá que se virar com as próprias pernas.

Mas há uma clara inflexão editorial nas páginas de Veja, cujo objetivo parece ser o de transmitir sinais de uma possível pacificação. O que se torna ainda mais necessário num momento em pesquisas mostram o enfraquecimento das revistas num mundo em que as pessoas se informam cada vez mais por outros meios – especialmente a internet.

Fábio Barbosa estendeu a bandeira branca. Resta saber se será atendido e até quando irá durar a trégua.

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