8 de Fevereiro de 2016
por admin
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Artigo: População de rua diz não ao ‘camburão social’ em Curitiba

Milton Alves*

Nos últimos dias um polarizado debate sobre como lidar com o grave problema social dos moradores de rua, ou população em situação de rua, mobilizou segmentos empresariais, o poder público, entidades de assistência social e defensores dos direitos humanos.

Curitiba, como toda grande metrópole do país e do mundo, tem um contingente expressivo de pessoas em situação de rua. Segundo projeção do Movimento Nacional da População em Situação de Rua (MNPR), há de quatro a cinco mil pessoas que vivem nas ruas da capital paranaense. A Fundação de Assistência Social (FAS) não tem uma estimativa sobre o número de pessoas nessa condição.

A questão é de difícil solução e demanda arranjos variados e diálogos transversais com toda a sociedade. Propostas simplistas ou soluções de força como a retirada compulsória dos moradores de rua não resolvem o problema e reforçam o preconceito e a exclusão.

A abordagem, por exemplo, divulgada pela Associação Comercial do Paraná peca pelo imediatismo e conservadorismo, na medida em que apela para uma solução de tipo higienista, excludente e ultrapassada.

Na semana passada ocorreu uma reunião entre a FAS, representantes do empresariado, Ministério Público e outras entidades do poder público, sem dúvida um diálogo importante, mas é preciso envolver nesse debate os afetados diretamente pela questão, os moradores de rua e organizações com atuação na área da assistência social.

Segundo informou o site da Fundação de Assistência Social: “Durante a reunião, a FAS também apresentou as novas estratégias que serão adotadas ainda no primeiro semestre de 2016. Além do Atendimento Social Avançado (ASA),