Blog do Esmael

A política como ela é em tempo real.

14 de setembro de 2015
por esmael
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Artigo especial de Roberto Requião: Crise econômica, impasse e colapso da Nova República

por Roberto Requião*

A crise de 2008 foi muito grave, mas o governo brasileiro conseguiu evitar que a população sofresse suas consequências por 7 anos. Por todo esse período os salários e o emprego subiram continuamente. Isso foi especialmente difícil porque o governo não quis desobedecer aos princípios macroeconômicos básicos instituídos pelo governo FHC: a autonomia do Banco Central e a hegemonia das finanças sobre as determinações centrais da política econômica através do Tripé: câmbio flutuante, meta de inflação e de superávit primário.

Tripé: a máquina que cria e legitima os juros indecentes

Nenhuma das metas do Tripé está relacionada a emprego e crescimento. Portanto, só por acaso poderia levar a eles. Na prática isso só pode acontecer, quando o dólar está em processo de valorização nominal. Caso contrário, as metas de inflação e superávit primário são tão exigentes, para a situação econômica brasileira, que a única forma de atendê-las é com os juros muito altos e recorrentes arrochos fiscais. O Tripé é assim a justificativa, o instrumento e legitimação para os juros surrealistas brasileiros.

A inflação brasileira é naturalmente mais alta do que nos países desenvolvidos em razão da elevada indexação da economia, especialmente dos serviços públicos privatizados, da renda mal distribuída – que leva à necessidade de reajustes salariais acima da inflação – e da baixa competitividade externa da indústria levar o câmbio a recorrentes desvalorizações.

Assim, a menos que o câmbio nominal esteja em permanente valorização – como no período Lula, por causa do aumento dos preços das commodities – a inflação estará sempre próxima do limite da meta. Por isso os juros estarão sempre em elevação ou altíssimos, mesmo com a economia estagnada ou em recessão. Consequentemente, a arrecadação de impostos crescerá pouco e o governo perderá o poder de fazer política fiscal para estimular a economia.

No gráfico abaixo, as barras verdes mostram a grande diferença entre o governo Lula e Dilma, a valorização cambial no primeiro, representada pelas barras para baixo e a desvalorização na segunda, representada pelas barras para cima.

grafico1

Nesse contexto, o governo dependerá apenas dos humores do setor privado para estimular a economia. Chama-se isso de política econômica pró-cíclica, quando o governo não tem capacidade de retirar a economia da recessão ou estagnação.

Market Friendly?

O governo Lula nunca afrontou as altas finanças. Dilma chegou a afrontá-las em alguns momentos, além do conhecido esforço de reduzir as taxas de juros entre 2011 e 2012. E foi só por isso que conseguiu evitar que a crise atingisse os salários e os empregos. Ao menos até dezembro de 2014.

É preciso admitir que foi fundamental a ajuda dos chineses, nos primeiros 4 anos da crise internacional, quando sustentaram o preço das commodities com sua política de investimento em infraestrutura.

Porém, desde 2012, o preço das commodities está caindo e já atingiu os menores valores em 10 anos. Apesar disso, o governo Dilma, com políticas heterodoxas, conseguiu blindar por alguns anos o salário e o emprego das consequências desse processo e, assim, pôde vencer as eleições do ano passado.

A ajuda fundamental do BNDES

Só escapamos de uma crise econômica por causa do BNDES. Sem ele, o Tripé teria colocado a economia brasileira em depressão ainda em 2008, por limitar o governo a fazer política contra cíclica.

A resposta dos EUA, Europa, Japão, China e outros emergentes à crise foi invariavelmente déficit público muito elevado e política monetária heterodo

14 de outubro de 2013
por esmael
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Em reunião secreta com empresários, Marina ressuscita agenda neoliberal de FHC

A um seleto grupo de empresários paulistas, Marina Silva defende agenda neoliberal de FHC e adota tom conciliador em temas caros à  ex-ambientalista como maior agilidade em licenciamento a empreendimentos; segundo reportagem do Valor, jornal das Organizações Globo e Folha de S. Paulo, a nova socialista! propõe ao país adoção de superávit primário, câmbio flutuante e metas inflacionárias; para levantar esse tripé! econômico o país precisaria abrir mão do pleno emprego atual e criar estoque (desemprego) de mão-de-obra para alimentar o volátil mercado; Marina e Eduardo Campos, do PSB, querem substituir Aécio Neves e José Serra, por isso tentam ganhar a confiança de boa parte do PIB nacional que não tolera as políticas públicas do governo petista.

A um seleto grupo de empresários paulistas, Marina Silva defende agenda neoliberal de FHC e adota tom conciliador em temas caros à  ex-ambientalista como maior agilidade em licenciamento a empreendimentos; segundo reportagem do Valor, jornal das Organizações Globo e Folha de S. Paulo, a nova socialista! propõe ao país adoção de superávit primário, câmbio flutuante e metas inflacionárias; para levantar esse tripé! econômico o país precisaria abrir mão do pleno emprego atual e criar estoque (desemprego) de mão-de-obra para alimentar o volátil mercado; Marina e Eduardo Campos, do PSB, querem substituir Aécio Neves e José Serra, por isso tentam ganhar a confiança de boa parte do PIB nacional que não tolera as políticas públicas do governo petista.

à€s vezes os cadernos especializados em economia revelam exatamente o que pretendem os políticos para o país. No caso de Marina Silva, segundo o Valor Econômico desta segunda (14), defende uma marcha à  ré rumo aos tempos de FHC. Leia mais