Blog do Esmael

A política como ela é em tempo real.

8 de abril de 2015
por esmael
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Coluna do Reinaldo Almeida César: “Capa e sunga vermelha não resolvem problema na segurança pública”

Reinado Almeida César*

Na semana passada, ao estrear aqui, no Blog do Esmael – este ambiente democrático que acolhe, como poucas vezes visto na imprensa do Paraná, um amplo espectro de diferentes opiniões e de múltiplos pensamentos, agregando gregos e baianos – cometi uma falha, daquelas que se costuma dizer imperdoável.

É que na ânsia de participar deste estimulante espaço de ideias, com os dedos tamborilando sem parar no teclado, acabei não dizendo aos prezados leitores, afinal de contas, a que vim.

Em outras palavras, não registrei o que, sem descabida pretensão, imagino poder contribuir ao lançar aqui, semanalmente, algumas de minhas percepções.

O tema da segurança pública toca a todos nós.

Como já disse e escrevi algumas vezes, uma pessoa pode nascer e morrer sem ter pisado um só dia numa sala de aula de escola pública, nem ter sido medicado em posto ou hospital da rede pública, com uma aspirina que fosse.

Não falo de mim, devo tudo ao ensino público, onde fui alfabetizado e, anos depois, colei grau em Direito. Sou orgulhoso filho de professora aposentada da rede estadual. Sou da geração que se vacinava e se consultava em postos de saúde da rede pública. Nasci em hospital público.

Falo do Brasil, triste realidade. Falo do mercantilismo do ensino e da privatização sem limites na saúde.

Enfim, realidade por todos conhecida.

Mas, volto ao tema.

Mesmo quem nunca ouviu a doce voz de uma professora pública ou a boa orientação de um médico público, precisará das forças de polícia.

Segurança pública não é melhor nem mais importante que educação, saúde e outras políticas públicas. Mas ela é, sem dúvidas, o único serviço verdadeiramente universal, dirigido a todos indistintamente.

Só o Estado tem o monopólio da força. Polícias, desde sempre, serviram para garantir ao homem sua vocação de viver em grupos sociais.

Forças de segurança, em nome do Estado, agindo com os inafastáveis princípios da ética e respeitando as franquias da dignidade humana, organizam a sociedade, fazem imperar a lei, garantem a paz social.

A derrocada de uma sociedade começa com o enfraquecimento de sua forças de controle.

Proponho, então, que este espaço, em lugar de ser uma coluna monocórdia, onde só o colunista lança ideias, seja a resultante de uma reflexão coletiva.

Não quero aqui o samba de uma nota só.

Vamos, juntos, colunista, interessados e curiosos leitores – não sei se a ordem correta é essa – colocar luzes sobre a gestão da segurança pública no Paraná.
Porém, com uma regra.

Não vamos fulanizar o debate. Não vale a pena.

Vamos fazer análises impessoais. Aqui, nomes e epítetos são como o anti-herói dos contos de Harry Potter. Não merecem ser pronunciados.

Quem acha que resolve as coisas na segurança pública de forma solitária, enfiando uma capa sobre a cabeça e uma sunga vermelha por cima das calças, beira o ridículo e fica roçando num tipo penal muito conhecido, chamado estelionato. Segurança pública é obra coletiva.

Vamos conversar, de forma transversal, analisando o que foi realizado e o que deixou de ser feito no atual período de governo, que se iniciou em 2011, na área da segurança.

Vamos reler o “Metas de Governo/2011-2014” e o