16 de julho de 2014
por esmael
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Trabalhadores exigem voz nas decisões do Brics; governo reconhece que ouve mais! empresários

As principais centrais sindicais do Brasil — UGT, CUT, Força Sindical, CGTB e CTB — e da Rússia, àndia, China e àfrica do Sul, realizaram ontem (15), em Fortaleza, o III Fórum do Brics Sindical.

O evento paralelo ao encontro econômico dos países que compõe o Brics (Brasil, Rússia, àndia, China e àfrica do Sul) debateu temas como: “Desenvolvimento Sustentável, Trabalho Decente, Inclusão Social, Diálogo Social e Ação Sindical!.

O Ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, participou da abertura e ouviu dos dirigentes sindicais o pedido para que os trabalhadores tenham uma participação ativa nas decisões dos Brics, e que esse grupo de países não se transforme numa ação mercantilista e de interesse de empresários, como ocorrem em outros blocos econômicos. O ministro reconheceu também que o governo federal ouve mais os empresários do que os trabalhadores.

O presidente da UGT-PARANà, Paulo Rossi, lembrou aos painelistas que a China deverá ser a maior economia mundial já em 2014, mas é preciso que isso se transforme em mais direitos sociais para os trabalhadores. “Os países que compõe o Brics representam cerca de 40% da população mundial, por isso chegou a hora dessa força de trabalho ser respeitada e ter assento nas discussões econômicas e sociais”, ressaltou Rossi.

Os sindicalistas lembram que, quando da formação do Mercosul, os trabalhadores foram os seus maiores defensores e agora não participam das decisões, sendo muitas delas prejudiciais aos interesses da classe operária.

Ao final do evento foi aprovada a “Carta de Fortaleza” com o posicionamento das entidades sindicais. Confira a íntegra do documento:

CARTA DE FORTALEZA – BRICS SINDICAL

01 !“ Nós, dirigentes sindicais da República Federativa do Brasil, da Federação Russa, da República da àndia, da República Popular da China e da República da àfrica do Sul, representando os trabalhadores organizados em sindicatos de nossas nações, reunidos em Fortaleza, Brasil, em 15 de julho de 2014, simultaneamente à  Cúpula de Chefes e Governos de Estado dos países BRICS, no espaço denominado BRICS SINDICAL, na intenção de apoiar os esforços de consolidação desta estrutura de governança global.

02 !“ Nós reafirmamos os princípios contidos em nossa Declaração de Moscou que se expressam em:
– Defender os interesses e direitos legítimos da Classe Trabalhadora dentro de uma dimensão social progressista;
– Estabelecer o diálogo e a cooperação para a promoção da paz, da segurança e do desenvolvimento global;
– Trabalhar conjuntamente com os outros países com base em normas universalmente reconhecidas do direito universal, especialmente com as normas e princípios da Organização Internacional do Trabalho, (OIT).

03 !“ Salientamos que vivemos, neste momento, uma profunda crise do sistema capitalista, que teve início nos Estados Unidos e na Europa, porém se espraiando para os demais continentes, variando de grau e de intensidade conforme a orientação macroeconômica e fiscal das nações. Destacamos que esta crise tem caráter sistêmico e estrutural e está profundamente interligado com o poderio da oligarquia financeira internacional.

04 !“ Nós condenamos as soluções adotadas pelo capital e pelas nações p