20 de agosto de 2014
por esmael
21 Comentários

Mal-criado e feio!, Bonner ironiza críticos no Twitter

via Brasil 247

William Bonner assumiu. No últimos 18 anos, ele cultivou a imagem de equilíbrio e imparcialidade, de bom moço e de galã, no comando da bancada do Jornal Nacional !“ a instituição jornalística da Rede Globo que, mesmo perdendo audiência aos borbotões nos últimos, ainda é um dos veículos de mídia mais poderosos do País. Mas agora é diferente.

Pelo twitter, ironizando as críticas sobre a maneira como conduziu a entrevista de 15 minutos com a presidente Dilma Rousseff, anteontem, ele avisa que “sempre” foi durão, que nunca pegou leve com seus entrevistados e que está disposto a novas incursões do mesmo tipo. Cuidado com ele, é como se o próprio avisasse, numa espécie de lançamento de uma candidatura informal a jornalista valentão.

Na verdade, a crítica a Bonner se deu pelo fato de ele ter interrompido, por 21 vezes, a presidente em suas respostas. Pelo fato de sua primeira pergunta ter durado dez por cento do tempo total da entrevista. Por ter conduzido uma entrevista que derivou para dedo em riste na direção da presidente e vozes exaltadas entre os perguntadores.

Em seu trato de “tio” para “sobrinhos” com seus seguidores no twitter, Bonner vem sustentando, com ironia e sarcasmo, que quem não gostou de sua postura foram os “corruptos”, os “robôs partidários” e os “blogueiros sujos”. Dá, neste sentido, uma lista de perguntas que este gostariam que fosse feitas para o candidato “DELES”, tais como “Aceita um cafezinho?”.

Bonner não admite a surpresa dos quem enxergam, no Jornal Nacional, um veículo com múltiplos compromissos, com uma história de sustentação ao regime ditatorial. Os mesmo que veem no próprio Bonner um âncora notadamente acrítico no dia a dia. Seus comentários quase não existem, e quando são pronunciados para marcar alguma notícia, no mais das vezes soam como genéricos.

Com o apoio de seus seguidores, Bonner está dizendo que nunca deixou de ser durão. E que vai continuar. A depender do resultado das eleições presidenciais, é de se acompanhar se essa garantia vai se sustentar.

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18 de agosto de 2014
por esmael
263 Comentários

Agredida pelo JN, Dilma se defende

do Brasil 247
Com posturas até então desconhecidas do grande público, os apresentadores William Bonner e Patrícia Poeta deixaram a elegância de lado e partiram para o ataque sobre a presidente Dilma Rousseff, na entrevista ao Jornal Nacional concecidida no Palácio da Alvorada, em Brasília.

Bonner parecia o mais irritado, mas Patrícia não quis ficar atrás.

Assista ao vídeo:

Após Aécio Neves e Eduardo Campos, nesta segunda-feira 18 foi a vez da presidente Dilma Rousseff dar entrevista ao Jornal Nacional, principal informativo da Rede Globo. Ao contrário do tom respeitoso das perguntas feitas nas entrevistas anteriores, desta vez elas foram longa e em tom desafiador:

– Qual a dificuldade de formar uma equipe de governo com gente honesta?, perguntou Bonner.

– Fomos o governo que mais estruturou o combate à  corrupção e aos mal feitos, respondeu Dilma. “Nenhum procurador geral da República foi chamado no meu governo de engavetador geral da República”, acrescentou.

William Bonner insistiu no tema da corrupção, usando ênfase sobre Dilma:

– Um grupo de elite do seu partido foi condenado por corrupção, são corruptos, mas o seu partido protegeu essas pessoas. O que a sra. acha da postura do PT?, disse ele.

Dilma não respondeu diretamente, optando por lembrar sua posição institucional:

– Enquanto eu for presidente da República, não externarei opinião pessoal sobre decisões do Supremo Tribunal Federal. Eu tenho a minha opinião, mas não vou externá-la.

Patrícia perguntou sobre saúde, mas Dilma afirmou que seu governo leva assistência de saúde a 50 milhões de pessoas.

Bonner atacou de novo:

– A sra. considera justo culpar ora a crise econômica internacional, ora os pessimistas pelo baixíssimo crescimento da economia brasileira, com inflação alta?

– A inflação cai desde abril e, agora, atinge zero por cento. Por outro lado, todos os lados antecedentes ao segundo semestre mostram que haverá crescimento frente ao primeiro semestre.

Bonner não pareceu satisfeito com a resposta, mas em razão do tamanho das perguntas, especialmente, viu que o tempo de 15 minutos estava estourando:

– Eu vou garantir um minuto para a sra. encerrar.

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