Blog do Esmael

A política como ela é em tempo real.

31 de julho de 2014
por esmael
21 Comentários

Caso Santander: Gazeta do Povo vê em editorial atitude “bolivariana” de Dilma

O tradicional jornal curitibano Gazeta do Povo, em editorial desta quinta-feira (31), literalmente “trocou os sinais” ao acusar o governo da presidenta Dilma Rousseff (PT) de reagir de forma “autoritária” — na verdade quis dizer “bolivariana”, sinônimo chique que a velha mídia usa para medidas nacionalistas — no caso do banco espanhol Santander, que em comunicado a clientes de alta renda, na semana passada, associou possível piora nas condições da economia ao crescimento da candidata do PT nas pesquisas de opinião.

Na última segunda (28), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse na abertura da 14!ª Plenária Estatutária da Central Única dos Trabalhadores (CUT), em Guarulhos, na Grande São Paulo, que não tem lugar no mundo onde o Santander esteja ganhando mais dinheiro que no Brasil!. Aqui no Brasil o Santander ganha mais que em Nova York, Londres, Pequim, Paris, Madri e Barcelona!.

Dilma classificou a tentativa de interferência do Santander no processo eleitoral brasileiro como “inadmissível, lamentável”.

A recomendação do Santander desencadeou onda de protestos de bancários em todo o país. “Não permitiremos que atos terroristas de bancos, como o Santander, coloquem em risco a democracia no Brasil, que foi duramente conquistada após muita luta e sangue nos últimos 50 anos”, condenou Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários.

A Gazeta do Povo, assim como seus semelhantes nacionais Veja, Folha, Estadão, etc., se organiza no Instituto Millenium. Trata-se do oráculo neoliberal dos barões da velha mídia, saudosistas da ditadura militar, que não suportam um projeto de afirmação nacional porque agem como capachos dos Estados Unidos. Portanto, o caso Santander, infelizmente, é apenas mais um capítulo que a decadente imprensa brasileira escreve sobre seu comportamento vira-latas, em relação ao estrangeiro, da conspiração contra o próprio país, em nome do ódio de classe e da retomada do poder para as elites que governaram esta nação por mais de 500 anos.

A seguir, leia a íntegra do editorial pró-Santander na Gazeta do Povo:

Reação autoritária

Quando um cliente confia seu dinheiro a um banco, o mínimo que espera da instituição e de seus funcionários é um aconselhamento sincero sobre as perspectivas da economia e as melhores formas de fazer render os recursos depositados. Aos analistas do banco cabe interpretar os sinais vindos de diversas fontes e traçar cenários com base em possibilidades futuras. Foi o que o banco Santander fez na semana passada, quando enviou a clientes do segmento Select (com renda mensal acima de R$ 10 mil) um informe no qual dizia que se a presidente [Dilma Rousseff] se estabilizar ou voltar a subir nas pesquisas [de intenção de voto para a Presidência], um cenário de reversão pode surgir. O câmbio voltaria a se desvalorizar, juros longos retomariam alta e o índice da Bovespa cairia, revertendo parte das altas recentes!. A reação a essa análise mostrou o quanto o país !“ ou pelo menos algumas de suas lideranças !“ ainda pode estar longe de um genuíno apreço pela liberdade de expressão.

O presidente do PT, Rui Falcão, deixou fluir a verve totalitária que lhe é característica e falou em terrorismo eleitoral!. Instituições bancárias ou financeiras não podem fazer manifestações que interfiram na decisão do voto!, afirmou. Terrorismo econômico! foi a expressão usada pelo site Muda Mais, vinculado à  campanha de Dilma Rousseff. A presidente, em sabatina a alguns veículos de comunicação, classificou o episódio como inadmissível!. Um país não