13 de maio de 2018
por Esmael Morais
Comentários desativados em Governador de SP faz apologia à violência ao homenagear PM que matou assaltante

Governador de SP faz apologia à violência ao homenagear PM que matou assaltante

O governador de São Paulo, Márcio França (PSB), candidato à reeleição, apelou para a “bolsonarização” ao homenagear a PM que matou um homem durante tentativa de assalto. O “socialista” faz demagogia e apologia à violência ao agradecer com flores a cabo da Polícia Militar que estava de folga. ... 

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24 de fevereiro de 2018
por Esmael Morais
Comentários desativados em Vem aí a “bolsonarização” da educação

Vem aí a “bolsonarização” da educação

Lula, o Luiz Inácio, falou esta semana que o deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ) levou um “chapéu de touro” de Michel Temer (MDB) ao lhe “roubar” a bandeira do combate ao crime decretando intervenção no Rio. Ato contínuo, o capitão da reserva voou para a Ásia em busca de uma nova bandeira: a educação. Portanto, vem aí a “bolsonarização” da educação no debate eleitoral deste ano. ... 

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18 de fevereiro de 2018
por Esmael Morais
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Bolsonaro lidera no Paraná

A lava jato criou seus ídolos e monstros na “República Paraná”, pois, segundo sondagens na praça, o deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ) lidera a corrida presidencial no estado. ... 

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19 de outubro de 2015
por admin
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Coluna do Luiz Cláudio Romanelli: A banalização do mal

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Luiz Cláudio Romanelli*

“Quando querem transformar dignidade em doença/quando querem transformar inteligência em traição/quando querem transformar estupidez em recompensa/quando querem transformar esperança em maldição: É o bem contra o mal/E você de que lado está?” – Renato Russo.

Que a fala inicial seja em homenagem aos companheiros da luta, injustiçados pela prisão ou pelo exílio. Todo tributo de apreço aos homens e mulheres da resistência democrática que foram punidos pelo arbítrio, mas consagrados pela gratidão e pelo respeito nacional. Nossa solidariedade mais fraterna aos órfãos de pais vivos, quem sabe? Mortos, talvez… Órfãos do talvez. Órfãos do talvez e do quem sabe. As viúvas com maridos vivos, quem sabe? Mortos, talvez viúvas do quem sabe e do talvez.

Essas palavras acima não são minhas. São do deputado federal Alencar Furtado, proferidas no programa eleitoral do MDB nos idos de junho de 1977, e que lhe custaram a cassação do mandato, com base no famigerado AI5, ditado pelo general Ernesto Geisel.

Trata, por óbvio, do flagelo que o país então vivia por conta dos mortos e desaparecidos da ditadura militar. Oposicionistas eram presos por órgãos da repressão do Estado, torturados, mortos e sumidos como se nunca tivessem existido.

Foi uma quadra infeliz da história, marcada pelo fim das liberdades individuais, pela censura, pela proibição das manifestações, extinção de partidos políticos, intervenção no poder judiciário.

Na ditadura nasceu o crime organizado, cresceu a promiscuidade entre a polícia e os marginais. A ditadura promoveu e depois anistiou torturadores, como o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, morto na semana passada, sem ser punido pelos crimes que cometeu. Ustra comandou entre 1970 e 1974, o Destacamento de Operações de Informações do II Exército, em São Paulo, que foi o principal centro de tortura, desaparecimento e morte de oposicionistas durante a ditadura. Assim como outros torturadores, Ustra alegou que apenas cumpria ordens.

Além de todas as atrocidades que ainda marca a vida do país, de forma indelével, a ditadura ceifou o surgimento de toda uma geração de novas lideranças que poderiam, de forma significativa, contribuir em todos os campos de atuação na construção de uma nação soberana. Retraiu-se o país por 20 poucos anos e muitos lutaram para a retomada do estado democrático de direito.

Foi uma luta árdua, difícil e hoje fico perplexo quando vejo por aí gente defendendo a volta do regime militar – que deixou um legado já pontuado nas palavras acima. Como também fico atônito ao verificar o resultado de pesquisa do Datafolha, que mostra que 54% dos moradores do Sul do país acreditam que “bandido bom é bandido morto”.

Sem dúvida, a sociedade está anestesiada pela violência, a tal ponto que está perdendo a capacidade de se chocar com a onda de crimes contra a vida. A violência virou algo trivial, corriqueiro, banal. Vive-se, sim, a banalização do mal, conceito criado pela filósofa alemã, natu Leia mais

6 de outubro de 2015
por admin
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Coluna do Enio Verri: Agora tem até panfletos pregando ódio de que “Petista bom é Petista morto”

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Enio Verri*

Bandido bom é bandido morto? De acordo com pesquisa da Datafolha, encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e divulgada pela Folha de São Paulo, metade da população brasileira, moradores em municípios com mais de 100 mil habitantes, concordam com a sentença.

De acordo com o documento, a aprovação de metade da população atinge seus maiores índices no Sul (54%), entre os homens (53%), brancos (52%) e com mais de 60 anos de idade (65%), enquanto os menores níveis se encontram entre negros (44%) e pardos (47%) e entre os mais jovens (42%), maiores vítimas de homicídios.

O senso comum, que paira sobre a discussão, difunde-se pelas conversas informais ou até mesmo pelo apoio da mídia, como programas policias, reiterando o conservadorismo e desigualdades vivenciados pelo País. Segundo dados do Mapa da Violência, as principais vítimas de homicídio no País são jovens e negros e pardos.

Trata-se de um senso comum que serve de combustível para os defensores da pena de morte, redução da maioridade penal e portes de arma de fogo, como solução à violência. Claro, quando quem cometeu a ilicitude não seja nenhum familiar ou integrante da classe alta da sociedade.

A reprodução da sentença trafega por uma linha tênue entre a opinião pessoal e discurso de ódio que motivam a ações de “justiceiros”, que cometem abusos aos direitos humanos e a democracia, ao condenar, as vezes com a vida, sem provas ou direito de defesa. Ato, infelizmente, comemorado por uma parcela considerável da sociedade.

Tal atitude não só incita a violência, como eleva o clima de insegurança e os índices de criminalidade, potencializando discriminações, egocentrismo e desconfiança contra instituições e direitos públicos. Observa-se as constantes ofensas propagadas pelos meios online.

Os índices apresentados pelo Datafolha acendem o sinal de alerta para desconfiança e impopularidade dos Poderes Públicos, por parte da população, que prefere “resolver” com as próprias mãos do que esperar justiça ou políticas públicas efetivas.

Cabe a nós, sociedade organizada e esferas governamentais, debruçarmos sobre a realidade da violência urbana, atentando-se as demandas da população para efetuarmos reformas e políticas públicas efetivas e de conscientização que transformem o cenário atual, caminhando para uma sociedade mais justa e igualitária.

*Enio Verri é deputado federal, presidente do PT do Paraná e professor licenciado do departamento de Economia da Universidade Estadual do Paraná. Escreve nas terças sobre poder e socialismo.

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