7 de março de 2016
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Coluna do Luiz Cláudio Romanelli: O País dividido, coxinhas X petralhas

“No fim da tarde, nossa mãe aparecia nos fundos do quintal:
meus filhos, o dia já envelheceu, entrem pra dentro”
Manoel de Barros

Luiz Cláudio Romanelli*

Os fatos políticos da última semana que ocuparam todos os espaços dos noticiários apontam para um quadro que clama por muita atenção de todos. Vive-se em tempos de briga de torcida na política. É um clima em que se perde o espaço para o diálogo na construção de consensos eletivos que podem enfrentar a crise, que se institucionaliza — e a qual requer muito, mais muito mesmo, empenho e desprendimento de todos os atores sociais.

É também um tempo de tristeza com tudo o que está acontecendo com o país na jovem e incipiente democracia. Há situações intoleráveis, situações de indignação, de desencanto, de degradação da moral pública, de esmorecimento de sonhos e de um flerte muito perigoso com o retrocesso político.

Não podemos permitir a volta daquilo que combatemos e vencemos, mas que custou a vida de muitos. Não se pode perder no horizonte e nem retroceder décadas de conquistas sociais, de políticas compensatórias, transferência de renda e de acesso ao ensino superior porque estão vinculados a este ou aquele projeto político. O bom combate político não pode ter espaço para satanização das conquistas históricas que permitiram a inserção social de camadas mais pobre da população que antes vivia em condições extrema penúria e de abandono. Leia mais

23 de novembro de 2015
por admin
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Coluna da Gleisi Hoffmann: Eleições, alianças e o PT

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Gleisi Hoffmann*

Tem sido lugar comum criticar o PT, e até odiá-lo neste momento. Recaem sobre o partido todas as mazelas da política brasileira. Seus filiados e dirigentes são taxados de corruptos e incompetentes. Parece que, para melhorar o Brasil, o PT tem de ser dizimado, destruído.

É fato que como organização humana o PT falhou e cometeu muitos erros, mas só quem desconhece a história, ou quer esquecê-la, coloca em sua conta a falência da política.

Maria Rita Loureiro, socióloga e professora da área de Administração Pública e Governo da FGV/SP, fez um belo artigo para a revista Carta Maior, falando da deslegitimação recorrente de governos populares na história brasileira.

Com essa campanha sistemática contra o PT, no entender de Maria Rita, “procura-se destruir o único partido político de base popular que assumiu o poder nesse país e que ousou realizar, ainda que de forma muito tímida, políticas de redução de suas seculares desigualdades sociais”.

Quais foram os governos, ao longo de nossa história, que garantiram poder de compra e aumento real do salário mínimo?! Que fizeram políticas para combater a pobreza estrutural do país, possibilitando a primeira geração sem fome no Brasil?! Que apresentaram um programa de habitação popular beneficiando milhões de famílias?! Que construíram tantas universidades públicas, escolas técnicas e creches?! Que fizeram programas de acesso ao ensino superior para os mais pobres?! Que criaram farmácias populares e distribuíram remédios gratuitamente?! Que viabilizaram milhares de médicos para atender a população pobre do Brasil?! Que aumentaram e baratearam o crédito e o acesso aos bens?!  Poderíamos citar tantas outras melhorias. E, com certeza, apesar dos erros e desvios, não é o que patrocinou a maior corrupção de nossa história.

Agora, aproximam-se as eleições municipais e muitos analistas de momento determinam que o PT está morto. No Congresso Nacional da Juventude do PT, o presidente Lula afirmou: “dizem que o PT acabou. Vamos fazer uma pequena surpresa pra eles!”.

Lula tem razão! O PT pode estar fraco eleitoralmente neste momento, mas não se acaba com o maior partido de esquerda da América Latina dessa forma. Faremos alianças nessas eleições, mas também disputaremos com candidaturas próprias, para defender nosso legado e nossa versão dos acontecimentos.

Na capital do Paraná é possível ter candidatura própria. O partido vai decidir consultando a militância em um encontro municipal, como sempre faz. Isso não quer dizer que abandonamos o prefeito Gustavo Fruet, a quem ajudamos a eleger e cujo governo temos apoiado.

Mas não posso deixar de registrar que o prefeito e seu partido, o PDT, não demonstraram, até este momento, vontade política de permanecer em aliança. Nenhuma conversa, nenhuma proposição. Respeitamos essa postura, mas não podemos esperar até o último momento para decidir nossa caminhada. Primeiro porque estaríamos deixando de participar ativamente do processo político; segundo, que desrespeitaríamos ao próprio Gustavo retardando uma posição.

A política dá voltas, como a vida. Em 2012 propusemos e articulamos uma aliança com o PDT, fomos pra rua, fizemos campanha. Vamos continuar apoiando a administração da cidade, que é o nosso compromisso. Mas sabemos na política quando somos queridos ou não. Isso não traz mágoas, apenas orienta-nos sobre como v Leia mais

26 de agosto de 2014
por Esmael Morais
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“Mandato do àlvaro foi trincheira contra os avanços sociais no País”, acusa Gomyde

O candidato ao Senado pela Coligação Paraná Olhando Pra Frente, Ricardo Gomyde (PCdoB), participou na manhã desta terça-feira (26) de uma sabatina com estudantes do Curso de Direito da Universidade Federal do Paraná. Gomyde respondeu perguntas nas áreas de educação, saúde, agronegócio e sua atuação no Ministério do Esporte, onde foi um dos responsáveis pela organização da Copa do Mundo no Brasil.

Ele fez a defesa dos governos Lula e Dilma e também criticou a forma de atuação do atual senador àlvaro Dias de ser contra tudo o que melhorou a vida do povo, fazendo oposição pela oposição!. Ainda segundo Gomyde, o mandato do àlvaro foi uma trincheira de luta contra os avanços sociais dos últimos 12 anos”.

Durante a sabatina, o candidato ressaltou que o auditório da Faculdade de Direito é um dos símbolos das lutas democráticas em nosso Estado. “Aqui foram formados grandes quadros como o prefeito Gustavo Fruet e o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil/Paraná, Juliano Breda.”

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