11 de agosto de 2014
por Esmael Morais
23 Comentários

Veja essa: Professores aprovados em concurso do Estado terão de provar que não são “doidões”

Os professores aprovados no concurso público do magistério estadual estão sendo chamados a realizar uma série de exames médicos com a finalidade de avaliar se estão aptos a assumirem as vagas pleiteadas. A avaliação psiquiátrica, um dos exames exigidos, está causando grande polêmica entre os aprovados. O que parece estar por trás dessa avaliação é o fato de o exercício do magistério no Estado causar uma série de doenças de carácter psicólogo e psiquiátrico. Essa avaliação psiquiátrica! já foi notícia no Blog do Esmael quando o governo encomendou o concurso.

Muitos dos aprovados já trabalham como professores no Estado e disso surge um questionamento: a avaliação psiquiátrica não seria uma forma de excluir do processo um contingente de educadores que está doente justamente por causa do exercício do magistério? Ou seja, na verdade, os problemas de saúde mental que afetam frequentemente os profissionais da educação são de caráter ocupacional, aqueles causados pelo próprio exercício da profissão devido à s péssimas condições de trabalho oferecidas aos profissionais dessa área.

A APP !“ Sindicato, entidade que representa os profissionais da educação do Estado, já identificou que é muito alto o índice de profissionais afastados de suas funções por doenças ocupacionais de origem psiquiátrica.!  O Núcleo de Estudos em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Paraná (Nesc/UFPR), em parceria com a APP, iniciou em 2012 um estudo! envolvendo equipe multidisciplinar para entender os fatores motivadores dos processos de adoecimento de professores da rede pública estadual de ensino com sofrimento mental, assim como verificar a sua relação com o trabalho.

Para obter dados que ajudem a entender essa questão, a APP !“ Sindicato está realizando uma pesquisa sobre a saúde mental dos professores. Mas, mesmo antes de se obter dados precisos, é evidente que as condições de trabalho precárias, jornadas excessivas, baixos salários, forte pressão por parte dos superiores, violência nas escolas, e Leia mais