12 de Março de 2015
por esmael
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MST reforça protesto pelo “Fora Richa”

O Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) promete jogar pesado na manifestação de amanhã, dia 13, em Curitiba, pelo “Fora Beto Richa” e em defesa da Petrobras, da reforma política e dos direitos trabalhistas.

O MST também foi atingindo pelo pacote de maldades! do governador Beto Richa, que, neste segundo mandato, determinou o fechamento de turmas e demissão de professores e funcionários em assentamentos.

Nos últimos 4 anos, o movimento em defesa da reforma agrária vinha mantendo uma relação amistosa com o tucano.

No Paraná, a marcha é coordenada sob o guarda-chuva da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Mais de 50 entidades lançaram ontem uma ofensiva para a mobilização desta sexta.

O posicionamento do governador tucano a favor do impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT) acirrou os ânimos no estado (clique aqui). Por causa disso, a passeata sairá da Praça Santos Andrade (UFPR), à s 17 horas, rumo ao Palácio Iguaçu, no Centro Cívico, sede do executivo estadual.

Antes, porém, CUT e PT pensavam em marchar até a Boca Maldita, tradicional ponte de protestos na capital paranaense.

Temendo o protesto pelo seu próprio impeachment, Beto Richa acionou as forças de repressão que são comandadas pelo secretário da Segurança Pública, Fernando Francischini, um conhecido anti-Dilma de carteirinha.

A situação é tensa no estado e em todo o país. Hoje pela manhã, a direção nacional do MST condenou ameaças de morte ao líder do movimento João Pedro Stédile.

De acordo com os sem-terra, circula pelas redes sociais da internet um anúncio que pede Stedile vivo ou morto! e oferece uma recompensa de R$ 10 mil.

Em nota oficial, o MST afirma que já levou o caso à s autoridades e denuncia que as pessoas que disseminam ódio na internet contra Stedile são as mesmas que convocam para a manifestação pelo impeachment de Dilma no dia 15.

A seguir a íntegra da nota oficial do MST

Nota sobre a ameaça de morte a Stedile

Nota ao povo brasileiro

Circula pelas redes sociais da internet um anúncio que pede Stedile vivo ou morto!. Apresentando-o como líder do MST e inimigo da Pátria!, o autor oferece uma recompensa de R$ 10 mil para quem atender o seu pedido. Em outras palavras, está incentivado e prometendo pagar para matar uma pessoa, no caso João Pedro Stedile, da coordenação nacional do MST.

Há indícios que a ação criminosa partiu da conta pessoal no facebook de Paulo Mendonça, guarda municipal de Macaé (RJ). E foi, imediatamente, reproduzida pela maioria das redes sociais que diariamente destilam ódio contra os movimentos populares, migrantes, petistas e agora, especialmente, contra a presidenta Dilma Rousseff. São as mesmas redes sociais, em sua maioria, que estão chamando a população para os atos do dia 15/3, para exigir a saída de Dilma do cargo de Presidenta da República, eleita legitimamente em 2014.

Já foram tomadas as providências, junto à s autoridades, para que o autor do cartaz e todos os que estão fazendo sua divulgação, com o mesmo propósito, sejam investigados e responsabilizados criminalmente, uma vez que são autores do crime de incitação à  pratica de homicídio.

Mas

9 de Março de 2014
por esmael
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Riocentro: Prêmio Esso de Jornalismo sofre ameaça de morte no Paraná

O jornalista José Carlos Sucupira denunciou em seu perfil no Facebook, neste domingo (9), que ainda sofre ameaças de morte por causa de reportagem feita para o Jornal do Brasil sobre o Caso Riocentro. As investigações publicadas no JB, além de ajudar na elucidação do atentado terrorista cometido por militares em 1981, lhe renderam o Prêmio Esso de Jornalismo em 1988.

Na semana passada, o premiado jornalista esteve em Brasília para depor no Ministério Público Federal sobre o mesmo Caso Riocentro. Nas redes sociais, Sucupira conta que ainda é ameaçado por mexer com os poderosos, falar a verdade.

No entanto, a grande preocupação é com a segurança dele no Paraná. Ele pensa em deixar Curitiba. “Uma pena que nem eu nem qualquer cidadão se sinta seguro no Paraná, a questão não é pessoal, amo o Paraná mas não confio no Beto [Richa]”, tuitou no começo desta noite.

Exatamente por isto, uma comissão de 12 deputados federais e dois senadores foram até a Polícia Federal (PF) para pedir proteção ao jornalista.

Em pleno ano de 2014, a direita reacionária sabe que por trás do Riocentro existem coisas ainda mais perturbadoras e que ainda estão sendo mantidas em sigilo.

A PF não garantiu nenhum tipo de proteção, a não ser que haja mais algum tipo de ameaça ou perigo. Mas não é tom de perigo as ameaças anteriormente feitas?

Algumas informações acerca do Caso Riocentro

O MP no Rio de Janeiro denunciou seis pessoas por crimes de homicídio doloso, associação criminosa armada e transporte de explosivo no atentado a bomba no Riocentro, em 1981, durante a realização de um show para comemorar o Dia do Trabalho.

Outros nove suspeitos de envolvimento foram identificados, porém não foram indiciados por já terem morrido. Se fosse uma tentativa de homicídio comum, por exemplo, já teria prescrito. Mas nesse caso, não há prescrição por se tratar de um ataque sistemático do Estado contra a população. à‰ imprescritível!, explicou o procurador Antônio Cabral.

O órgão federal requereu à  Justiça pena de 36 anos e seis meses de prisão para o general reformado Newton Araújo de Oliveira e Cruz, que confessou, em depoimento ao MP, que teve conhecimento do atentado antes da execução, e 36 anos de prisão para o também general reformado Nilton Cerqueira.

A mesma punição foi solicitada em relação ao ex-delegado Cláudio Antônio Guerra e ao coronel reformado Wilson Luiz Chaves Machado.

Para o major Divany Carvalho Ramos e o general Edson Sá Rocha, foram pedidas penas de um ano de prisão e dois anos e seis meses de prisão, respectivamente.

Com informações do Blog da Luciana Pombo.