30 de novembro de 2015
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Além de fechar escolas, governos estaduais querem suspender aumentos para professores em 2016

Os Conselhos Nacionais dos Secretários de Estado da Administração, Fazenda e Planejamento (Consad, Confaz e Conseplan) se reuniram há 10 dias, em Brasília, para tramar uma agenda, segundo eles, “propositiva que restabeleça o equilíbrio financeiro dos estados”.

De concreto, os secretários elaboraram um documento endereçado ao Ministro da Educação, Aloízio Mercadante (PT), “solicitando a suspensão de qualquer reajuste ao piso nacional dos profissionais do Magistério, enquanto perdurar a crise econômica no País”.

O piso salarial nacional dos professores da rede pública de educação básica pode passar de R$ 1.917,78 para R$ 2.743,65 por mês, de acordo com projeto (PLS 114/2015), de autoria da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), aprovado em outubro pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE).

Paralelamente, pelo WhatsApp, os secretários estaduais, em nome dos respectivos governos, discutem o fechamento escolas e o fim da carreira do magistério tal qual conhecemos no Paraná. Para os leitores do Blog do Esmael essa notícia é antiga, mas o risco é bastante atual e concreto.

O raciocínio dos secretários é simples e recorrente: “a situação apertou, arrocha o salário dos professores”. Não importa que esses profissionais estejam entre os mais mal remunerados do país. Não importa que boa parte da crise nacional seja fruto direto do sucateamento da educação pública. Corta na educação, que está tudo bem.

É o mesmo pensamento do governador Beto Richa (PSDB), que, a pretexto de reforçar o Caixa Único (CU), confiscou a previdência dos servidores (na maioria professores), negou o reajuste na data-base, está tentando fechar escolas e turmas escolares para economizar recursos, além dos cortes orçamentários da área da educação pública.

30 de setembro de 2015
por admin
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Mercadante deve ir para Educação, Jaques Wagner para Casa Civil e Aldo Rebelo para a Defesa

via Brasil 247.

ministerios

Depois de muita insistência de setores do PT, e principalmente do ex-presidente Lula, a presidente Dilma Rousseff decidiu ceder e tirar da Casa Civil o ministro Aloizio Mercadante.

A mudança acontecerá em um momento crucial para o governo, que precisa de votos no Congresso para manter os vetos da presidência da República à medidas que prejudicariam o ajuste fiscal e também para barrar um eventual processo de impeachment.

Mercadante deve voltar a assumir o ministério da Educação, pasta que comandava anteriormente. Dilma já teria conversado com ele e lamentado ter de abrir mão de seu considerado principal aliado.