15 de dezembro de 2015
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Coluna do Enio Verri: Baixa adesão frustra golpe contra a democracia

Enio Verri*

De exilado na ditadura militar a patrocinador de um processo de impeachment baseado em atos políticos e não legais, as estranhezas que rondam a trajetória do senador José Serra e do PSDB refletem o metrô desgovernado que se encontra a oposição brasileira.

A desarticulação das manifestações nas ruas contra o impedimento da presidente Dilma Rousseff, promovidas por setores da direita e apropriadas por opositores, não só comprovam que, novamente, a oposição escolheu o lado obscuro, como ainda, a desorientação de uma pequena parcela que pede menos democracia.

Representado por lideranças do PSDB, patos de borracha, camisas com frases ofensivas e a presença de subcelebridades, como Alexandre Frota, os protestos se enfraquecem ao passo que seus atores agridem minorias e assumem a defesa de Eduardo Cunha, atolado em denúncias de corrupção.

Posições questionáveis até mesmo para os eleitores e apoiadores de uma elite que a todo custo, mesmo que represente o fim de avanços e garantias de um estado democrático, visa a tomada do poder e a retomada de um projeto que prevalece as individualidades e desigualdades.

Todavia, é imprudente e irresponsável ignorar as demandas que pairam sobre o momento político, assim como, comemorar qualquer resultado das manifestações. O Brasil pede e quer união e solidez política para superar o momento de dificuldades econômicas e retomar o desenvolvimento econômico, conhecido na última década.

A baixa adesão nas manifestações desse fim de semana, reitera a posição contrária da população a qualquer tentativa de golpe a democracia e as garantias do voto popular, assim como, para acordos obscuros que visam a deposição de uma presidenta democraticamente eleita. Entretanto, ainda assim, levanta questões a serem refletidas, como a corrupção endêmica.

O Brasil não carece de uma ponte para o futuro. E, sim, de retomar os trilhos do desenvolvimento social e econômico, fruto de políticas públicas e programa de governo do Partido dos Trabalhadores durante os últimos 13 anos. O mesmo que sofre ataques Leia mais

12 de dezembro de 2015
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Coluna do Jorge Bernardi: Até quando Cunha violentará impunemente a República?

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Jorge Bernardi*

A que ponto chegou a decadência ética e moral das instituições políticas brasileiras! A Câmara dos deputados está sendo presidida por Eduardo Cunha, um político imoral, que tem dinheiro sujo da corrupção, em contas secretas na Suíça, e que ameaça impunemente a República. E o que é pior, os poderes públicos acompanham estarrecidos e inertes as arbitrariedades deste homem, o terceiro na linha da sucessão presidencial.

De onde vem tanto poder de Eduardo Cunha? Certamente de um grupo de deputados de vários partidos, seus aliados, a maioria envolvidos em fraudes e atos de corrupção. Depois de aceitar o impeachment da presidenta Dilma, para tirar o foco dos crimes que responde na Justiça, Cunha deitou e rolou com manobras e medidas arbitrarias atentando contra o as instituições democráticas.

Já ter aceito o pedido de impeachment baseados nas supostas pedaladas fiscais praticadas pelo governo Dilma neste ano, foi um ato de vingança Cunha ao PT retirou o apoio julgamento no Conselho de Ética. Com a nova meta fiscal aprovada no Congresso, desapareceu o argumento das pedaladas fiscais. O impeachment baseado nestes argumentos soa como golpe.

Aliás o pedido de impeachment assinado por Hélio Bicudo, fundador do PT, e Miguel Reale Junior, ex-ministro da Justiça de Fernando Henrique Cardoso, mancharam irremediavelmente os currículos destes juristas. O pedido de impeachment deu a Cunha a arma para que ele precisava para chantagear situação e oposição, que ele usou com maestria como num jogo de baralho, ora trucando de um lado, ora de outro.

E se prosperar o impeachment quem vai governar é o temível Temer. Fala-se que, com ele, haverá um grande acordão, quem foi pego até agora na Lava Jato, vai para a cadeia, os demais estarão salvos. Será o fim deste processo de assepsia da política brasileira, e a profecia do procurador Delton Dallagnol, se concretizará. Tudo não terá passado de um sonho numa noite de verão.

Investigar se o dinheiro da corrupção da Petrobras, Caixa Econômica, usina nuclear, obras públicas e etc, foram usadas na campanha de Dilma e Temer, desequilibrando e fraudando a vontade popular, ali está o verdadeiro caminho. O papel cabe a Justiça Eleitoral apurar os fatos e punir os cu Leia mais