9 de Maio de 2016
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Julgamento forjado

forjado

Entre as injustiças de um julgamento forjado com execução pré-definida, o golpe contra a democracia vai se consolidando em forma de processo de impeachment. Não se trata de corrupção, ou de crime de responsabilidade da presidenta Dilma. O golpe visa restabelecer a elite econômica no poder e retirar direitos dos trabalhadores. É a análise da senadora Gleisi Hoffmann em sua coluna semanal. Leia a íntegra a seguir. 

23 de Fevereiro de 2016
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Coluna do Enio Verri: Massacre midiático e ódio seletivo contra o PT

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Enio Verri*

Propagadas por uma elite midiática e uma parcela da sociedade, em sua maioria, pertencente às classes mais abastadas, as incoerências e inconsequências do conservadorismo e ódio seletivo beiram o ridículo, quando não, a insanidade e irresponsabilidade com os brasileiros

Sem a menor preocupação com provas ou com o respeito ao direito de defesa de qualquer brasileiro, o caça às bruxas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, forjado sob mentiras e boatos presentes nos meios de comunicação, revela-se cada vez mais como uma tentativa de criminalização do Partido dos Trabalhadores do que propriamente uma investigação judiciária.

Enquanto as manchetes tentam incriminar o ex-presidente, baseando-se em boatos, mentiras e opiniões individuais, buscando a todo custo ligá-lo a denúncias de corrupção, os tucanos continuam impunes ao massacre midiático e protegidos no judiciário.

Aécio Neves, delatado como beneficiado de propinas de Furnas e responsável pela construção de um aeroporto, com dinheiro público, na fazenda de seu tio; e Fernando Henrique Cardoso, também ex-presidente, acusado de um esquema de beneficiar empresas, de mandar dinheiro ao exterior de forma ilegal e de garantir emprego de uma funcionária fantasma no mandato de José Serra, parecem não ter com que se preocupar.

Escondido na grande mídia e de pouca importância para aqueles com ódio seletivo e para setores do judiciário, casos como dos tucanos não ganham a mesma conotação, nem os mesmos esforços para investigar denúncias de corrupção envolvendo a oposição – os boatos e supostos “amigos” nunca envolvem lideranças do PSDB.

7 de dezembro de 2015
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Coluna da Gleisi Hoffmann: A quem interessa o golpe?

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Gleisi Hoffmann*

Interessa a quem quer assumir o poder, de maneira mais rápida, sem ter que esperar até 2018, e mais fácil, sem precisar se submeter ao escrutínio das urnas.

São duas forças nessa situação, que contam com apoio de outros setores com interesses secundários: a oposição, capitaneada pelo PSDB, particularmente Aécio Neves, que não se conforma com a derrota; e parte importante do PMDB, que nunca ganhou uma eleição presidencial pela disputa no voto, capitaneado por Eduardo Cunha e, ao que parece, apoiado pelo vice-presidente Michel Temer, um constitucionalista, defensor da institucionalidade, da legalidade, que está perdendo a razão para a possibilidade de assumir o governo. A expectativa é que sua posição seja externada firmemente nesta semana em defesa da Constituição, como tem sido sua praxe histórica.

Rapidamente vão tentar me corrigir e dizer que interessa ao povo, que desaprova o governo da presidenta Dilma e que gostaria de vê-la fora da presidência.

O fato é que este argumento não é suficiente para um impeachment. Não há previsão constitucional para ele. A única previsão legal para a saída de um mandatário desaprovado pela população é a próxima eleição. É da democracia!

Impeachment não é um julgamento meramente político, porque se assim fosse, outros governantes também deveriam ser afastados, a começar pelo governador tucano do Paraná, Beto Richa, que além de alta desaprovação popular, tem denúncia de corrupção em seu governo, que teve mais de 80 servidores presos, inclusive seu primo. Além do mais, ele efetivamente atentou contra a Lei de Responsabilidade Fiscal, alterando a meta fiscal do Orçamento de 2014 depois de encerrado o ano, em abril de 2015. Isso sim foi uma pedalada, isso sim é crime. O que fará o PSDB?!

No caso de Dilma, não adianta falar em crime, seja de responsabilidade fiscal ou outro, porque não há, o que já foi evidenciado por amplo debate feito durante o final de semana por juristas renomados, como Celso Bandeira de Mello e Dalmo de Abreu Dallari, apenas para citar dois.

Entre os setores apoiadores do golpe, destaca-se o mercado financeiro, que logo se precipitou em avaliações entusiásticas com a possibilidade de Dilma sair e entrar o PMDB com sua “ponte para o futuro”. O mercado vive de expectativa e especulação, e ultimamente tem apostado na negativa. Tirar direitos trabalhistas, desvincular o salário mínimo da inflação, deixar avançar o desemprego, são pontos que lhe interessam. Aliás, o mercado sofre, nã

4 de dezembro de 2015
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PSDB cogita chapa “amigos da educação” para Presidência em 2018: Alckmin presidente, Richa vice

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), abriu o processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff (PT) reacendendo a chama do golpe e as esperanças de Aécio Neves (PSDB-MG) de chegar – por um atalho — à Presidência da República.

O problema do tucano é que ele vem perdendo espaço dentro do ninho, e se Dilma sustentar-se até o fim do mandato, muito provavelmente, ele não será mais a escolha do PSDB como candidato em 2018.

Dito isto, a tendência é que o candidato do PSDB ao Palácio da Alvorada seja novamente o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

O problema é que a tentativa de Alckmin fechar escolas e a resistência da moçada que ocupa os estabelecimentos ameaçados comoveu o país, a popularidade do tucano paulista derreteu.

O acirramento da disputa e as cenas de policiais prendendo, arrebentando e batendo em estudantes adolescentes escancararam a verdadeira face de Alckmin, como sendo um ditador violento e fascista.

A situação fez lembrar o massacre de 29 de abril, no Centro Cívico, quando numa ação criminosa comandada pelo governador do Paraná, Beto Richa, também do PSDB, policiais atacaram professores e servidores. O resultado foi de 250 feridos.

E a piada do momento nas redes sociais é que: “O PSDB começou o ano batendo em professores no Paraná e termina espancando estudantes em São Paulo”.

Por isso, imaginamos o partido dos tucanos disputando a Presidência da República com chapa pura, dos “amigos da educação” Alckmin e Richa.

Nesse cenário, Aécio estaria mesmo fora do jogo. Richa bate em professores, 

3 de dezembro de 2015
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Nordeste em peso contra o golpe; Sul sobe no muro; que feio!

Os governadores do Nordeste contestaram de forma unânime a tese de impeachment acolhida por Eduardo Cunha, réu por corrupção e lavagem de dinheiro, com apoio do tucano Aécio Neves, derrotado nas últimas eleições.

Em nota, os governadores Rui Costa (PT–BA), Ricardo Coutinho (PSB–PB), Flávio Dino (PCdoB–MA), Paulo Câmara (PSB–PE), Robinson Farias (PSD–RN), Camilo Santana (PT–CE), Wellington Dias (PT–PI), Jackson Barreto (PMDB–SE) e Renan Filho (PMDB–AL) manifestam repúdio ao que chamam de “absurda tentativa de jogar a Nação em tumultos derivados de um indesejado retrocesso institucional”.

Já no Sul, os governadores de Santa Catarina (Raimundo Colombo PSD), do Paraná (Beto Richa, do PSDB) e do Rio Grande do Sul (José Ivo Sartori, do PMDB) ainda não se pronunciaram e estão em cima do muro.

Seria de se esperar que Beto Richa, pelo alinhamento e solidariedade a Aécio neves, também apoiasse o golpe do impeachment. Mas o Ministério Público de Contas do Paraná aponta irregularidades nas contas do governo estadual que são bem piores das que sustentam o pedido contra Dilma. Isso sem falar nas denúncias de corrupção cada vez mais perto do Palácio Iguaçu.

Raimundo Colombo (SC) tende a ser simpático a Dilma. Sartori (RS) deve ficar em cima do muro mesmo.

Em Curitiba, o prefeito Gustavo Fruet (PDT), que tem o PT na vice, da mesma forma ficou mudo e calado e assim deve se manter. Aliás, a omissão tem sido seu traço mais forte de personalidade desde que sentou na cadeira de prefeito.

Com informações do Brasil 247

10 de novembro de 2015
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Coluna do Enio Verri: Amigos de Richa também voam às custas do Paraná?

Enio Verri*

No domingo, a Folha de S. Paulo publicou reportagem que escancarou a farra de viagens aéreas do atual senador e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, quando era governador de Minas Gerais.

Entre 2003 e 2010, o tucano cedeu aviões do governo do Estado para deslocamento de amigos, entre celebridades, políticos, empresários e outras pessoas fora da administração pública. Segundo o jornalão, foram quase 200 viagens sem a presença de algum membro do governo a bordo, todas patrocinadas pelos cofres públicos mineiros.

Voaram de graça nos aviões de Minas Gerais, em nome da amizade com Aécio, o apresentador da Rede Globo, Luciano Huck; os cantores Sandy e Junior; o ex-homem forte da Rede Globo, José Bonifácio Sobrinho, o Boni; o ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira e Roberto Civita, o falecido dono da Editora Abril, proprietária da revista Veja.

No Paraná, o governador Beto Richa é frequentemente flagrado confundindo o público e o privado quando o assunto é o uso de aeronaves do governo.

Em 2013, por exemplo, Richa usou o avião oficial para ir ao Rio de Janeiro assistir à final da Copa das Confederações. Mais grave, foi acusado neste ano de ceder o helicóptero da governadoria para a repressão aos professores no Centro Cívico. Segundo relatos, o aparelho de uso pessoal do governador despejou bombas de efeito moral e ouras munições nos professores e trabalhadores da educação que protestavam contra as mudanças na previdência.

Richa ainda foi condenado a reembolsar o governo estadual em R$ 2 milhões pela contratação emergencial de aeronaves em 2011. Segundo a Justiça, a irregularidade aconteceu na ausência de licitação na contratação dos aviões junto a empresa Helisul, que também prestou serviços para a campanha a governador do tucano.

O governador paranaense nunca escondeu a admiração pelas práticas políticas do candidato à presidência derrotado em 2014. A pergunta obrigatória dos paranaenses neste momento é: os “amigos” do governador Beto Richa também voam de graça, às custas do erário, nas aeronaves do governo do Paraná?

*Enio Verri é deputado federal, presidente do PT do Paraná e professor li

21 de outubro de 2015
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Lula lidera pesquisa em Alagoas na frente de Marina, Alckmin e Ciro

alagoasNo mais provável cenário da disputa presidencial em 2018, o o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está na frente no estado de Alagoas. Os números são da Paraná Pesquisas, que sondou 1252 eleitores de 32 municípios entre os dias 15 e 19 de outubro.

Segundo o instituto, Lula lidera com 26,8% das intenções de voto seguido da ex-senadora Marina Silva (Rede), com 24,7%. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) aparece em terceiro lugar com 18,5% e em quarto, Ciro Gomes (PDT) com 6,5%.

Num cenário com o senador mineiro Aécio Neves (PSDB) na disputa, o que é improvável, este tem a liderança com 33,3%. Lula tem 25,8% e Marina fica em terceiro com 17,2%. Em quarto, novamente Ciro com 5,2%. A margem de erro é de 3%.

25 de setembro de 2015
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Em Cascavel, Richa e Aécio fogem de protesto e do boneco ‘Beto Prisioneiro’

cascaveelA visita do governador Beto Richa e do senador mineiro Aécio Neves, ambos do PSDB, a Cascavel, Oeste do Paraná, na noite de ontem (24), para um encontro regional do partido, teve uma “calorosa recepção” de professores e servidores públicos estaduais.

Os manifestantes fizeram muito barulho esperando a chegada dos tucanos e até levaram um boneco simbolizando o governador como presidiário — o “Pixubeto”.

Aécio e Richa viram a “recepção” de dentro do carro, mas para fugir dos manifestantes, desviaram o caminho acessando o Parque de Exposições Expovel por entrada secundária. Do lado de fora, professores ficaram por quase duas horas manifestando seu descontentamento e repúdio aos tucanos.

Confira o vídeo dos manifestantes:

“Em todo o Paraná estamos fazendo o esforço. Nosso protesto é mais do que a defesa do que prega o sindicato, ele retrata a angústia do trabalhador. E o governo tem agido com ameaça de fechar turmas e as escolas do campo, ele quer interferir nas eleições das escolas”, descreve o professor Fabiano Lombardi, da APP-Sindicato. Trabalhadores ligados ao Sinteoeste também estiveram presentes.

29 de agosto de 2015
por esmael
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Coluna do Jorge Bernardi: “Ligações perigosas” – Governo Aécio, construtoras da Lava Jato e o Paraná

Jorge Bernardi*

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Tudo começou em Minas e é para Minas que tudo vai voltar. Foi assim com o mensalão, inventado pelo governador tucano Eduardo Azeredo (PSDB), operado pelo publicitário Marco Valério. O “Mensalão Mineiro” ainda não deu em nada. Os acusados estão livres, leves e soltos. Já pelo Mensalão do PT, Valério cumpre 37 anos, 5 meses e 6 dias de prisão.

Em 2007, segundo governo de Aécio Neves (PSDB), teve início a construção Centro Administrativo de Minas, projeto de Oscar Niemayer. A época, Aécio andava próximo de Lula e chegou a ser acusado de ter feito corpo mole na campanha presidencial de Geraldo Alckmin (PSDB) de 2006.

O empreendimento foi apontado pelo governador tucano como “a maior obra de engenharia civil em execução na América Latina”. O custo previsto de R$ 900 milhões de reais no final dobrou chegando a R$ 1,7 bilhão (R$ 2,4 bilhões atualizados em 2015 pelo IGP-M).

Denominado de “Cidade Administrativa de Minas”, a obra foi dividida em três lotes, e executada por três consórcios.

LOTE 1 (Consórcio)

LOTE 2 (Consórcio)

LOTE 3 (Consórcio)

Camargo Correa

Odebrecht

Andrade Gutierrez

Santa Barbara

OAS

Via Engenharia

Mendes Júnior

Queiroz Galvão

Barbosa Mello

Das nove empreiteiras que compunham os consórcios seis (em negrito) estão sendo processadas no Lava Jato. O Ministério Público de Minas chegou a investigar a formação de cartel e fraude a licitação, sem resultado algum.

Se estas construtoras corromperam na Petrobras, será que também não houve corrupção em Minas? O sucessor de Aécio, atual senador Antônio Anastasia, está sendo acusado de ter recebido, de um operador de Youssef, R$ 1 milhão.

Estranho nesta história envolvendo empresas do Lava Jato é que a então secretária de Administração da Prefeitura de Curitiba, Dinorah Nogara (gestão Ducci), atual secretária Estadual de Administração de Beto Richa (PSDB), coordenou projeto para construir o Centro Administrativo de Curitiba, aos moldes do de Minas, projeto de Niemayer.

Dinorah foi citada na Operação Voldemort, que investiga fraudes em licitações de oficinas mecânicas tendo como pivô Luiz Abi, primo do governador do Paraná. Ela conseguiu, no Tribunal de Justiça do Paraná, anular o processo alegando foro privilegiado.

A esperança dos brasileiros é que a Policia Federal e os Procuradores da República, comandados por Delton Dallagnol, consigam encontrar o fio de Ariadne para desvendar o