11 de novembro de 2015
por esmael
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Ex-aliado, PSDB diz que Cunha não convenceu sobre contas na Suíça

do Brasil 247

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Em nota divulgada nesta quarta-feira 11, como previsto, a bancada do PSDB na Câmara afirma reiterar “de forma ainda mais veemente” o pedido de afastamento do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e declara que o deputado, acusado de corrupção, não convenceu em suas explicações sobre ser beneficiário de contas secretas na Suíça.

30 de setembro de 2015
por esmael
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Coluna do Rafael Greca: Prefeitura de Curitiba, refém de interesses sombrios

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Rafael Greca*

A Prefeitura de Curitiba é refém de interesses sombrios, danosos ao interesse público.

Refém não só da trágica desintegração da Rede Metropolitana de Transportes, onde o povo sofre com o preço e a queda de qualidade dos serviços.

Refém da decadência da Saúde Pública, onde se somam vários óbitos por omissão de socorro nas UPAS – lembrai da infeliz dona Maria da Luz das Chagas dos Santos morta na calçada às portas do Posto 24 Horas da Fazendinha, após longa espera. Lembrai do saudoso Emérson Antoniacomi, morto à espera de UTI, após vários dias na UPA Boa Vista. Mártires classificados pelas bizarras pulseirinhas coloridas do protocolo de Manchester.

Refém ainda do acréscimo da dívida pública municipal com os hospitais prestadores de serviços SUS, aí incluídos R$ 10 milhões atrasados no ressarcimento de serviços pediátricos do Hospital Pequeno Príncipe.

A Prefeitura de Curitiba é também refém do abandono cruel dos desvalidos, que deambulam, doentes, famintos e sem rumo pelas ruas de um centro transformado em cracolândia, ou põem fogo em imóveis históricos, como aconteceu domingo passado com a Casa de Portugal, onde a rua Duque de Caxias encontra a Paula Gomes.

Aquilo que o engessado prefeito Fruet chama de “herança maldita” dos prefeitos Ducci e Richa já deveria ter sido debelado. Passaram-se vários anos, pois o tempo voa, mas, infelizmente, a poupança dos predadores da cidade continua crescendo numa boa.

Falo da absurda pendência com o ICI. Instituto Curitiba de Informática.

Uma cidade não pode ter donos ou sub-donatários. A nossa tem.

O ex-CPD do IPPUC virou propriedade particular de um conglomerado de empresas privadas – Perform, Consult, e-Governe.

Li na Gazeta do Povo, que não mais pertencem ao Município de Curitiba, a base de dados e os códigos para lançamento de Impostos – IPTU, ISS, ITBI – Dívida Ativa, Alvarás Municipais.

O ICI também domina os códigos para Requisições de Compras, Estoques e Almoxarifado, Controle da Frota, Folha de Pagamento e Recursos Humanos, ICS e IPMC.

O magnífico prédio, construído e inaugurado por mim, enquanto Prefeito de Curitiba, em 1996, na rua São Pedro 910, passou a ser sede do conglomerado privado.

Na minha gestão de prefeito havia algumas empresas terceirizadas prestando serviços de informática ao IPPUC, mas a gestão era totalmente pública.

Nas gestões dos meus sucessores Tanigushi, Richa e Ducci o ICI – Instituto Curitiba de Informática foi criado enquanto organização social. Tentacular, virou monstro, até se tornar dono da informação pública . Onde está a informação, sabidamente, ali está o Poder.

A denúncia é gravíssima e abre uma caixa preta que permanece indevassável. Segundo a Gazeta do Povo, o Instituto Curitiba de Informática (ICI) cobra da prefeitura, pelo uso de sistemas de tecnologia da informação que o próprio município pagou para desenvolver.

Tudo começa em contratos de gestão, assinados em 2006, com valores mensais de serviço no total, sem especificação de quais serviços seriam prestados. Havia uma planilha desatralada do contrato, acordada de maneira informal.

Mas como as coisas sempre podem piorar, em 2010, uma manobra contratual, suprimiu a oitava cláusula do contrato ICI-PMC, e repassou “gratuitamente” a propriedade dos códigos-fontes dos sistemas utilizados pela administração municipal para o instituto – que é uma entidade privada.

A engenharia desta lesiva solução teria sido perpetrada por funcionário indicado pelos empresários. Um caso típico e sombrio de “gulosa raposa posta para cuidar dos ovos do

29 de setembro de 2015
por esmael
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Camila Lanes: ‘Dia 29 é sinônimo de um plano de abandono de Beto Richa’

Camila Lanes*

Hoje, dia 29 de setembro de 2015, completa 5 meses do massacre que marcou uma geração de professores, aposentados, estudantes e simpatizantes da luta por uma educação de qualidade.

Há 5 meses o movimento estudantil, junto com a APP – Sindicato, estava em frente a Assembleia Legislativa protestando contra as medidas retrogradas e impopulares aplicadas pelo governador Beto Richa.

Estávamos enfrentando uma greve que já tinha acumulado mais de um mês. Acampamos com nossos educadores e enfrentamos ameaças e até mesmo as condições climáticas que dificultaram a nossa estadia em frente ao Palácio Iguaçu, o palácio do tirano Richa.

Mas o dia 29 de abril não representa somente o sangue derramado na Praça Nossa Senhora de Salete. Essa data mostrou ao mundo qual a real face de um governo que vem há mais de 2 mandatos ceifando o futuro da juventude, ceifando suas oportunidades.

O dia 29 de abril representou cada indígena morto pelos ”donos da terra” no interior do Estado; representou cada estudante das áreas rurais que tiveram suas escolas fechadas; representa cada estudante que não tem merenda, pois o governo cortou até mesmo da alimentação (1MILHÃO e 300MIL); representa cada professor que é agredido diariamente pelo Estado pela falta de valorização e estrutura; representa cada estudante que não se vê representado por esse sistema educacional falido e falho; representa cada aposentado que hoje que vê sua aposentadoria ameaçada; representa cada agente penitenciário que hoje enfrenta condições sub-humanas de emprego; representa cada diretor que hoje luta contra a possibilidade de não ter mais gestão democrática; representa cada grêmio que é censurado dentro da escola; representa cada estudante que sofreu e sofre com a homofobia, machismo, racismo dentro e fora da escola; representa cada estudante universitário que viu sua universidade estadual fechar por falta de pagamento; representa cada eleitor que acreditou nas palavras rasas de Carlos Alberto Richa no ano de 2014 e hoje se arrepende em ter apertado o 45 no dia da eleição.

O dia 29 de abril, representa o descaso com o Estado, não somente com a educação; cada tiro disparado e bomba arremessada não atingiram somente quem estava presente naquela praça, mas atingiu e atinge diariamente o povo paranaense que hoje sofre com um projeto que visa o “estado mínimo” e o mínimo de investimento, o máximo de juros e cobranças de impostos!

Sabe por que o dia 29 representa tudo isso? Porque tudo isso é fruto de um plano de abandono.

Por isso Carlos Alberto Richa, NÓS NÃO IREMOS ESQUECER!

*Camila Lanes, 19 anos, é presidenta da União Paranaense dos Estudantes Secundaristas (UPES).