6 de junho de 2014
por esmael
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Memória de militantes do Paraná na ditadura vira livro

O livro “Depoimentos para a História !“ A resistência à  ditadura militar no Paraná”, de autoria do ex-preso político e militante dos Direitos Humanos Antonio Narciso Pires de Oliveira, o historiador Fábio Bacila Sahd e a jornalista e filósofa Silvia Calciolari, será lançado no próximo dia 11 de Junho de 2014, quarta-feira, à s 19 horas, na sede da OAB !“ Seção Paraná.

A publicação faz parte de projeto coordenado pelo Grupo Tortura Nunca Mais do Paraná e realizado pela Sociedade DHPAZ – Direitos Humanos para a Paz e Projeto Marcas da Memória da Comissão Nacional de Anistia do Ministério da Justiça. A iniciativa registrou em vídeo a memória de luta de homens e mulheres que combateram o arbítrio e foram vigiados, perseguidos, presos e torturados durante a ditadura militar no Estado do Paraná, entre 1964 e 1985.

Além de ativistas das diversas organizações e movimentos que contestavam a ditadura no Paraná, a proposta foi registrar também a memória dos que combateram o regime de exceção através da ação política de estudantes, professores e profissionais liberais como médicos, engenheiros e advogados, além de sindicalistas e parlamentares. No total, foram coletados 165 depoimentos registrados em vídeo e todos relacionados no livro, que traz ainda uma contextualização histórica do período.

Todos os vídeos podem ser acessados no canal do DHPAZ no Youtube e no site www.dhpaz.org . Compondo um acervo inédito no Brasil, o “Depoimentos para a História !“ A resistência à  ditadura militar no Paraná” e fará parte do Memorial da Anistia.

Entrevistas na internet – O idealizador e coordenador do Projeto Depoimentos para a História!, o ex-preso político e fundador do Grupo Tortura Nunca Mais no Paraná, Narciso Pires, explica que o grande mérito da proposta é permitir que os protagonistas da resistência democrática possam contar a sua própria versão dos fatos, sem restrições.

Outra diferença do projeto é que os depoimentos estão disponíveis na íntegra na internet para que todos saibam a atuação do regime de arbítrio no Estado do Paraná, como se deu a resistência e a sua derrocada!. Para Narciso, ele mesmo histórico militante dos Direitos Humanos e defensor do resgate da memória histórica do período, é a primeira vez no país que os relatos de militantes serão reunidos num único acervo de áudio e vídeo.

Este banco de imagens estará acessível não só a pesquisadores, mas também a quem tiver interesse em conhecer a nossa história de r

31 de Março de 2014
por esmael
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Crime e castigo: Senado vai apoiar campanha pela revisão da Lei de Anistia

da Agência SenadoA Subcomissão da Verdade do Senado vai participar da campanha promovida pela Anistia Internacional pedindo a revisão da Lei de Anistia, informou nesta segunda-feira (31) o senador João Capiberibe, durante sessão que marcou os 50 anos do golpe civil e militar de 1964. A partir de 1!º de abril e durante 50 dias, serão coletadas assinaturas online a favor da revisão da lei, editada ainda durante a Ditadura (28 de agosto de 1979).

Participaram da sessão, o ex-deputado e ministro no governo João Goulart, Waldir Pires, atual vereador em Salvador; o jornalista e exilado político José Maria Rabelo; a deputada federal Janete Capiberibe (PSB-AP), e o jornalista Luiz Cláudio Cunha, que desvendou a Operação Condor, um conluio entre aparatos repressivos dos países do Cone Sul.

Anistia

João Capiberibe é o relator, na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), de projeto do senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), que torna sem efeito a anistia no que se refere a crimes cometidos pelos agentes da repressão.

Não se incluem entre os crimes conexos [definidos pela Lei de Anistia] aqueles cometidos por agentes públicos, militares ou civis, contra pessoas que, de qualquer forma, se opunham ao regime de governo vigente no período por ela abrangido!, estabelece o artigo 1!º do PLS 237/2013.

O objetivo da proposta é superar o entendimento, já adotado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), de que crimes como os de tortura, sequestro e homicídio sejam considerados conexos aos crimes políticos e, portanto, abrangidos pela Lei de Anistia.

!” A Lei da Anistia é de 1979. Foi aprovada, não como um resultado da campanha por anistia ampla geral e irrestrita, mas como uma imposição do regime militar e objetivou só um intento: atender aos interesses do regime naquele momento, que vendo o horizonte de abertura, queria anistiar os que cometeram crimes durante a ditadura !” afirmou Randolfe Rodrigues, citando o coronel Paulo Malhães que, em depoimento à  Comissão da Verdade, no Rio de Janeiro, admitiu ter torturado, matado e ocultado cadáveres de opositores do regime.

Embora o STF já tenha se mani