7 de agosto de 2014
por Esmael Morais
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Coluna do Requião Filho: ‘Programa Paraná Seguro’ é uma lenda criada pelo marketing tucano

Requião Filho*

Quase nada liga a minha história à  história do atual Governador, a não ser pelo fato de sermos filhos de homens que já estiveram à  frente do executivo de nosso Estado, e por termos convivido, quando crianças e adolescentes, com outros grandes homens e mulheres que têm como sacerdócio pertencer à  polícia deste nosso Paraná. Felizmente, para mim, as coincidências terminam aí.

Por ter sido criado ao lado desses profissionais, eu os conheço, entendo suas instituições e nutro por eles grande apreço e sincera consideração pessoal. E pelo respeito que devo aos integrantes da segurança pública e ao povo paranaense, vejo que é hora de enfrentar a mitomania que acomete essa gestão, também em tão sensível área.

Desde o primeiro dia de governo, propala-se nos caros meios de propaganda oficial, na mídia e no discurso disfarçado, a lenda do Programa Paraná Seguro, o tal choque de gestão e a folclórica contratação de novos 10.000 policiais, entre outras fábulas de marketing.

Me sinto obrigado a, republicanamente, contestar e trazer os fatos à  luz da verdade. Temos que concordar em uma coisa: a gestão desse governo efetivamente foi um choque, deveras dolorido, para todos os cidadãos paranaenses! Mas não um choque de gestão na melhor concepção da expressão. O que vimos foi um choque de falta de comando, de administração e de responsabilidade com a coisa e a causa pública. A realidade é que, para o governo em caso, segurança pública não é e nunca foi sinônimo de prioridade.

Emblemático, como símbolo do descaso com a segurança pública, é que em pouco mais de três anos o Paraná teve três secretários na pasta. Trocas conturbadas, irrefletidas, inexplicáveis, à s vésperas de eventos importantes como a Copa do Mundo. Continuidade e integração responsável para quê?

Não foram contratados e não o serão, nessa gestão, os tão prometidos 10.000 policiais. Na Polícia Militar, este número não chega a seis mil e nas polícias civil e científica os números de contratados são irrisórios. Simples assim! Não há motivo para insistir nesta inverdade, uma vez que já chega ao fim este governo.

A par disto, no lançamento do tal Programa Paraná Seguro, houve a promessa também não cumprida pelo Governador de, além da contratação dos 10.000 novos policiais, promover a reposição de todo o efetivo que deixasse as forças policiais estaduais.

Por fim, as contratações ocorridas não supriram as necessidades, não havendo o recompletamento daqueles policiais que deixaram o serviço público, por aposentadoria ou exoneração. E, infelizmente, os números recentes da evasão dos profissionais de segurança pública são assustadores. Só entre 2012 e 2013, quase 2.000 militares deixaram a PM, muitos precocemente. E o motivo da evasão está claro para todos os contribuintes paranaenses: a desmotivação provocada pela notória falta de gestão e planejamento.

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