STF abre inquérito para apurar se Cunha comprou votos contra Dilma Rousseff

O k-suco vai ferver no Supremo Tribunal Federal (STF) e na Câmara dos Deputados, pois o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato, pediu que a corte sorteie novo relator para a investigação que apura a compra de votos na eleição de Eduardo Cunha (MDB-RJ) à Presidência da Câmara.

De acordo com o Supremo, a apuração envolve 18 políticos e parte de de depoimentos de executivos da J&F que fizeram delação premiada no ano passado.

Em 2014, Ricardo Saud, delator da JBS, disse que repassou R$ 30 milhões para Cunha “convencer” os deputados de que seria melhor opção de contraponto à então presidenta Dilma Rousseff (PT).

O inquérito do STF tem como alvos os seguintes parlamentares, além do próprio Cunha:

O inquérito envolve 3 atuais deputados

  • Carlos Bezerra (MDB-MT);
  • Mauro Lopes (MDB-MG); e
  • José Priante (MDB-PA).

14 políticos que não tinham foro no cometimento dos supostos crimes ou que tinham cargos diferentes do que exercem agora –

  • Newton Cardoso Júnior;
  • Soraya Santos, Vital do Rêgo;
  • Fernando Jordão;
  • Geraldo Pereira;
  • Manoel Júnior;
  • Marçal Filho;
  • Henrique Alves;
  • Leonardo Quintão;
  • Saraiva Felipe;
  • João Magalhães;
  • Toninho Andrade;
  • Alexandre Santos; e
  • Sandro Mabel.

O sorteio da relatoria do caso da compra de votos por Eduardo Cunha se dará porque não tem relação com a Petrobras ou a Lava Jato, explica Fachin.

Segundo os bastidores da Câmara, a lista de envolvidos na compra de votos pode aumentar se as investigações avançarem.

A situação pode complicar de vez se a investigar adentrar o período de impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

“Nessa medida, encontrando-se a pretensão calcada ao menos em indícios — colaboração e documentos que a corroboram, o contexto há de ser posto à prova ‘opportuno tempore’, à luz das garantias processuais constitucionais. Impende, portanto, acolher o intento ministerial de investigar, isto é, perquirir, colher elementos, inquirir, enfim reunir dados que ensejem a formação da opinio delicti”, decidiu Fachin.

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