O cantor Sérgio Reis estará na manifestação da Avenida Paulista ao lado do presidente Jair Bolsonaro no 7 de setembro.

Sérgio Reis preso se elegeria fácil ao Senado por São Paulo, avaliaram ministros do Supremo

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) cogitaram prender o cantor Sérgio Reis, no entanto, descartam essa hipótese porque não viram conveniência e avaliaram que isso poderia promovê-lo numa eventual disputa ao Senado pelo estado de São Paulo.

“Não tenho medo de ser preso. Não sou frouxo. Não sou mulher”, foi a provocação do intérprete de “Panela Velha” para ir preso, uma imploração, mas os ministros do Supremo, que não são bobos nada, decidiram pela caneta BIC de Alexandre de Moraes apenas pela busca e apreensão, bem como por medidas restritivas. Foram alvos de operação da Polícia Federal, na manhã desta sexta-feira (20/08), 29 endereços para o cumprimento de 13 mandados judiciais.

Sérgio Reis já foi deputado federal entre 2015 e 2019, pelo estado de São Paulo. Ele obteve um mandato pelo PRP, hoje Republicanos, com 45 mil votos. Como parlamentar, ele foi um fiasco: apenas três discurso e nenhum projeto de lei.

Preso, o cantor imaginava encorpar seu magro eleitorado com o objetivo de fazer companhia ao ainda presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no Senado da República. Leia sobre isso aqui: Presidente Jair Bolsonaro pode renunciar em março para concorrer ao Senado em 2022.

Note que o bravateiro cantor sertanejo, que acha que frouxidão é coisa de mulher, não foi o único que tentou a tática da vitimização política de olho em um cargo eletivo. Em maio, o jornalista Fábio Wajngarten, ex-secretário da Comunicação da Presidência da República, também tentou cavar uma prisão na CPI da Covid. Ficou apenas na ameaça do senador Renan Calheiros (MDB-AL).

Para o cidadão médio bolsonarista, Calheiros, Alexandre Moraes e o ministro Luís Roberto Barroso, presidente do TSE, são todos comunistas da mesma laia do ex-presidente Lula. Ainda no delírio dos apoiadores de Bolsonaro, membros da comissão de investigação sobre a pandemia, mancomunados com os tribunais superiores, estão trabalhando pela instauração do comunismo no Brasil, por isso, prosseguem em surto, perseguem o mandatário e seus correligionários.

É nessa narrativa que o bolsonarismo tentará se apoiar com vistas às eleições de 2022. No grito. Sem proposta ou programas alguns, senão à caça aos comunistas nos mesmos moldes do marcartismo americano nos anos 50, ou seja, eles querem perenizar a pauta do retrocesso no País.

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