Sergio Moro pode "afrouxar a tanga" na corrida presidencial de 2022

Sergio Moro pode “afrouxar a tanga” na corrida presidencial de 2022

A rejeição do ex-juiz Sergio Moro (Podemos) nas pesquisas de intenção de votos foi o assunto mais comentado na filiação do ex-procurador Deltan Dallagnol no Podemos, sexta-feira (10/12), em Curitiba. O ex-coordenador da Lava Jato é pré-candidato a deputado federal.

Moro esteve presente no ato de alistamento político de Deltan, em um hotel no centro da capital paranaense, onde também ocorreu uma manifestação do Comitê Lula Livre contra o avanço do “fascismo” e a favor da democracia.

Segundo pesquisa da Quaest Genial, divulgada nesta quarta-feira (08/12), o ex-juiz Sergio Moro tem incríveis 61% de rejeição nas sondagens. Ele está tecnicamente empatado no quesito rejeição com o presidente Jair Bolsonaro (PL), que tem 64%.

Na Boca Maldita, centro nervoso da política no Paraná, a conversa neste sábado (11/12) é de que Sergio Moro vai “afrouxar a tanga” na corrida presidente de 2022. Ou seja, o ex-juiz pode não levar até o fim sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto.

As forças vivas da política paranaense acreditam que o ex-juiz só topou o desafio da pré-candidatura para ajudar no projeto de reeleição do senador Alvaro Dias (Podemos), cuja cadeira é alvo de muita cobiça dos adversários.

Os indícios de que a candidatura de Sergio Moro ‘não é pra valer’ são muito fortes no estado. Por exemplo, até agora, o Podemos não apresentou nome próprio para concorrer ao Palácio Iguaçu. O partido virou uma espécie de puxadinho do governador Ratinho Junior (PSD), que sonha em participar de palanque nacional triplo [Bolsonaro, Moro e Lula].

Em troca de não apresentar candidatura ao governo do Paraná, Ratinho teria oferecido apoio à reeleição de Alvaro. Aliás, o mesmo apoio que o governador oferece para todos os possíveis adversários que podem lhe obstar a continuidade no cargo.

A nova ducha de água fria em Moro foi proporcionada pela pesquisa do Instituto Ideia divulgada na sexta (10/12), que confirmou a dianteira do ex-presidente Lula e a consolidação de Bolsonaro em segundo lugar. O petista pode vencer no primeiro turno, vence todos os adversários no segundo turno, e mostra a pré-candidatura do ex-juiz da Lava Jato estagnada.

No PSDB, que apresenta o governador João Doria (SP), os tucanos de alta plumagem já trabalham com a desistência de Sergio Moro até março. No ninho, o ex-juiz é comparado com a ex-ministra Marina Silva, que, apesar da torcida da Globo, sucumbiu diante de Aécio Neves na disputa presidencial de 2014.