Sergio Moro foi o “Padre Kelmon” de Jair Bolsonaro no debate da Band neste segundo turno

Lembra do “padre laranja” – o Padre Kelmon – no primeiro turno? Pois é, o ex-juiz Sergio Moro, senador eleito pelo União Brasil do Paraná, fez as vezes do suposto padre no debate da Band no segundo turno.

Foi Moro quem roubou a cena no debate do segundo turno na Band, assessorando o presidente cessante Jair Bolsonaro (PL) para temas relativos à corrupção.

No primeiro turno, Kelmon foi quem fez o “trabalho sujo” – de laranja – para introduzir no debate a questão religiosa e a fake news sobre o fechamento de igrejas. [Naquele certamente, Bolsonaro não queria fazer perguntas diretamente para Lula – por isso usava a boca de aluguel.]

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Agora, no segundo turno, foi a vez de Moro cumprir o papel que era do padre ao reavivar o fetiche do combate à corrupção.

Para as redes sociais, ele será o “Padre Moro” deste segundo turno.

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Em troca, Deus nos livre e guarde, Bolsonaro promete ressuscitar a finada Lava Jato – caso eleito.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em uma das suas falas, acusou a força-tarefa de Moro acabar com 4,4 milhões de empregos dos brasileiras, liquidar R$ 270 bilhões de investimentos na economia e eliminar mais de R$ 58 bilhões em impostos.

Sergio Moro saiu do Ministério da Justiça, em abril de 2021, atirando contra Bolsonaro. Na época, disse cobras e largatos sobre o presidente cessante e denunciou casos de corrupção envolvendo a família. No entanto, agora, surgiu como guia espiritual do mandatário.

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Mas por que raios Moro esteve nos estúdios assessorando Bolsonaro? Ora, o ex-juiz e senador eleito está de olho na butique do Jair.

Sim, se Bolsonaro ficar na estrada, perdendo a reeleição, Moro quer se habilitar para herdar a base bolsonarista.

A presença de Moro no debate da Band não surpreendeu Lula, se era para constranger o petista. A campanha do PT já sabia 24 horas antes que o senador eleito seria a “escadinha” de Bolsonaro durante o confronto.

Enfim, o ex-juiz Moro foi o “Padre Kelmon” de Jair Bolsonaro no segundo turno.

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A resposta é sim. Senador eleito pelo União Brasil do Paraná, o ex-juiz Sergio Moro é lembrado para voltar ao Ministério da Justiça. No entanto, ele sonha mesmo com a próxima vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).
Em maio de 2023, o ministro Ricardo Lewandowski se aposentará compulsoriamente ao completar 75 anos; Rosa Weber deixará a corte máxima em outubro de 2023.
O ex-procurador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, deputado federal eleito pelo Podemos do Paraná, também é uma possibilidade no Ministério da Justiça, caso Moro seja realmente indicado por Bolsonaro para o STF.