Sem voto, Rodrigo Maia desiste de disputar reeleição à Câmara

► O ex-todo-poderoso presifente da Câmara foi arquivado no lixo da história

Depois de conduzir na Câmara as votações dos maiores ataques aos direitos sociais e trabalhistas, que se têm notícias na história da República, o deputado Rodrigo Maia (PSDB) anunciou sua desistência da reeleição. Ele foi o carrasco dos trabalhadores no exercício da presidência da Câmara.

Com medo das urnas, Maia se agasalhou na campanha de outro sem voto: o ex-governador João Doria (PSDB).

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O ex-presidente da Câmara dos Deputados disse que está coordenando o programa de governo do tucano na corrida presidencial.

A desistência é uma notícia para o parlamento, que foi tomado pelos lobbies do sistema financeiro.

Rodrigo Maia colhe a tempestade depois que plantou as maldades contra o povo brasileiro do ponto de vista econômico.

Ele presidiu a Câmara entre 2016 e 2021, sendo o responsável por pautar as reformas trabalhistas e previdenciária.

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Também foi sob sua gestão que o parlamento aprovou o teto de gastos por meio da famigerada EC 95, que congelou investimentos na saúde e na educação pelos próximos 20 anos.

A não eleição de Rodrigo Maia é uma alvíssara nesses tempos de neoliberalismo econômico.

Sem chance de eleição, Maia chora quando vê na televisão o atual presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL): ele será eu amanhã, soluça.

Nesta semana, o ex-presidente Lula, líder nas pesquisas, disse que não adianta ganhar a Presidência se não mudar o Congresso Nacional.

Ele pediu que o povo saia às ruas para fazer a disputa de narrativa com a velha mídia corporativa.

Moral da história: o ex-todo-poderoso Rodrigo Maia foi arquivado no lixo da história.