Rompimento de mina da Braskem em Maceió: entenda o que aconteceu

A mina de número 18 da Braskem, em Maceió, sofreu um rompimento neste domingo (10/12), informou a prefeitura da cidade.

Ainda não há detalhes sobre a dimensão dos danos.

A Defesa Civil municipal confirmou que o local sofreu um desabamento.

A área do rompimento foi sob a lagoa Mundaú, que tende a ficar altamente salinizada, com prejuízos para a fauna e a flora do local.

O prefeito João Henrique Caldas (PL) afirmou que maiores informações sobre o assunto ainda estão sendo colhidas e serão compartilhadas quando possível.

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Imagem divulgada pelo prefeito mostra o momento em que o rompimento ocorreu, causando grande movimentação no espelho d’água da lagoa.

“A Defesa Civil de Maceió ressalta que a mina e todo o seu entorno estão desocupados e não há qualquer risco para as pessoas”, disse ele, em uma rede social.

A causa do rompimento ainda não é conhecida, mas as autoridades apontam que ele pode estar relacionado ao afundamento do solo que atinge cinco bairros da capital de Alagoas.

O afundamento foi causado pela exploração de sal-gema pela Braskem na área, que começou em 1979 e se manteve até maio de 2019.

A empresa afirma que cumpria todas as normas e que o problema foi causado por uma falha geológica.

O rompimento da mina pode ter impactos significativos para a região.

A cratera formada pode causar a salinização da lagoa Mundaú, o que pode prejudicar a fauna e a flora locais.

Além disso, o rompimento pode liberar fluidos estranhos ao sistema, como salmouras em várias concentrações, o que pode afetar a organização biológica e paisagem do espaço.

Após o rompimento, é importante que sejam realizadas avaliações para determinar os impactos ambientais e sociais do acidente.

Além disso, é importante que sejam tomadas medidas para evitar novos rompimentos, como o monitoramento constante da área e o preenchimento das cavidades das minas.

Os primeiros relatos sobre os danos no solo em Maceió surgiram em meio de tremores de terra no dia 3 de março de 2018.

Na ocasião, o abalo fez ceder trechos de asfalto e causou rachaduras no piso e paredes de imóveis, atingindo cerca de 14,5 mil casas, apartamentos e estabelecimentos comerciais.

Outros bairros, como Pinheiro, Bebedouro, Bom Parto e Farol também foram atingidos.

Ao todo, cerca de 20% do território da capital alagoana foi afetado, e cerca de 60 mil pessoas tiveram que deixar suas casas. Muitos animais também foram abandonados.

Em 2019, o Serviço Geológico do Brasil, órgão ligado ao Ministério das Minas e Energia, concluiu que as atividades de mineração da Braskem em uma área de falha geológica causaram o problema.

A Braskem foi condenada pela Justiça a indenizar as vítimas do afundamento.

A empresa também está realizando obras de recuperação da área afetada, diz a prefeitura.