Responsável por dobrar preço da gasolina, Bolsonaro agora quer ser ‘pai’ de desconto temporário no combustível

Segundo a Agência Nacional do Petróleo, do Gás Natural e dos Biocombustíveis (ANP), quando o presidente cessante Jair Bolsonaro (PL) assumiu o Palácio do Planalto, o preço médio da gasolina nas bombas era de R$ 4,344 por litro, e o do diesel, R$ 3,451.

Quase quatro anos depois, o preço do combustível dobrou – e em algumas praças de consumo, quase triplicou.

Agora Bolsonaro “corre atrás do prejuízo” distribuindo descontos temporários enquanto atrevessa uma dura campanha pela reeleição.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), principal adversário de Bolsonaro, disse ontem (27/07), numa entrevista ao UOL, disse que vai mexer na política da Petrobras para baixar de vez no preço da gasolina.

O petista defendeu a redução permanente no preço dos combustíveis, inclusive no gás de cozinha, que ficou de fora do desconto temporário de Bolsonaro.

No começo de julho, devido a política de preço da Petrobras, que dolariza o consumo, o litro da gasolina e do diesel eram vendidos por até R$ 8 nos postos de combustíveis.

Após a redução temporária do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), válida até 31 de dezembro, os preços dos combustíveis, por litro, também caíram nas bombas. A ANP estima queda de 17,4% no mês de julho.

Em luta pela reeleição, Bolsonaro determinou que a Petrobras desconte temporariamente mais R$ 0,15 por litro da gasolina, ou 3,88%, na sexta-feira (29/07).

Este será o segundo desconto seguido no valor do combustível anunciado pela estatal de petróleo, um dia após anunciar nova diretriz para a política de formação de preços dos combustíveis.

Na quarta-feira da semana passada, a Petrobras já havia dado desconto de R$ 0,20 no preço médio da gasolina.

Até as emas que habitam os jardins do Palácio da Alvorada, em Brasília, sabem que os preços dos combustíveis voltarão a subir como dantes após as eleições de outubro.

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