Requião: Matinhos está engordando alguma coisa além da praia

► Nesta terça-feira (28/06), às 19h, Requião falará ao Blog do Esmael pela primeira vez após ele ser submetido ao implante do stent cardíaco na semana passada

O ex-senador Roberto Requião, pré-candidato do PT ao governo do Paraná, levantou suspeitas acerca dos custos da engorda na praia de Matinhos, Litoral do Paraná.

– Parece que o engordamento da praia de Matinhos está engordando alguma coisa além da praia! É tudo assim! – disparou ele, olhando em direção ao Palácio Iguaçu.

Em seu perfil no Twitter, Requião lançou uma enquete sobre a obra no Litoral.

– No fim do meu último governo a engorda da praia de Matinhos estava programada – escreveu. “Cerca de 60 milhões de reais”, informou. “Saí do governo, tudo parou”, lamentou.

– Agora o rato [governador Ratinho Junior] anuncia a mesma obra por 370 milhões de reais – comparou Requião, referindo-se ao custo da obra seis vezes mais cara que na sua época. “Tem caroço nesse angu?”, perguntou aos seguidores.

Na parcial, 95% dos que frequentam a “timeline” de Requião respoderam que “sim”, que há caroço nesse angu.

Além de lançar dúvidas sobre a lisura no preço da engorda na praia, Requião ainda publicou um vídeo convidando seus apoiadores a tirar o Paraná do caos.

Segundo o pré-candidato, para consertar o estado, bastaria tirar o governador cessante Ratinho Junior (PSD) e pôr um governo competente no lugar.

Nesta terça-feira (28/06), às 19h, Requião falará ao Blog do Esmael pela primeira vez após ele ser submetido ao implante do stent cardíaco na semana passada.

Blog do Esmael, notícias verdadeiras.

Assista ao vídeo:

Ministério Público pediu a suspensão urgente da obra na orla de Matinhos

O Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo (Gaema), do Ministério Público do Paraná em Paranaguá, pediu suspensão urgente das obras da orla de Matinhos, feito originalmente em agosto de 2021. Segundo a nova manifestação do órgão, “a realização das obras causará danos imensuráveis e de impossível reversão, uma vez que não foi realizado o correto Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental e as licenças ambientais emitidas são notadamente nulas”.

A obra tem sido criticada por pesquisadores da UFPR, que avaliam os impactos prováveis e que dão respaldo ao pedido do MPPR. De acordo com o coordenador do Laboratório de Geoprocessamento e Estudos Ambientais da universidade, Eduardo Vedor de Paula, o projeto que obteve licença sofreu alterações e era diferente do que está sendo implementado agora, por isso as licenças obtidas não teriam efeito e deveriam ser refeitas. Dois pontos técnicos preocupam os pesquisadores. O primeiro deles é que não foi mensurada a área da qual a areia está sendo dragada, o que pode paralisar a obra ou resultar em uma engorda com lama, ao invés de areia.

Além disso, ele diz que os espigões, que ele chama pelo nome em inglês headland, são estruturas defasadas.

O geógrafo também explica que, desde 2020, a UFPR apresentou notas técnicas e realizou reuniões de trabalho com o Estado com uma agenda propositiva, indicando alternativas para o projeto.

As obras de dragagem estão previstas até o mês de novembro. A primeira fase acontece em Caiobá. Pelo atual projeto, após a dragagem, Matinhos vai contar com faixa de areia de 70 a 100 metros de largura, de Caiobá até o Balneário Flórida. Os investimentos envolvem R$ 314,9 milhões.